Crédito: Alisson J. Silva

O governo de Minas assinou, ontem, mais 18 protocolos de intenções para aportes privados no Estado. Com um total de R$ 14,7 bilhões, empresas como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Vale, Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas), Vallourec, Marluvas, entre outras, formalizaram projetos para instalação, expansão ou modernização de unidades em municípios mineiros. Com as negociações, os aportes atraídos por Minas Gerais no decorrer deste ano totalizarão R$ 55,9 bilhões.

Este é o maior valor conquistado pela Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) no período de um ano. Até então o recorde era de R$ 52 bilhões, atraídos em 2010. Além disso, o montante supera em 24% a estimativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), no início de 2019, que era de R$ 45 bilhões.

O diretor-presidente do Indi, Thiago Toscano, destacou a importância do trabalho conjunto de diversos órgãos do governo na captação dos investimentos. Segundo ele, a sinergia adotada, a partir do governo Romeu Zema entre Sede, Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Indi foi fundamental para o avanço das negociações.

“Nossa principal preocupação é manter o foco no investidor. Para isso, precisamos tirar as amarras do Estado e o alinhamento destas frentes foi parte importante do processo. Prova disso é que, em um ano, formalizamos o dobro do montante negociado pelo último governo nos quatros exercícios”, ressaltou.

E os esforços não param por aí. A meta do governo Romeu Zema é alcançar R$ 150 bilhões e gerar 600 mil empregos diretos até 2022. “Se continuarmos neste ritmo, o valor será atingido facilmente. Já temos negociações em andamento para 2020 e é provável que em janeiro já tenhamos um anúncio de mais R$ 3 bilhões”, adiantou sem revelar maiores detalhes.

Projetos – Dos protocolos assinados nesta quarta-feira (18), somente a Cemig irá investir R$ 8,334 bilhões em reforço e melhoria, infraestrutura, operação e manutenção do sistema elétrico, em diversos municípios do Estado.

A Santa Cruz Energia LTDA. garantiu a implantação de usinas geradoras de energia fotovoltaica no Vale do Jequitinhonha, com o total de 1 gigawatts (GW) de potência instalada, sob aportes de R$ 2,253 bilhões. A expectativa é que sejam gerados 1305 empregos.

Já a Vale formalizou aportes de R$ 1,348 bilhão na mina de Brucutu, que é a maior operação da mineradora em Minas Gerais, com capacidade de 30 milhões de toneladas ao ano. Mais de 1.950 empregos serão criados.

A AMG Mineração, por sua vez, anunciou R$ 838,9 milhões para a implantação de uma unidade de beneficiamento de Espodumênio, Planta Química de Lítio, produção de ligas de Estanho e concentrado de Tântalo e Feldspato nas cidades de Nazareno e São Tiago. Cerca de 220 empregos estão previstos.

E a Taquaril Mineração apresentou um projeto de mineração de minério de ferro, dividido na lavra do minério de alto teor com beneficiamento a seco e de menor teor com filtragem e disposição a seco para Nova Lima e Sabará. Ao todo serão aportados R$ 559 milhões e 500 empregos serão gerados.

Investimentos em Minas

ACG: R$ 150 milhões
AMG Mineração: R$ 838,9 milhões
Arthi: R$ 7,8 milhões
Cemig: R$ 8,334 bilhões
Dasplast: Valor não revelado
M.E Gonçalves Indústria de Móveis: R$ 14,3 milhões
Mineração Fazenda dos Borges: R$ 385 milhões
J. Mendes: R$ 292 milhões
Leggett&Platt: R$ 9,1 milhões
Marluvas: R$ 5,5 milhões
Usiminas: R$ 162 milhões
Promafa: R$ 43,3 milhões
Santa Cruz Energia: R$ 2,253 bilhões
Taquaril Mineração: R$ 559 milhões
União Química: R$ 92 milhões
Usiminas Mecânica: R$ 11,5 milhões
Vale: R$ 1,348 bilhão
Vallourec: R$ 220 milhões