Curta sobre McDonald’s em Olinda busca indicação ao Oscar 2027
No início dos anos 2000, em meio ao fervor político de Olinda, um confronto inusitado se desenhou nas ladeiras históricas da cidade. O McDonald’s abriu uma unidade no município, mas o restaurante fechou poucos anos depois. O episódio deu origem à história de que Olinda teria sido a primeira cidade do mundo a levar uma loja da rede à falência.
Essa história é o ponto de partida de Os Arcos Dourados de Olinda, curta-metragem dirigido por Douglas Henrique que busca uma indicação ao Oscar 2027 na categoria de melhor documentário de curta-metragem. Com 24 minutos de duração, o filme nasceu de um trabalho de conclusão de curso em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Construído com imagens de arquivo, o documentário combina humor e política para retratar a cidade naquele período. A narração do ator Giordano Castro conduz a história, que explora tanto as circunstâncias do fechamento da unidade quanto o significado que o episódio ganhou no imaginário local.
O pano de fundo são as eleições municipais de 2000, marcadas pela disputa entre Jacilda Urquisa, do PMDB, e Luciana Santos, do PCdoB. Ao recuperar o embate, o filme também examina como a chegada do McDonald’s se relacionou com as discussões políticas e as expectativas de modernização da cidade.
A graça do documentário está em acompanhar a distância entre os fatos e a versão que se espalhou sobre eles. Ao investigar como o fechamento do restaurante virou uma espécie de vitória de Olinda sobre uma marca global, o curta mostra o quanto uma história pode crescer quando passa a fazer parte da identidade de uma cidade.
Depois de circular por festivais nacionais e internacionais, Os Arcos Dourados de Olinda entrou na disputa por uma indicação ao Oscar. A trajetória do curta leva a um público mais amplo uma história em que o fechamento de um restaurante se tornou, em Olinda, motivo de humor e debate.
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