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Greve no transporte público gera prejuízo para o comércio de BH

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Quase 800 mil pessoas, que dependem do transporte coletivo na capital mineira, são afetadas pela paralisação | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Além de causar transtornos para os usuários de ônibus da Capital, a greve dos trabalhadores do transporte público ontem também afetou o comércio de Belo Horizonte. Apesar de não terem tido problemas significativos com a falta de funcionários nas lojas, comerciantes relataram queda nas vendas. Segundo eles, o movimento foi fraco para uma segunda-feira na semana da liquidação Black Friday. Os empresários também se mostram receosos com os rumos que o movimento pode tomar.

“Ficamos preocupados porque afeta, com certeza, o desempenho econômico do comércio da cidade. Observamos o atraso de muitos trabalhadores de diversas áreas”, informou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva.

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Para o presidente da CDL-BH, a greve dos rodoviários impacta de forma negativa a economia da cidade em um momento de retomada do comércio. “Uma pesquisa feita pela CDL-BH, mostra que quase 800 mil pessoas dependem do transporte coletivo da Capital que passa nos principais corredores comerciais da cidade. Estamos no início da Black Friday e das vendas natalinas, o que significa um impacto muito negativo para a economia”, observou.

O diretor da Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), Rony Rezende, teve uma percepção diferente. Segundo ele, a greve não impactou tanto o comércio da Capital, mas já causa preocupação também em função da promoção da próxima sexta-feira. “É uma semana muito importante para o comércio varejista, porque daremos início a grande liquidação da Black Friday e das compras de Natal. Hoje (segunda) tivemos alguns funcionários que chegaram atrasados, mas não houve faltas”.

Segundo Rezende, o ideal é que a greve seja definida até amanhã, para que a Black Friday ocorra sem problemas. “Esperamos que tudo esteja normalizado para que os empresários possam finalizar os preparativos da liquidação sem correria”, afirmou.

Rony Rezende acrescenta que, caso não haja acordo entre rodoviários e empresários do setor, a orientação é que os comerciantes criem alternativas para assegurar o trabalho e a segurança dos funcionários das lojas. 

“Ressarcimento de transporte por aplicativo ou contratação de transporte por fretamento são algumas das opções. Assim, os funcionários trabalham e retornam para os lares com segurança e garantem os atendimentos na liquidação”, disse.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) informaram que, até a noite de ontem, a greve não havia gerado impacto relevante aos setores que representam e que estão acompanhando o andamento da situação na Capital.

Entenda o caso

A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Belo Horizonte está longe do fim. Hoje, o Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH), o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) e representantes da Prefeitura de Belo Horizonte se reunirão novamente no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT). Segundo a assessoria de imprensa do TRT, a Prefeitura será intimada a participar da reunião.

A categoria pede reajuste de 9% no salário, retorno do ticket nas férias, pagamento do abono 2019/2020 e fim da limitação do passe livre. O Setra-BH alegou que “devido à crise sanitária, não há como conceder reajuste” e não apresentou nenhuma proposta durante reunião no TRT.

“Vamos cumprir a liminar judicial em que determina a circulação de 60% da frota de ônibus, atendendo a população da cidade, e esperamos que na parte da tarde de amanhã (hoje), o sindicato patronal venha com alguma proposta, porque também tivemos muitas perdas por causa da Covid-19 e também sofremos com a alta da inflação”, informou o presidente do STTRBH, Paulo César da Silva.

Caso o STTRBH não cumpra a liminar, a categoria pode ser multada em R$  50 mil por dia de descumprimento da ordem judicial.

A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) procurou a Justiça para tentar garantir a circulação mínima do transporte coletivo na capital mineira até o fim do dia de ontem, com 90% dos coletivos em horários de pico. Porém, até o fechamento desta edição, não havia nenhuma decisão a respeito do pedido.

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