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Incerteza e pandemia reduzem otimismo do varejo para o Natal

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Para 35,2% dos comerciantes mineiros consultados, as vendas referentes ao Natal neste ano serão inferiores às realizadas no mesmo período de 2019 | Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Daniel Vilela

O Natal é a melhor data de vendas para o comércio varejista, mas, em um ano de pandemia, a incerteza e os efeitos da crise sanitária e econômica estão impactando as receitas e otimismo de muitos empresários do setor.

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Segundo pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), 29,5% dos empresários mineiros acreditam que as vendas no Natal deste ano serão melhores do que as do ano anterior. Em 2019, essa parcela era bem maior, de 53,7%.

Para 35,2% dos empresários, as vendas de Natal em 2020 serão inferiores às de 2019. A pandemia é apontada por 65,9% dos entrevistados como a principal causa da redução das vendas. Já para 9,8%, o desemprego é o fator que prejudicará as vendas neste fim de ano. Para o economista-chefe da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, a pandemia trouxe incerteza e cautela para os empresários do varejo.

“A expectativa dos empresários, comparada com períodos anteriores, certamente revela um pessimismo. Esse pessimismo está muito mais ligado à cautela, os empresários têm em mente essa conjuntura adversa, e ainda tem um componente de incerteza relacionado à pandemia, ao achatamento da renda, muitos empresários ainda não sabem até quando isso vai durar”, explica.

Para 80,35% dos empresários, o gasto médio dos consumidores mineiros na data não deve ultrapassar R$200 | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

O cenário incerto também está levando muitos empresários a adiar compras e pedidos de produtos para compor os estoques dos estabelecimentos. A pesquisa da Fecomércio-MG apontou que 26,9% dos empresários ainda não realizaram pedidos para o Natal, e entre os entrevistados que fizeram pedidos somente 23,4% já receberam as encomendas.

“Com a incerteza que o empresário tem, ele acaba postergando essas decisões, mas ainda há tempo para se preparar para a data”, comenta o economista. Almeida chama atenção para a importância do planejamento da política de estoque também para a longevidade das empresas. De acordo com o economista, muitas empresas vão à falência por não planejarem suas compras e a lotação do estoque. “O varejo precisa de capital de giro, e estoque parado significa capital parado”, afirma.

Entre os 406 empresários entrevistados, 80,35% acreditam que o gasto médio dos consumidores na data não deve ultrapassar R$200. A principal forma de pagamento utilizada deve ser o cartão de crédito (49,4%).

De acordo com a pesquisa, 35,6% dos empresários mineiros irão investir em propaganda e divulgação para atrair consumidores, enquanto 32,5% vão apostar em promoções e liquidações.

Risco de aglomerações  – Ainda segundo a pesquisa feita pela Fecomércio-MG, 57,2% dos lojistas acreditam que os consumidores devem fazer suas compras às vésperas do Natal, apenas na segunda quinzena de dezembro. “Isso preocupa. Ainda que os estabelecimentos adotem todos os protocolos, haverá um aumento do número de consumidores nas ruas. Os consumidores precisam se planejar para fazer uma boa compra, mas sem negligenciar as orientações sanitárias”, alerta Guilherme Almeida.

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