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Especialista explica como alta da inflação afeta investimentos no Tesouro IPCA

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IPCA Foto de Joslyn Pickens no Pexels
Crédito: Joslyn Pickens no Pexels

O interesse do brasileiro pelo termo inflação (IPCA) está demonstrado não só no dia a dia, com os efeitos práticos na redução do poder de compra do consumidor, mas também pelos índices de busca da palavra no Google. 

Conforme aponta a ferramenta do site responsável por armazenar os dados de pesquisas, o Trends, entre os dias 5 e 11 de setembro de 2021, as buscas por “inflação” atingiram o índice 100 da plataforma, o que significa o pico de interesse pelo assunto nos últimos 5 anos. 

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Enquanto muitos brasileiros querem entender o que é a inflação e por que ela pesa tanto no bolso, surge também o movimento das pessoas que querem investir em opções seguras e que tenham boa rentabilidade, como é o caso dos títulos do tesouro direto.

O que são os títulos do tesouro?

Conforme explica a professora de finanças da Fundação Dom Cabral, Virginia Izabel Oliveira, esses títulos são lançados pelo Governo para que a União consiga arrecadar recursos e investir em seus projetos, sendo, em resumo, uma forma de captação de dinheiro. 

“O risco para quem investe nesses títulos é muito baixo, porque são títulos do Governo e ele só não vai pagar se deixar de existir, por exemplo, o que é muito difícil de acontecer. Outro ponto, além do risco baixo, é que os títulos oferecem remuneração atrativa para o investidor. Essas duas características são importantes porque são boas para todos os lados: o governo consegue captar recursos e a população investe”, afirma a professora. 

No caso específico dos títulos do Tesouro IPCA, a professora lembra que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que define a sigla, é a referência de inflação do país e que é a partir dele que as pessoas podem analisar se vale investir em um título ou não: “para um título ser considerado bom, ele precisa render acima da inflação, porque quem está investindo quer manter o seu poder de compra atualizado”. 

Neste momento em que, externamente, o dólar está em níveis altos e, internamente, há um cenário de crise hídrica e do combustível, a professora de finanças avalia, ainda, que até mesmo os investidores mais experientes do mercado buscam a segurança na hora de destinar os seus recursos, sendo o Tesouro uma boa opção para todos

O Tesouro IPCA

O que é necessário saber antes de investir no Tesouro IPCA? A professora de finanças elenca duas características fundamentais e que devem ser observadas: 

  • 1 – é necessário observar o prazo de vencimento do título, já o rendimento dos títulos do Tesouro ocorrem a longo prazo para que cumpram o objetivo de permitir que o Governo tenha tempo de investir em seus projetos e aguardar que os mesmos tenham resultado para quitar o saldo junto ao investidor; 
  • 2 – esse não é um bom investimento para aqueles que precisam do valor aplicado em três meses, por exemplo, pois para aqueles que resgatam antes de dois anos pagam por uma alíquota de imposto de renda mais alta. 

“Acima de dois anos, as pessoas irão pagar a alíquota mínima do imposto de renda, que é de 15%. As pessoas devem se perguntar: eu consigo esperar alguns anos para resgatar o dinheiro?”, indica Virginia. 

A professora de finanças avalia, ainda, que esse é um ótimo investimento pelo retorno que o tesouro oferece a longo prazo e por garantir ganhos acima da inflação, além da facilidade para aqueles que buscam investir e podem começar com valores inferiores a R$ 50,00, por exemplo, e contarem com serviços gratuitos de corretoras cadastradas no Banco Central. 

Professora Virginia, especialista em finanças da Fundação Dom Cabral, afirma que momento atual é bom para investimentos no Tesouro IPCA

A inflação hoje e o IPCA 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento dos preços dos produtos utilizados como base para o cálculo da inflação registraram, no último setembro, alta de 1,16%. 

No acumulado dos últimos 12 meses (setembro de 2020 a setembro de 2021), o índice está avaliado em 10,25%, o maior valor desde 2015, quando, na série histórica, a inflação acumulada estava em 10,67%.

Ainda de acordo com o IBGE, a inflação representa o aumento dos preços de produtos e serviços, sendo que entre os índices que medem a inflação está o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo Governo Federal para alterar as taxas de juros praticadas no mercado e até mesmo estabelecer metas de inflação para o país. 

Basicamente, a metodologia utilizada para a medição é consultar preços de produtos que estão presentes no dia a dia de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. Para isso, o IBGE realiza, mensalmente, um levantamento para consultar os preços de determinados produtos e comparar os valores com o mês imediatamente anterior.

Essa variação é o que irá determinar o que é chamado de inflação no país, no caso do IPCA. Ainda segundo o IBGE, caso a variação do salário de uma pessoa, no comparativo com o ano anterior, for menos do que o IPCA, é possível que haja perda no poder de compra, já que os preços sobem mais que a renda. 

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