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Crédito: Divulgação

Rio – Os preços da indústria subiram 2,37% em setembro, abaixo do índice registrado em agosto (3,31%). As quatro maiores variações foram nas atividades de alimentos (5,28%), móveis (4,17%), indústrias extrativas (3,81%) e têxtil (3,56%). Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado na sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. O resultado de setembro apresentou alta em 21 das 24 atividades. Com isso, o acumulado no ano atinge 13,46%. Já nos últimos 12 meses a inflação da indústria foi de 15,89%.

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“Com a alta de 5,28%, alimentos foi o setor com a maior influência entre as 24 atividades analisadas,  contribuindo com 1,31 p.p. do índice geral de 2,37%. A atividade já acumula alta no ano de 22,81%. Em 12 meses, acumula 32,60%. É o maior responsável pelo IPP de setembro”, ressalta Manuel Campos Souza Neto, gerente da pesquisa de Índice de Preços ao Produto.

O gerente da pesquisa explica que a variação cambial é um dos fatores para a alta de alimentos. Isso porque os produtos que mais influenciaram a alta foram as carnes bovinas, farelo de soja, arroz, carnes e miudezas de aves. “Muitos desses produtos são exportados, aproveitando o câmbio valorizado. Embora em setembro o real tenha valorizado 1,1%, no ano, o dólar já acumula alta de 31,4%. Com o aumento da exportação, reduz-se a oferta no mercado interno elevando os preços”, analisa Souza Neto.

Mineração – Outros destaques foram indústrias extrativas, e refino de petróleo, outros produtos químicos e metalurgia. A primeira teve alta de 3,81% influenciada por um lado pelo viés de alta do minério de ferro, o que afeta o setor metalúrgico, e pela redução nos preços no óleo bruto de petróleo. No ano, a indústria extrativa registrou aumento de 40,05%; e em 12 meses 36,34%, principalmente devido ao minério de ferro.

“Já a queda no óleo bruto de petróleo, afeta os preços de derivados, sobretudo o óleo diesel e a gasolina. Com isso, o refino de petróleo teve uma queda de 2,83% e o acumulado do ano está negativo em 13,97% e o acumulado em 12 meses também em 7,40%”, diz o gerente do IPP.

A atividade de outros produtos químicos é afetada devido ao fato de muitos insumos serem importados afetando o preço da produção nacional. Houve um aumento de 2,03% em setembro, terceira alta consecutiva; acumulando 15,19% em 2020 e 11,24% em 12 meses.

“Já a metalurgia foi beneficiada pela redução nas importações do aço, que ficaram caras devido à alta do dólar. Com isso os produtores metalúrgicos nacionais conseguiram dar aumentos aos produtos internos porque a competição com o aço importado reduziu. Outros produtos não relacionados ao aço, como ouro, cobre e alumínio, têm preços internacionais que seguem a Bolsa de Londres”, analisa Souza Neto. (Agência IBGE)

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