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Economia

Greve de motoristas de ônibus aumenta demanda de aplicativos e taxistas, mas não indica lucros altos

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Greve greve Crédito: Charles Silva Duarte
Crédito: Charles Silva Duarte

Olhos concentrados no celular e dedos cruzados para que o aplicativo sinalize disponibilidade de motoristas. Cenas como essa ficaram comuns desde a quinta-feira, 2 de dezembro, em diversos pontos de ônibus de Belo Horizonte, devido às paralisações parciais de motoristas do transporte coletivo na capital. 

Para os taxistas e motoristas autônomos de transportes, a paralisação dos motoristas de ônibus significa também demandas mais expressivas nos horários de pico. Mas o número de pessoas solicitando o serviço não é diretamente proporcional a vantagens reais para aqueles que suprem as necessidades dos moradores da capital e da Região Metropolitana (RMBH), ainda que existam preços aumentados quando a demanda de usuários é superior à oferta de carros.

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Segundo o presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativos de Minas Gerais (Asmopli-MG), Sérgio Nascimento, entre 6h e 9h desta quinta-feira, a demanda por corridas estava entre 60% e 70% maior que em dias típicos na capital mineira.

Em relação aos preços, Nascimento afirma que os aplicativos aumentaram mais de 50% o valor das corridas devido à quantidade de chamados. No entanto, o presidente da Asmopli-MG ressalta que as empresas absorvem, na maior parte dos casos, o que poderia significar os lucros dos motoristas. 

“Para os motoristas do aplicativo é bom (o movimento com a paralisação dos transportes coletivos). Mas os aplicativos cobram 30% dos valores por corrida. E com a tarifa dinâmica, eles passam a cobrar até mais.  Em uma viagem de R$ 30,00, a taxa pode chegar a 35%. Quem ganha são os aplicativos, porque os motoristas têm muitas despesas: o combustível, a manutenção”, enfatiza Nascimento. 

Táxis recuperam presença

A greve iniciada nesta quinta-feira, 10 dias após o primeiro movimento da categoria (22 de novembro), não teve os mesmos efeitos que aquela realizada em novembro. Essa é a percepção do Sindicato dos Taxistas de Minas Gerais (Sincavir-MG). Segundo o presidente da entidade, João Paulo de Castro Dias, o fluxo aumentou, mas não foram registrados “estardalhaços” como da primeira vez. 




Além disso, o presidente do Sincavir-MG salienta que os taxistas estão há alguns meses conseguindo recuperar o espaço que tinham antes da popularização dos aplicativos. “A demanda do táxi está aumentando de forma contínua desde julho. Desde lá, temos um crescimento de 30% de usuários, o que acreditamos ser reflexo do preço dos combustíveis. E a população entendeu que quando ela mais precisa os aplicativos estão mais caros. Hoje, tivemos procura maior no período da manhã, mas nossos preços são tabelados, não mudam”, afirmou Dias. 

População prejudicada pela greve

Ainda segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativos de Minas Gerais, Sérgio Nascimento, além dos preços dos aplicativos subirem em dias como os de greve, um outro ponto que prejudica a população é o mapa que indica as regiões com mais chamados. Para ele, isso atrai mais motoristas para regiões com tarifas mais altas, formando zonas na cidade em que há escassez do serviço. Procurada pela reportagem do DIÁRIO DO COMÉRCIO para falar sobre o preço das tarifas e demanda em dias de greve, a Uber, responsável por um dos aplicativos mais populares que rodam em Minas Gerais e no Brasil, não respondeu até a publicação da matéria.  

Carros na rua 

Para aqueles que precisam recorrer ao carro particular para chegar ao trabalho, o trânsito pode ser desanimador. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, com dados da BHTRANS, na semana anterior à primeira greve dos motoristas, o fluxo de veículos na área central da capital mineira foi de 290.265. Já na semana da greve, de 22 de novembro, o número subiu para 298.096, um aumento de 2,7% de veículos na área mapeada e que está localizada no perímetro interno da Avenida do Contorno. 

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