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Gerdau deve religar alto-forno em Ouro Branco até julho

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

São Paulo – A Gerdau pretende religar o alto-forno da usina siderúrgica de Ouro Branco entre fim de junho e início de julho, enquanto vê recuperação gradual nas encomendas de clientes, especialmente dos vinculados à construção civil, disse o presidente-executivo, Gustavo Werneck, ontem.

Maior produtora de aços longos das Américas, a Gerdau viu as encomendas no Brasil caírem 60% nas duas últimas semanas de março em relação aos níveis de janeiro e fevereiro, mas desde a segunda metade de abril observou um retorno dos clientes.

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“O momento mais difícil talvez já tenha passado”, disse Werneck em teleconferência com jornalistas sobre o resultado da Gerdau no primeiro trimestre, quando o lucro líquido da companhia caiu cerca de 50%.

O comentário acontece cerca de um mês após a Gerdau anunciar cortes de produção em suas operações nas Américas, que incluíram desligar um dos dois alto-fornos na usina de Ouro Branco e paralisação de parte de suas aciarias e laminações.

“Maio pode encerrar com queda de 25% nos pedidos ante janeiro e fevereiro. Acredito que deve haver uma recuperação mais consistente, especialmente em construção civil”, disse o presidente da Gerdau.

Segundo o executivo, a Gerdau ainda acredita que os planos de lançamentos de imóveis residenciais de construtoras para o segundo semestre sejam concretizados.

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Esta perspectiva positiva, aliada ao que Werneck chamou de uma queda na inadimplência de clientes nas últimas semanas, incentivou a companhia a religar aciarias que tinha desligado no Brasil por conta do impacto inicial na demanda por aço gerado pela epidemia de Covid-19.

Diante do planejado religamento do alto-forno mineiro, a Gerdau não deve fazer exportações adicionais de minério de ferro, disse Werneck, focando a área no abastecimento da usina.

Estados Unidos – Questionado sobre as operações da empresa nos Estados Unidos, o executivo comentou que foi a região de negócios da Gerdau menos afetada pelos impactos da pandemia.

“É onde a demanda caiu menos, especialmente em construção civil. O que vimos de janeiro até março foi recuperação dos spreads metálicos, subindo US$ 20 por tonelada. Esperamos agora estabilidade nos spreads nos próximos três meses”, disse Werneck, referindo-se à diferença entre custo da matéria-prima, sucata, e o preço praticado pela empresa em seus produtos.

Segundo Werneck, os spreads devem se manter também no Brasil nos próximos três meses. “Não enxergamos no curto prazo ambiente de aumento de preços no Brasil”, disse o executivo. (Reuters)

Lucro líquido de companhia recua mais de 50%

A Gerdau teve queda de 51,3% no lucro líquido do primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 221 milhões, em desempenho marcado por queda em volumes e margens, conforme dados divulgados ontem, quando a siderúrgica também anunciou corte em investimentos para 2020.

A companhia disse que a pandemia de Covid-19 impactou o desempenho de suas operações de negócios a partir da segunda quinzena de março, no que tange à produção e entrega de aço.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou 24,5%, para R$ 1,177 bilhão, com o custo por tonelada vendida apresentando alta de 6% contra aumento de 2% na receita líquida por tonelada vendida. A margem Ebitda ajustada caiu a 12,8%.

A média das projeções compiladas pela Refinitv apontavam lucro líquido de R$ 209,82 milhões e Ebitda de R$ 1,187 bilhão.

De janeiro a março, a receita líquida somou R$ 9,228 bilhões, queda de 8% ano a ano, enquanto os custos das vendas recuaram apenas 4,4%, para R$ 8,372 bilhões. Em volumes, a produção de aço bruto caiu 4,6%, para 3,188 milhões de toneladas e as vendas de aço cederam 9,8%, a R$ 2,691 bilhões.

O primeiro trimestre também foi marcado por aumento nas despesas com vendas, gerais e administrativas da companhia, de 2,5%, o que a Gerdau atribuiu ao efeito cambial nas operações da companhia que são expostas ao dólar.

A Gerdau disse que o fluxo de caixa livre do período foi negativo, em R$ 441 milhões, apresentando piora ante o último trimestre de 2019 (positivo em R$ 2,327 bilhões), quando houve uma forte redução de estoques, parcialmente recompostos nos primeiros três meses de 2020.

A dívida líquida em relação ao Ebitda ficou em 2,55 vezes em 31 de março de 2020 ante 1,67 vez em 31 de dezembro de 2019, consequência, de acordo com a empresa, da variação cambial do período.

Ao final do primeiro trimestre, 15,3% da dívida bruta era denominada em reais, 84,4% em dólar norte-americano e 0,3% em outras moedas. Ainda, 8,3% da dívida bruta era de curto prazo e 81,7% de longo prazo. Em 31 de março, 56% do caixa era denominado em dólar norte-americano.

A empresa ainda ressaltou que, nos últimos 12 meses, registrou fluxo de caixa livre positivo superior a R$ 4 bilhões.

A Gerdau também anunciou revisão do plano de investimentos para 2020 citando “incertezas do mercado”. A previsão de desembolsos de capex para 2020 passou de R$ 2,6 bilhões para R$ 1,6 bilhão. Com isso, a estimativa de R$ 7 bilhões para o período de 2019-2021 passou a ser de R$ 6 bilhões. (Reuters)

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