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Economia

Empresários amargam prejuízos por causa da greve dos rodoviários

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

Empresários, empreendedores e trabalhadores voltam a amargar prejuízos por conta da paralisação dos rodoviários do transporte público de Belo Horizonte. Hoje, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH) e o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Belo Horizonte (Setra-BH), participam de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região de Minas Gerais (TRT3).

Ontem, apenas 35% das linhas de ônibus circulavam na capital mineira, conforme dados da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). Os rodoviários pedem reajuste de 9% nos salários, mais a correção da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), pagamento do vale-alimentação no período de férias, além de um intervalo máximo de 30 minutos entre as viagens.

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Mas, por causa da greve, vários setores da economia sentem mais uma vez os efeitos da paralisação. No Green Plaza Shopping, no bairro Santa Mônica, na região da Pampulha, vários lojistas abriram, mas com falta de funcionários e consumidores.

A empresária Luciana Carvalho, proprietária de uma loja de sapatos, conta que suas duas vendedoras, que moram em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, não foram trabalhar. “O problema é que em Santa Luzia tem ônibus, mas o outro para chegar aqui não tem. Eu achei melhor dispensá-las hoje, porque o sacrifício é grande. Além disso, o movimento está péssimo”.

O prejuízo em vendas também foi registrado na Loja dos Jeans, em Venda Nova. O empresário Gustavo Souza de Franco preferiu que os quatro funcionários ficassem em casa. “Meus funcionários moram em Vespasiano, na Grande BH. O problema é que o valor do transporte por aplicativo está muito caro e, além disso, o movimento nas lojas da região está bem fraco. Para a segurança dos meus funcionários, amanhã (hoje) vamos contratar uma van para buscá-los em casa e deixá-los em casa no fim do dia, se a greve continuar”, planeja.

Para evitar tanto prejuízo no comércio varejista da Capital, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) enviou um ofício ao Ministério Público do Trabalho (MTP), solicitando uma resolução a respeito da paralisação do transporte público.




“O comércio e o povo trabalhador de Belo Horizonte não aguentam mais. Respeitamos o direito à greve, é legítimo que os trabalhadores queiram melhorias salariais. Mas fazemos um apelo para que haja diálogo entre a Prefeitura, as empresas, os sindicatos e a Justiça do Trabalho para que entrem em um acordo o mais rápido possível. O comércio foi o setor da economia que mais sofreu ao longo desses quase dois anos de pandemia. Agora, com a proximidade do Natal, todos estão se esforçando ao máximo para recuperar um pouco o prejuízo. Uma greve de ônibus é como uma facada no coração do comércio”, desabafa o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva.

Souza e Silva destaca ainda que a paralisação dos rodoviários chegou a prejudicar as vendas da Black Friday. Por causa disso, muitos lojistas precisaram estender os dias de liquidações para amenizar as perdas. “Mas, às vésperas do Natal, não dá para sofrer esse baque. Esperamos que ainda hoje (ontem) todas as partes envolvidas encontrem uma solução para pôr fim à greve”, pontuou.

Construção contabiliza perdas 

O diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Minas Gerais (Sinduscon- MG), Renato Michel, detalha que o setor está contabilizando um prejuízo de duas semanas. “Na primeira semana, já contabilizamos atraso nas obras, porque, devido à falta de alguns trabalhadores, isso iria afetar no prazo final. E mais uma vez vai acontecer”.

Renato Michel disse que para hoje, a orientação é que os trabalhadores pratiquem a carona solidária, além da ajuda de custo das empresas para os funcionários para combustível.

Impasse

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH), Paulo César da Silva, garante que todos os trabalhadores foram orientados a cumprir a circulação mínima de 60% dos ônibus. “O problema é que a categoria está revoltada com o descaso das empresas. Eles alegam que estão no prejuízo, mas não é isso que vemos no dia-a-dia nas garagens. Vemos os trabalhadores e usuários do transporte público sendo maltratados”, desabafa.

Paulo da Silva disse esperar que, com a audiência de conciliação marcada para hoje, haja uma definição a respeito da situação dos rodoviários. “Nós sabemos que a população e os empreendedores da cidade estão sofrendo com a situação, mas nossas famílias estão com as latas vazias dentro de casa. Nós estamos sem reajuste salarial muito antes da pandemia chegar e não é justo”, completa.




Já o Setra-BH informou que não há recurso para disponibilizar um reajuste alto na forma como os funcionários estão desejando e que a empresa está passando por prejuízos devido à pandemia e a alta do combustível.

Ainda de acordo com o Setra-BH, a categoria acionou a Justiça para que a Prefeitura de Belo Horizonte cumpra o contrato de reajuste das passagens. 

O prefeito Alexandre Kalil, durante entrevista coletiva ontem, disse que a greve preocupa, porém não pode interferir no impasse.“A Prefeitura de Belo Horizonte não se assenta nem para discutir aumento para o ano que vem, enquanto tiver greve, não há mesa, nem diálogo. Nem para aumento que está em contrato, nem (para) esse a Prefeitura se assenta à mesa. Não tem discussão”, disse o prefeito.

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