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EDP Brasil revela apetite por aquisições em transmissão e geração solar

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Crédito: REUTERS/Bruno Kelly

São Paulo – A elétrica EDP Brasil, controlada pelo grupo europeu EDP Energias de Portugal, tem apetite por aquisições nos setores de transmissão e de geração solar, disse ontem o novo presidente da companhia, João Marques da Cruz, durante teleconferência com investidores.

Mas a empresa também estará aberta à venda de ativos de transmissão ou de geração com o objetivo de financiar novos investimentos, apontou ele, ao explicar uma estratégia de “rotação de ativos”.

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“O negócio de transmissão queremos expandir. Queremos ser ativos no mercado primário, ou seja, nos leilões (de novos projetos pelo governo) ou no mercado secundário… e também rotacionando ativos”, afirmou Cruz, que foi confirmado para o cargo na sexta-feira.

Ele disse que eventuais vendas de ativos para bancar novos projetos ou aquisições devem ainda ajudar a EDP Brasil a cumprir um objetivo de buscar ampliar o foco em energia solar.

“Queremos transformar o portfólio. E transformar o portfólio significa dar mais peso relativo e maior relevância ao solar”.

A meta da empresa está alinhada a uma adaptação ao atual cenário dos mercados de energia globais, que miram a transição energética e redução de emissões, explicou o CEO.

Ainda nessa toada, a EDP Brasil não tem planos de investir em novos projetos de geração térmica, embora tenha usinas a carvão e gás atualmente.

“Nós continuamos a gerenciar nossos ativos todos, são ativos que nos pertencem. Não temos uma agenda imediata, mandatória, de desinvestimento nesses ativos (térmicos), mas queremos transformar o portfólio”, disse.

No setor de distribuição, a EDP Brasil seguirá atenta a uma eventual privatização da catarinense Celesc, na qual possui participação e tem aumentado a fatia gradualmente, disse o ex-CEO da companhia e agora presidente do conselho, Miguel Setas, em conferência em separado com jornalistas.

A EDP Brasil registrou lucro líquido de quase R$ 700 milhões no quarto trimestre, com alta de 40% na comparação anual, enquanto os ganhos no ano de 2020 somaram R$ 1,5 bilhão (+12,7%), segundo resultado divulgado na sexta-feira.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 1,39 bilhão no último trimestre, alta de 60%. O Ebitda ajustado cresceu 36%, para quase R$ 818 milhões.

A companhia disse que os resultados foram os melhores de sua história, apesar dos impactos da pandemia de coronavírus.

A EDP Brasil propôs pagamento de um total de R$ 599 milhões em dividendos e juros sobre o capital próprio referentes aos resultados, o equivalente a R$ 1 por ação, já levando em consideração sua nova política de proventos. (Reuters)

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