Após repasse da União, Prefeitura de BH prepara revitalização da antiga Escola de Engenharia da UFMG

Imóvel no Centro está sob guarda provisória da administração municipal; projeto ainda não tem custo definido e Câmara cobra detalhes
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Após repasse da União, Prefeitura de BH prepara revitalização da antiga Escola de Engenharia da UFMG
Montagem com duas imagens do antigo complexo da Escola de Engenharia da UFMG, no Centro de Belo Horizonte. | Foto: Reprodução/ Google Maps

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) prepara um projeto para revitalizar o antigo complexo da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), localizado na rua Espírito Santo, 35, no Centro de Belo Horizonte.

De acordo com a PBH, a ação teve início após a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) ter repassado a guarda provisória do imóvel para a prefeitura. O complexo não é utilizado desde 2009, ano em que a escola migrou para o campus Pampulha da UFMG.

A transferência do prédio para a prefeitura é tratada como temporária em razão do período eleitoral vigente. Segundo a PBH, após isso, será feita a posse definitiva do imóvel.

O Diário do Comércio questionou a PBH sobre o valor do retrofit a ser executado e a PBH informou, em nota, que o montante será definido durante a elaboração do projeto de reforma.

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CMBH quer mais detalhes do projeto

Nessa segunda-feira (3), a Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana cobrou da Secretaria Municipal de Governo mais informações sobre o projeto de revitalização do complexo da Escola de Engenharia apresentado pela PBH à SPU.

Segundo o vereador Pedro Patrus (PT), autor do pedido de informações, a PBH não disponibilizou à sociedade os documentos técnicos que detalham a proposta, o cronograma, bem como os impactos urbanísticos e patrimoniais.

Retrofit incluiria demolição de áreas

Reprodução/ Google Maps

Em seu pedido, Patrus argumentou que têm sido veiculadas na imprensa informações sobre possíveis finalidades para o prédio, o que incluiria a sede de órgãos públicos, a construção de praça, de estacionamento subterrâneo e de um espaço cultural e a
a demolição de edificações voltadas para a rua dos Guaicurus.

Segundo a CMBH, o complexo tem reconhecido valor histórico e arquitetônico e, por isso, Patrus quer saber quais medidas serão adotadas para garantir a proteção do patrimônio cultural, quais órgãos de preservação participaram da elaboração ou análise da proposta e se houve participação popular sobre a destinação do espaço.

A Secretaria Municipal de Governo também deverá informar o custo total estimado e as fontes de recursos para a obra, bem como apresentar o cronograma do projeto.

Reprodução/ Google Maps

O Diário do Comércio procurou a PBH para saber quando mais informações sobre o projeto serão divulgadas e aguarda retorno.

Sobre o autor

Anderson Rocha

Repórter multimídia do Diário do Comércio desde 2025. Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Digital pela PUC Minas. Vencedor dos prêmios CNJ, Mercantil, Sebrae, CDL/BH e CBN de Jornalismo.

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