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Estudo de deslocamento na RMBH mostra como renda e pandemia impactam viagens

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Transporte metropolitano com destino à área hospitalar em Belo Horizonte - Crédito: Mércia Lemos/Agência Minas
Crédito: Mércia Lemos/Agência Minas

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) e a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Agência RMBH) divulgaram na quarta-feira (25) o Relatório de Metodologia e Resultados Origem-Destino, que revela o deslocamento de milhares de pessoas de 34 municípios do entorno da capital mineira e que é base para as políticas públicas de mobilidade urbana.

O mapeamento dessas movimentações foi feito a partir da coleta de dados de telefonia celular de toda a população a partir de 18 anos da RMBH (3.9 milhões de pessoas), em dois períodos: 20 dias de novembro de 2019 e 20 dias de maio de 2021. A queda nos deslocamentos provocados pelo isolamento social é percebida no Relatório.

As conclusões da Matriz Origem-Destino

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Entre as principais informações compiladas no Relatório estão o volume de viagens por dia nos 34 municípios que compõem a RMBH. Em novembro de 2020, as viagens intermunicipais e intramunicipais chegaram a 6.464.020 em dias úteis. Já nos 20 dias  de maio de 2021, em que os dados telefônicos foram coletados no período pandêmico, houve redução para 4.522.105 viagens também em dias úteis, uma diferença de cerca de 30 % no comparativo

De acordo com o diretor de planejamento da Agência RMBH  e coordenador do Comitê Técnico de Mobilidade, Charliston Marques Moreira, a principal diferença entre os estudos realizados em 2012 e 2019/2021 está na quantidade de dados, além do investimento necessário para a captação das informações. 

“Na pesquisa de 2012, o custo da matriz foi de R$ 7 milhões. Agora, conseguimos por pouco mais de R$ 400 mil. Outra dado é que a pesquisa de campo utiliza 4 % da população, enquanto a matriz de celular é equivalente à participação de mercado da operadora, o que representa 30 % do mercado da RMBH”, explica o diretor. A empresa telefônica contratada nesse caso, de acordo com órgãos, foi a Vivo. 

Vale ressaltar que o último levantamento datava de 2012, quando o modelo de estudo ainda era por meio de pesquisas de campo, e que os dados telefônicos preservam a privacidade das pessoas conforme a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD), segundo descrito no Relatório.

“Nós definimos dois períodos (2019 e 2021) para entender o padrão de movimentação das pessoas. Uma vez que a última pesquisa foi feita em 2012, ela não representa o padrão atual. Com essas matrizes, conseguimos identificar como o isolamento social impactou nas viagens e como a mobilidade foi afetada”, conta Charliston, diretor da Agência RMBH.

Comportamento por renda na RMBH

Ainda segundo os dados do relatório, que traça, além dos volumes de viagens por dia útil, sábados, domingos e feriados, os recortes por idade e renda, verifica-se que a renda impacta significativamente as motivações de deslocamento, as quais são classificadas como “domicílio, estudos, trabalho e outros” — este último, de acordo com informações da Agência RMBH, pode significar desde consultas médicas, visitas a amigos e familiares até idas a shoppings e espaços de lazer, como clubes. 

No período pesquisado em novembro de 2019, as pessoas com renda de até 3 salários mínimos se deslocavam menos para “outros” destinos, com 35 % das viagens. Enquanto isso, aquelas com renda acima de 3 salários mínimos e até 20 salários tinham como destino, respectivamente, 39,97 % e 51,02 % de deslocamentos para “outros”

O futuro dos dados

De acordo com o diretor da Agência RMBH, Charliston Moreira, esses dados serão cruzados até o final do ano com as bilhetagens dos sistemas de transporte dos municípios que formam a Região Metropolitana de Belo Horizonte e também com as informações de radares, já que os dados telefônicos não distinguem o meio de transporte utilizado pelas pessoas. 

“A partir desses dados, e de outros, como de bilhetagem dos sistemas de transporte, faremos um diagnóstico da mobilidade que será subsídio para as políticas públicas de transporte e infraestrutura viária. As mudanças nos padrões foram muitas: algumas pessoas, por exemplo, mudaram para municípios mais afastados da capital e outras permanecerão em home office, isso reduzirá as demandas por transporte público. As possibilidades são muitas”, ressalta Charliston.

Além disso, segundo o diretor, o diagnóstico será utilizado para estudos de ampliação do metrô, melhorias de linhas de transporte público, definição da localização de ciclovias e até mesmo a definição de mudanças da estrutura viária.

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