Gás de cozinha sobe 8% em um ano na Região Metropolitana de Belo Horizonte
O preço médio do gás de cozinha na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) aumentou até 8% em um ano. Além disso, os estabelecimentos apresentaram uma diferença de até 70% entre o maior e menor valor praticado. As informações são de pesquisa do Mercado Mineiro.
O levantamento, realizado entre os dias 12 e 17 deste mês com 91 estabelecimentos da RMBH, aponta que todos os tipos de comercialização apresentaram aumento frente ao registrado no estudo apurado em abril do ano passado.
O botijão de 13 quilos (kg) vendido na portaria, por exemplo, foi o que registrou a variação mais elevada, saltando de R$ 105,84 para R$ 114,93, alta de 8,59%. Já o botijão de 13 quilos entregue na casa do cliente apresentou acréscimo de 8% no período, e passou de R$ 119,79 para R$ 129,37.
No caso dos cilindros de 45 kg, o grande destaque foi o item comercializado na portaria, com uma variação positiva de 5,24%, com alteração de R$ 433,28 em abril de 2025 para R$ 456 neste mês. O valor médio do cilindro para entrega subiu de R$ 466,44 para R$ 483,14, o que representa um aumento de 3,58% no período analisado.
Quanto ao botijão vazio vendido, o preço praticado apresentou leve alta de 0,63%, e passo ude R$ 201 para R$ 202,27.
Diferença de preço entre os estabelecimentos
Em relação às diferenças de preço entre estabelecimentos, o cilindro de gás para retirada na portaria apresentou a maior variação, de 70% entre os preços praticados, ficando entre R$ 400 e R$ 680. Já o produto entregue na casa do cliente pode ser encontrado com valores de R$ 405 a R$ 680, uma diferença de 67,9%.
O botijão de 13 kg apresentou variação de 37% entre o menor e o maior preço praticados, sendo vendido de R$ 100 a R$ 137. Quem optar pela entrega encontrará o produto sendo comercializado com valores entre R$ 120 e R$ 148, o que representa uma variação de 23,33%. O botijão vazio está sendo vendido de R$ 190 a R$ 230, uma diferença de 21,05%.
O coordenador do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, destaca que o levantamento mostra que as variações são bem expressivas e os preços médios subiram bem acima da inflação do período. Ele ainda alerta para a importância do consumidor pesquisar os preços antes de comprar.
“Mais um efeito da questão do diesel, do petróleo, da guerra que tá interferindo também no gás de cozinha e com isso, o gás tem sofrido pressões por aumento de preço”, contextualiza.
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