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Greve dos tanqueiros é suspensa em Minas

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De acordo com o Minaspetro, todos os municípios mineiros foram impactados pela paralisação dos transportadores | Crédito: Charles Silva DUarte

Os transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo em Minas Gerais suspenderam a greve na sexta-feira (22), mas já deixaram novos encontros com representantes das distribuidoras de combustíveis marcados para esta semana. O presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG), Irani Gomes, esclareceu que, após se reunir com empresários das distribuidoras nos últimos dias, a categoria optou pelo fim da paralisação, que gerou desabastecimento em todo o Estado.

“Por enquanto vamos paralisar os efeitos da greve, em respeito à população que também sofre com a greve e pode ter problemas não apenas com a falta de combustíveis, mas com o desabastecimento de outras mercadorias. Além disso, os donos de distribuidoras se sensibilizaram a discutir melhorias no transporte”, explica Irani Gomes.

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Gomes destaca que, durante as 24 horas de paralisação, de quinta para sexta-feira, não houve nenhuma tratativa entre a categoria e representantes dos governos federal e estadual referente à negociação das alíquotas praticadas nos preços de combustíveis. “Não vamos abrir mão da discussão a respeito da redução dos impostos. Minas Gerais tem a maior alíquota da região Sudeste e isso faz com que o nosso trabalho fique muito prejudicado”, reforça. 

A categoria pede a redução do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o óleo diesel, passando a alíquota cobrada sobre o combustível de 15% para 12%.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) informou que todas as cidades do Estado foram impactadas com a paralisação dos tanqueiros. 

Ainda de acordo com o Minaspetro, as bases de distribuição de combustíveis estão abertas e os caminhões estão sendo abastecidos normalmente. O sindicato acredita que, em aproximadamente 24 horas, todo o Estado deverá estar com o abastecimento de combustível normalizado.

A Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) não respondeu aos questionamentos da reportagem. Em nota, a assessoria do governo de Minas Gerais manteve a mesma resposta passada anteriormente, de que não aprova o valor fixo do ICMS aprovado na Câmara dos Deputados e a criação de um fundo, discutido na última quinta-feira (21) entre governadores e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Além de Minas Gerais, o Rio de Janeiro suspendeu a greve no fim da manhã de sexta-feira.

Saga dos motoristas na RMBH

Belo Horizonte e região metropolitana amanheceram na última sexta-feira com longas filas nos postos de combustíveis. Um gabinete de crise foi montado pelo governo do Estado. Ainda pela madrugada, policiais militares do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) fizeram a escolta de 23 transportadores de combustíveis autônomos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), os tanques foram abastecidos e seguiram para os postos de combustíveis sem ocorrência de problemas.

À tarde, foi a vez da Polícia Civil fiscalizar alguns estabelecimentos que foram denunciados por praticar preços abusivos. Ainda de acordo com a PC, esses locais terão que comprovar o motivo do reajuste e justificar se o valor aumentado foi para cobrir os gastos com investimentos com a empresa, ou seja, no posto de combustível.

Na avenida Antônio Carlos, em frente ao portão 1 da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no sentido bairro, a fila de carros em direção ao posto de combustível atrapalhava o trânsito na região.

O professor de medicina veterinária da UFMG Paulo de Torres, de 46 anos, aproveitou o horário antes da aula e foi completar o tanque. “Cheguei às 6h15. Já tinha sete carros na minha frente. Agora sou o terceiro, tive sorte. Apesar de o posto ter aumentado a gasolina em cinco centavos, ainda vale a pena”, diz.

Antes da greve, a gasolina era vendida a R$6,40 e passou para R$ 6,45. O gerente, que não quis se identificar, disse que o aumento já estava previsto porque o estabelecimento havia sido abastecido antes da paralisação dos tanqueiros.

Na região do Barro Preto, na rua dos Goitacazes, às 8h25 os funcionários do estabelecimento estavam dispensando os motoristas. O advogado Leonardo Costa, de 28 anos, ficou frustrado. Ele saiu de Santa Luzia, na Grande BH, para tentar encher o tanque perto do trabalho. “Pelo caminho eu encontrei os postos de combustível com filas enormes. Quando cheguei aqui, tive a esperança de encontrar gasolina. Agora, vou tentar outro lugar”, disse.

No bairro Santa Efigênia, região da área hospitalar, no entroncamento entre avenida dos Andradas e avenida do Contorno, a fila de carros dava volta no quarteirão. O gerente Flávio Campolina disse que a procura estava grande e que o etanol e a gasolina deveriam durar até o início da tarde. “Pela quantidade de motoristas e de combustível que temos, acredito que deve durar até às 14h no máximo. A demanda está alta e como não sabemos até quando a greve vai durar, todos os motoristas estão precavendo”, conta.

O motorista de aplicativo Renan da Silva, de 23 anos, conseguiu encher o tanque após ficar duas horas na fila. “Eu saí cedo de casa porque sabia que iria encontrar os postos cheios. Preciso do carro para trabalhar”, conta. Para diminuir o gasto da gasolina, Renan disse que está preferindo corridas mais curtas.

No Santa Mônica, na região da Pampulha, o gerente Carlos Eduardo Bonfim, do posto de combustível localizado na avenida Ministro de Oliveira Salazar, preferiu fazer ao contrário: ao invés de aumentar, diminuiu o valor da gasolina.

“O proprietário autorizou diminuir 10 centavos, então baixamos de R$ 6,58 para R$ 6,48”, conta Bonfim. Com isso, muitos motoristas de outros bairros e regiões estavam aproveitando a “oferta” para encher o tanque.

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