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Indústria siderúrgica nacional passa por retrocesso de 15 anos

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Crédito: Divulgação

Dos dez altos-fornos ainda desligados no setor siderúrgico nacional devido à crise do Covid-19, seis estão em Minas Gerais. Desde a chegada da doença ao País, treze equipamentos haviam sido abafados, mas três já foram religados, sendo um deles na usina da Gerdau em Ouro Branco, região Central do Estado.

Também foram suspensas oito aciarias e três laminações e a indústria brasileira do aço retomou patamares de 15 anos em termos de volumes de produção, vendas internas, exportações e consumo.

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As informações foram divulgadas pelo presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, em entrevista coletiva virtual para tratar do desempenho do setor no primeiro semestre. Conforme ele, a avaliação do setor é de que “o pior já passou”, o “fundo do poço” foi atingido em abril e já há indícios de recuperação que levam a crer em um segundo semestre melhor.

“Estamos em uma trajetória de retomada, o que é bom para o setor, para o País e para a indústria de transformação. Mas não é o suficiente, pois a taxa de ocupação das siderúrgicas ainda está em 48,5%, quando sabemos que o ideal seria acima de 80%. Nosso grande dilema é aumentar o grau de utilização da capacidade”, afirmou.

No decorrer do primeiro semestre, a produção brasileira de aço bruto atingiu 14,2 milhões de toneladas e caiu 17,9% na comparação com o mesmo período de 2019. Já as vendas internas apresentaram queda de 10,5%, mesmo percentual de decréscimo do consumo aparente – sempre em igual tipo de comparação. As exportações diminuíram 8,1% e as importações, 17%.

Marco Polo falou sobre a pandemia que se abateu sobre o mundo e sobre o Brasil, “desestruturando a vida das pessoas e causando impactos sem precedentes na economia”, alegando que a indústria do aço se encontra hoje em uma situação intermediária, porém, ainda enfraquecida. Segundo ele, em junho, já houve melhora frente a maio, com crescimento de 29,6% nas vendas internas e 29,4% no consumo aparente.

Por isso, o instituto reviu mais uma vez as projeções para o exercício e espera, agora, fechar 2020 com queda de 13,4% na produção, totalizando 28,22 milhões de toneladas contra 32,56 milhões de toneladas de 2019. As vendas internas deverão chegar a 16,52 milhões de toneladas (-12,1%) e o consumo aparente 17,96 milhões de toneladas, -14,4% sobre o ano anterior.

A projeção inicial dava conta de um avanço de 5% no consumo sobre 2019. Em abril, frente aos primeiros impactos da pandemia e à paralisação das indústrias de máquinas e equipamentos, automotiva e construção civil, que, juntas, respondem por 80% do que é produzido pelas usinas, este número foi revisto para -20%. O recuo não será tão intenso porque alguns setores acabaram sendo menos afetados, como é o caso da construção.

Reintegra – De toda maneira, o representante do setor siderúrgico destacou que a retomada do mercado interno ocorrerá de forma gradativa. Por isso, as empresas consideram a exportação a melhor alternativa de curto prazo para reduzir o nível de ociosidade. Segundo ele, o maior incremento das exportações depende, no entanto, da recomposição do Reintegra – antigo pleito da cadeia de transformação.

“O restabelecimento da alíquota do Reintegra possibilitará que a indústria de transformação recupere os níveis de produção anteriores ao início da pandemia e possa aumentar a oferta de empregos qualificados no País. Apenas na siderurgia, a alíquota a 5%, por exemplo, aumentaria em 20% as exportações e elevaria a capacidade instalada – um dos componentes fundamentais para a retomada no pós-pandemia”, frisou.

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