Antigo prédio da UFMG, no Centro de BH, será revitalizado e ganhará espaços comerciais, culturais e de convivência

Complexo de prédios da antiga Escola de Engenharia receberá até 2,4 mil servidores da Prefeitura de Belo Horizonte, que investirá R$ 150 milhões no projeto
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Antigo prédio da UFMG, no Centro de BH, será revitalizado e ganhará espaços comerciais, culturais e de convivência
Divulgação/ PBH/ Fernando Antônio Borges

Após ter sido transferido para a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o antigo complexo da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), localizado no Centro de BH, será transformado em um espaço institucional próprio para receber até 2,4 mil servidores da PBH e também em espaços para comércio, serviços, cultura e convivência. A estimativa inicial de investimento é de cerca de R$ 150 milhões com entrega das obras em até dois anos e meio. As novas informações sobre o projeto foram divulgadas pela prefeitura nessa terça-feira (18).

De acordo com o Executivo municipal, a proposta é que o conjunto de prédios dê nova vida a uma área que, hoje, tem pouco movimento e baixa presença de estabelecimentos comerciais. “A expectativa é de que a ocupação do complexo aumente a circulação de pessoas, fortaleça o comércio existente e crie condições para a chegada de novos negócios e investimentos, melhorando, inclusive, a segurança do local”, diz a PBH, em nota.

Leia mais: Prefeitura de BH prepara revitalização da antiga Escola de Engenharia da UFMG

O que será feito no novo prédio?

Montagem com duas imagens do antigo complexo da Escola de Engenharia da UFMG, no Centro de Belo Horizonte. | Foto: Reprodução/ Google Maps

Prédios institucionais e comércios

A requalificação envolve mais de 30 mil metros quadrados de área construída. Entre as intervenções, dois imóveis existentes serão recuperados, com modernização da infraestrutura e adequação aos novos usos: o Edifício Arthur da Costa Guimarães, voltado para a rua Espírito Santo, que é tombado e será preservado, e o Edifício Álvaro da Silveira, voltado para a avenida do Contorno. Um terceiro prédio será mantido, mas continuará sob a gestão do governo federal.

Enquanto nos pavimentos superiores a prioridade será o uso institucional, nos térreos e no segundo pavimento a proposta é que as estruturas tenham uma relação mais direta com a cidade, com possibilidade de instalação de comércio, serviços e atividades culturais. “A ideia é que a presença das unidades municipais não resulte em um espaço exclusivamente administrativo. A abertura dos térreos e a criação de áreas públicas devem favorecer a circulação e a permanência de pessoas ao longo do dia”, completa a PBH.

Conforme a prefeitura, a presença dos servidores deverá gerar um fluxo diário significativo em uma região que, atualmente, tem pouca atividade comercial. A expectativa é estimular a instalação de padarias, restaurantes, cafés, lojas, livrarias e serviços diversos, além de beneficiar estabelecimentos que já funcionam nas proximidades.

Galpões serão demolidos

Para além disso, a prefeitura explica que os galpões da rua dos Guaicurus, que também fazem parte do complexo, serão demolidos para permitir a reorganização do interior do quarteirão. O Executivo pontuou que essa retirada será feita em equipamentos que estão deteriorados, que não são tombados e que são de pequeno porte.

No lugar dos galpões, deverá ser erguido um edifício cultural suspenso, com um vão no nível da rua para a passagem de pedestres e acesso a uma praça pública interna, de aproximadamente 1.700 metros quadrados.

Pátio e áreas arborizadas

O projeto ainda prevê a construção de um pátio interno, com novas conexões entre as ruas dos Guaicurus, da Bahia, Espírito Santo e a avenida dos Andradas. A intenção, segundo a PBH, é abrir o quarteirão para a circulação de pedestres, integrando-o às ruas do entorno.

“A demolição dessas edificações permite criar um espaço físico com pátio interno que possibilite a integração e a conexão entre as quatro ruas que circundam essa quadra”, declarou o secretário municipal de Política Urbana, Leonardo Castro.

A proposta inclui mais de 2.600 metros quadrados de áreas permeáveis e arborizadas, distribuídas entre jardins e espaços de convivência. Também estão previstas soluções de acessibilidade, ventilação e iluminação naturais.

Investimentos de R$ 150 milhões para revitalizar o Centro de BH

Ainda segundo a PBH, a requalificação do complexo da Escola de Engenharia da UFMG tem estimativa inicial de investimento de aproximadamente R$ 150 milhões. O modelo de contratação para a implantação e manutenção do complexo é avaliado pelo Executivo e há possibilidade de realização de Parceria Público-Privada (PPP).

A previsão é que as obras durem um ano e meio. O cronograma total, no entanto, pode chegar a dois anos e meio se consideradas as etapas de estruturação e contratação.

A iniciativa faz parte do Somos Centro, programa para revitalização do Centro de BH. “O objetivo principal desse projeto, além da requalificação, é viabilizar espaços de trabalho para os servidores do município. A ocupação desse conjunto vai permitir também uma nova relação com o espaço público e com as atividades comerciais e culturais da região”, encerra Castro.

Transferência provisória

A transferência do complexo da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para a PBH é provisória devido ao período eleitoral vigente. Segundo a PBH, após este período, será feita a posse definitiva do imóvel.

O complexo não é utilizado desde 2009, ano em que a escola migrou para o campus Pampulha da UFMG.

Sobre o autor

Anderson Rocha

Repórter multimídia do Diário do Comércio desde 2025. Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Digital pela PUC Minas. Vencedor dos prêmios CNJ, Mercantil, Sebrae, CDL/BH e CBN de Jornalismo.

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