Crédito: Alisson J. Silva

A inadimplência está diminuindo tanto na capital mineira quanto no Estado. De acordo com os dados da Boa Vista, de janeiro a novembro, a inadimplência teve queda de 1,3% em Belo Horizonte e de 1% em Minas Gerais. Em novembro, em relação ao mesmo período do ano passado, as reduções foram de 1% e 0,8%, respectivamente. Já na comparação com o mês anterior, a inadimplência subiu 0,3% entre os belo-horizontinos e 0,2% entre os mineiros.

No Brasil, também houve queda da inadimplência, de 2,5% no acumulado do ano, de 2,7% em novembro em relação a igual período de 2018 e alta de 0,1% em novembro na comparação com outubro.

No entanto, os mineiros não acompanham a tendência brasileira quando o assunto é a recuperação de crédito, conforme destaca o economista da Boa Vista, Flávio Calife.

No País, o indicador de recuperação de crédito recuou 2,9% no acumulado do ano e 2,8% em novembro de 2019 em relação ao mesmo mês de 2018, com alta somente em novembro na comparação com outubro, de 0,3%.

Já em Belo Horizonte e em Minas Gerais, a recuperação avançou 5,1% e 4,8% no acumulado do ano, respectivamente. Na comparação entre novembro deste ano e o mesmo mês de 2018, a recuperação foi de 9,6% entre os belo-horizontinos e de 8,5% entre os mineiros. Frente a outubro, houve recuo de 0,1% na Capital e avanço de 0,4% no Estado.

“No Brasil, menos gente está ficando inadimplente, mas há menos pessoas pagando as dívidas também. Já se formos verificar a situação de Minas Gerais, e observando só esses números, podemos dizer que a situação financeira dos mineiros está melhor do que a dos outros”, destaca o economista da Boa Vista.

Mudanças à frente – Apesar da queda que tem sido verificada na inadimplência, pode ser que esse quadro se modifique já no ano que vem. É que, de acordo com Flávio Calife, essa diminuição nos números tem a ver com a redução da atividade de consumo e, consequentemente, da tomada de empréstimo.

De acordo com o profissional, nesse período de crise pelo qual o País veio passando, desta vez, as pessoas ficaram mais cautelosas em relação às compras. Porém, tudo pode mudar com a recuperação econômica do Brasil.

“A inadimplência recuou porque as pessoas reduziram bastante o consumo. Agora, voltando à tomada de crédito, com o consumo crescendo de novo, o indicador de inadimplência poderá subir no ano que vem”, diz Flávio Calife.