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Em 2017, a cultura cafeeira gerou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 12,1 bi

A edição 2018 da Semana Internacional do Café (SIC), que começou ontem, no Expominas, em Belo Horizonte, simboliza uma nova tendência para a atividade cafeeira de Minas Gerais e do Brasil: o aumento da produção de cafés gourmets e especiais. A proposta é de incentivar a produção destes tipos de cafés, cuja demanda cresce cerca de 15% ao ano, enquanto o consumo de cafés tradicionais aumenta de 2% a 3% anualmente.

“Um dos nossos objetivos é levar os produtores à condição de tecnologia e qualidade, ajudando, também, na certificação de origem do produto. Estamos tentando agregar este aspecto da qualidade em parte da produção porque, com uma safra do tamanho que temos é evidente que vamos continuar exportando commodities, o que não é vergonha nenhuma já que essa commodity detém muita tecnologia”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões.

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Minas Gerais é líder nacional do segmento, sendo responsável por mais da metade da produção brasileira de café. Só neste ano, o Estado colheu 31,9 milhões de sacas do grão, o que representa 53% do total do País. E, segundo Simões, hoje, aproximadamente 10% da produção mineira já é de cafés especiais.

Além disso, o café é o produto do agronegócio com maior importância para a economia do Estado. Em 2017, a cultura cafeeira gerou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 12,1 bilhões, respondendo por 6,3% do PIB agropecuário de Minas. No comércio exterior estadual. O café só perde para o minério de ferro como produto mais exportado.

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Diferenciais – “Queremos que o produtor tenha acesso a tecnologias, tanto no plantio quanto no pós-plantio, porque a qualidade diferenciada é a única forma de se vender café pelo mundo com valor agregado”, completou o diretor Faemg e presidente das Comissões de Cafeicultura da entidade e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita.

Para o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette, apesar dos preços do café terem caído 25%, em média, de outubro de 2016 para cá, a produção mundial do grão “está em níveis recordes”. “Esta perspectiva de alta produção está mantida para os próximos anos”, reforçou.

Um dos motivos, conforme Sette, é que a OIC calcula que o consumo mundial do café cresceu 2% na média anual dos últimos oito anos. “É um crescimento constante, que é verificado tanto em países produtores e exportadores do grão, quanto nos países consumidores e importadores”, disse.

O diretor da OIC explicou que, embora o consumo cresça, a distribuição da demanda mudou ao longo dos últimos anos. Para se ter uma ideia, de acordo com Sette, em 1990, os mercados consumidores tradicionais demandavam 71% da produção mundial de café, os países exportadores, 22%, e os mercados emergentes, apenas 7%.

Hoje, a distribuição do consumo mundial de países mudou, com os tradicionais consumidores demandando 52% da produção mundial; os exportadores, 32%; e os mercados emergentes, 16%. “A evolução do consumo nos países produtores de café é muito relevante porque nos mercados tradicionais, como a Europa, o ritmo de crescimento de consumo reduziu nos últimos anos”, pontuou.

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