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Faltam meios para medir a produtividade na economia moderna

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Estamos incomodados com o período em que a economia não cresce, disse Paulo Paiva | Crédito: Reprodução

A produtividade é uma das principais ferramentas que proporciona o crescimento econômico. Porém, muitos são os desafios para mensurá-la na economia moderna. Com os avanços tecnológicos e mudanças nos processos de trabalho, será fundamental desenvolver novos métodos para o cálculo. O assunto foi discutido ontem na webinarQuebra-Cabeça da Produtividade e o Crescimento Econômico”, promovido pela Fundação Dom Cabral (FDC).

O evento virtual é parte da iniciativa “Imagine Brasil”, lançada pela FDC e que tem o objetivo de construir, com pessoas e instituições, um novo pensamento para o Brasil do futuro. De acordo com o professor associado e membro do Conselho Curador da FDC, Paulo Paiva, a Fundação tem como prática trabalhar junto com organizações e pessoas em busca de soluções para que o Brasil cresça de forma sustentável. 

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“Estamos incomodados com o período em que a economia não cresce, que temos dificuldades de manter o crescimento sustentável e inclusivo. A FDC lançou a iniciativa Imagine Brasil na tentativa de promover, com pessoas e instituições, um novo pensamento para o Brasil do futuro. Baseados em três objetivos: promover diálogos com lideranças de diferentes segmentos da sociedade, construir propostas e eixos sustentáveis para o crescimento do País, e buscar engajamento de lideranças, das comunidades, dos agentes responsáveis pela implementação de propostas de mudanças”.

O professor associado da FDC, Carlos Primo Braga, explicou durante o evento que existe um quebra-cabeça enorme sobre a questão de como, efetivamente, mensurar a produtividade em economias. Segundo ele, quando se olha, por exemplo, a explosão de inovações da economia digital nos últimos anos, não se vê um impacto correlato em termos de produtividade.

“Olhando países industrializados, os Estados Unidos, por exemplo, no período de 1920 a 1970, a produtividade cresceu na ordem de 2,82% ao ano, no entanto, desde então, tem crescido 1,62%, houve uma queda significativa nas medidas e isso se aplica em todas as economias”.

Um dos desafios vistos, hoje, é que não temos mecanismos adequados para medir a produtividade nas economias modernas, que é muito mais caracterizada pelo setor de serviços. Já que nossas estatísticas são muito mais adequadas para mensuração de produtividade de bens. Outro desafio é o tempo em que inovações entram na fábrica econômica dos países.

“Existe um período para obter os resultados. Vemos isso, hoje, nas tecnologias de robótica e na inteligência artificial, o impacto delas nos ecossistemas levará um tempo para ocorrer. Existem muitas outras questões que as análises de produtividade não abrangem. Como por exemplo, qual é a contribuição de modelos de negócios que oferecem “de graça” os serviços, como as buscas no Google? É um tema extremamente complexo”. 

O professor associado da FDC Fernando Veloso explicou que no Brasil, desde 1980, a produtividade cresce pouquíssimo e que o desafio é captar os efeitos das novas tecnologias.

Além disso, existem muitas empresas com baixa produtividade e que são mais afetadas pelas crises, como as geradas pela pandemia, diferente do nível da maior parte das empresas de outras economias emergentes.

“Temos muitas empresas com baixa produtividade, muitas delas informais, e que concentram muito trabalho, então, estamos voltando, infelizmente, a crescer no padrão de estagnação”.

O vice-presidente de Finanças e Estratégia do iFood, Diego Barreto, disse ser grande entusiasta do que está acontecendo no Brasil. Segundo ele, é certo que o mundo ainda não experimentou um grande impacto de produtividade advindo da era digital e, no Brasil, isso ainda é um nicho. Porém, ele ressaltou que estas mudanças são vistas a longo tempo e que no País o processo é novo. 

“Olhar a mudança de patamar de produtividade advindo de tecnologia não é olhar de 10, 20, 30 anos, é um olhar de século. Olhando para o que o Brasil vive agora, vemos que o processo é muito recente. O processo de maturidade da globalização no Brasil é de 15 anos”, disse Barreto.

Para ele, o Brasil, ainda que em passos mais lentos que em outras economias, está evoluindo inclusive na produção de inovações e desenvolvendo tecnologias que antes eram importadas.

“Isso ainda é nicho, precisa ganhar escala, que virá nos próximos 10 anos. Quando falamos em medição da produtividade, a gente, sem dúvidas, vai precisar de uma metodologia completamente diferente. A lógica de se pensar produtividade de software é radicalmente diferente de hardware. Em um modelo de gestão de empresa com Ifood é radicalmente diferente de uma empresa pesada que trabalha em uma ótica mais estável do seu equipamento, do que seu hardware”.    

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