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Economia

Inflação avançou 0,71% em julho na RMBH, segundo o IBGE

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Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

A inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apresentou nova alta em julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,71%, ampliando para 4,61% a alta registrada nos primeiros sete meses de 2021 e para 9,43% a inflação acumulada nos últimos 12 meses.

Em julho, os reajustes de 4,75% nas tarifas de energia elétrica, de 40,73% nas passagens áreas e de 1,85% no preço das roupas contribuíram para o aumento. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

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Conforme os dados divulgados, apesar da alta de 0,71% em julho, o índice para a RMBH representa o quarto menor resultado mensal entre as 16 áreas pesquisadas pelo IBGE, superando apenas a inflação de Aracaju (0,53%), Rio de Janeiro (0,63%) e Rio Branco (0,66%).

Em julho, na RMBH, sete grupos apresentaram variações positivas: Habitação (2,32%), Vestuário (1,38%), Transportes (1,01%), Alimentação e Bebidas (0,66%), Despesas Pessoais (0,35%), Artigos de Residência (0,33%) e Educação (0,11%). Apenas dois grupos apresentaram deflação, foi o caso do grupo de Comunicação, com queda de 0,18%, e do Saúde e Cuidados Pessoais (0,49%).

O coordenador da pesquisa do IBGE Minas, Venâncio Otávio Araújo da Mata, explica que o índice, em julho, foi puxado principalmente pelo aumento da energia elétrica.  

“Tivemos, em julho, um aumento da energia elétrica de 4,75%. É um serviço que tem bastante peso no consumo das famílias. Este foi o principal motivo para o aumento da inflação. O reajuste passou a vigorar em 1º de julho, com adicional bandeira vermelha patamar dois e refletiu no índice. A alta se deve à crise hídrica e à necessidade de ligar as termelétricas, que possuem custos mais elevados”, explicou. 




Outro serviço que teve forte aumento foram as passagens aéreas, com reajuste de 40,73%.

“Acredito que devido ao período de férias, ao menor isolamento e ao aumento da flexibilização das atividades econômicas – já que a vacinação contra a Covid-19 está avançando – as pessoas procuraram mais pelo serviço, o que provocou a elevação dos preços”.

Alta também foi verificada no preço das roupas, que apresentou reajuste de 1,85%. Segundo da Mata, a maior flexibilização das atividades econômicas tem permitido que os consumidores façam compras nos shoppings e no comércio em geral.  

“Com a flexibilização, as pessoas estão indo aos shoppings e ao comércio geral com maior segurança e, isso, pode ter causado o aumento”.

Ao longo de julho também houve reajuste nos preços do botijão de gás, 3,57%, gasolina 0,54%, automóveis usados, 1,65% e automóveis novos, 0,83%. 

Entre os alimentos, as maiores altas foram verificadas nas cotações da cenoura (37,58%), do tomate (19,90%), do café moído (4,89%), das frutas (3,05%) e do leite longa vida (2,71%).




Alguns itens apresentaram que em julho. Foi o caso da batata-inglesa (9,74%), do arroz (3,17%) e do plano de saúde (1,29%), decorrente do reajuste negativo de 8,19% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 8 de julho, com vigência retroativa a maio de 2021 e cujo ciclo se encerra em abril de 2022.

Acumulado

Com a alta de 0,71% registrada na inflação de julho, o IPCA  já acumula alta de 4,61% nos sete primeiros meses do ano e de 9,43% nos últimos 12 meses.

“No acumulado dos últimos 12 meses, a principal contribuição veio da gasolina, que apresentou um reajuste bem alto nos preços, de 40,28%. Destaque também para as carnes, com elevação de 31,92%, óleo de soja, 84,46% e gás de cozinha, 29,95%”.

O avanço do processo de vacinação nos próximos meses, será importante para o controle da pandemia de Covid-19, o que pode promover a retomada mais robusta das atividades e uma maior flexibilização. Dependendo do comportamento do dólar, a inflação pode continuar avançando. 

 “Se houver um aumento do dólar, se a crise hídrica se estender e a economia ficar mais aquecida pela maior flexibilização, provavelmente teremos impactos na inflação, mas não é garantido. Precisamos aguardar”, explicou o coordenador da pesquisa do IPCA do IBGE Minas, Venâncio Otávio Araújo da Mata. 

IPCA atinge o nível mais alto em 20 anos no País

Rio e São Paulo – A inflação oficial brasileira acelerou com força em julho e atingiu o nível mais alto para o mês em quase 20 anos, ainda sob intensa pressão dos preços da energia elétrica e levando a taxa acumulada em 12 meses a encostar em 9%, enquanto o Banco Central intensifica o aperto monetário.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,96% em julho depois de avançar 0,53% no mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem.

Essa foi o maior resultado para um mês de julho desde 2002, quando a alta foi de 1,19%.

Em 12 meses, a taxa acumulada até julho foi a 8,99%, de 8,35% em junho, indo muito além do teto da meta oficial para este ano – inflação de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O dado também o mais elevado desde os 9,32% atingidos em maio de 2016.

“O mês de julho teve muita influência de energia, combustíveis, monitorados e alimentos. Foi uma alta com várias causas”, explicou o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.

“A alta de combustíveis e energia pesou muito no orçamento das famílias ao longo dos últimos meses, além da alta das carnes de mais de 34%. São os principais motivos para a trajetória (da inflação em 12 meses)”, completou.

Os resultados ficaram em linha com as expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 0,94% na comparação mensal e 8,98% na base anual.

O destaque em julho foi mais uma vez a energia elétrica, que disparou 7,88% no mês de 1,95% em junho. Isso é consequência dos reajustes tarifários de 11,38% em São Paulo, de 8,97% em Curitiba (11,34%), e de 9,08% em uma das concessionárias de Porto Alegre (8,02%).

“Além dos reajustes nos preços das tarifas em algumas áreas de abrangência do índice, a gente teve o reajuste de 52% no valor adicional da bandeira tarifária vermelha patamar 2 em todo o País”, destacou Almeida

Com isso, a maior elevação entre os grupos de produtos e serviços pesquisados foi em Habitação, de 3,10% em julho contra 1,10% no mês anterior.

Dos nove grupos, oito tiveram alta no mês, sendo o segundo maior impacto no índice de Transportes, com aumento de 1,52% dos preços — nesse caso, as passagens aéreas passaram a subir 35,22% depois da queda 5,57% em junho. Os preços dos combustíveis também aceleraram o avanço a 1,24% de 0,87% em junho, com alta da gasolina de 1,55%.

A inflação de alimentos também ficou mais forte, chegando a 0,60% em julho de 0,43% em junho, com a alimentação no domicílio passando de 0,33% para 0,78% em julho, principalmente por conta das altas do tomate (18,65%), do frango em pedaços (4,28%), do leite longa vida (3,71%) e das carnes (0,77%).

A inflação de serviços, que também levanta preocupações diante da reabertura do setor após as medidas de contenção ao coronavírus, ficou mais forte, atingindo 0,67% de 0,23% antes.

Juros – Diante das pressões inflacionárias, na semana passada, o BC subiu a dose do aperto monetário ao adotar uma alta de 1 ponto percentual na Selic, a 5,5% ao ano, já indicando outro aumento de igual magnitude na próxima reunião do colegiado, em setembro.

Ontem, em ata desse encontro, o BC indicou que apertos seguidos e sem interrupção nos juros básicos são necessários para levar a taxa Selic para patamar acima do neutro, para que assim as projeções de inflação fiquem na meta.

De acordo com indicações do próprio BC, a taxa neutra estaria por volta de 6,5%. A autoridade monetária ainda reiterou sua visão sobre a continuidade da pressão sobre bens industriais, mencionando a possível elevação do adicional da bandeira tarifária e os novos aumentos nos preços de alimentos. (Reuters)

Indicador global da FGV apresenta retração

Rio – Os Barômetros Econômicos Globais referentes a agosto, divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram queda, provocada especialmente pela desaceleração das taxas interanuais de crescimento econômico mundial no terceiro trimestre de 2021. Apesar desse recuo, entretanto, a FGV avalia que os níveis dos indicadores são ainda elevados e compatíveis com a continuidade da atual fase de retomada da economia mundial.

Os barômetros econômicos são um sistema de indicadores que permite uma análise tempestiva do desenvolvimento econômico global e foram lançados em março de 2020 pela FGV. Os dois índices compreendem os resultados de pesquisas de tendências econômicas realizadas em mais de 50 países.

De acordo com a pesquisa, o Barômetro Econômico Global Coincidente, que reflete o estado atual da atividade econômica, recuou 10,1 pontos em agosto, passando para 118,1 pontos. O Barômetro Econômico Global Antecedente, que emite um sinal cíclico cerca de seis meses à frente dos desenvolvimentos econômicos reais, recuou 11,3 pontos, para 112,7 pontos. Todas as regiões pesquisadas mostram retração em agosto, com quedas mais acentuadas na região da Ásia, Pacífico e África, em ambos os indicadores.

Na avaliação do pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Paulo Picchetti, o relaxamento das restrições à mobilidade que vem ocorrendo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 na maioria dos países vem dando continuidade à retomada do nível de atividades.

“Porém, essa retomada mostra desaceleração no início do segundo semestre do ano, em função de preocupações com novas variantes do vírus”. Picchetti completou que, “adicionalmente, a restrição de disponibilidade de insumos para a indústria, observada em todas as regiões, exerce pressões sobre custos de produção, o que por sua vez levanta preocupações em relação à evolução da política monetária, tanto em países centrais quanto emergentes”.

Barômetro Coincidente – A região da Ásia, Pacífico e África contribuiu com a maior parcela (6,3 pontos) da queda de 10,1 pontos em agosto do Barômetro Global Coincidente, seguida pelo Hemisfério Ocidental, com 2 pontos, e a Europa, com 1,8 ponto. Para o Ibre/FGV, o resultado evidencia, em grande parte, a desaceleração das taxas interanuais de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, na medida em que a economia se afasta do período-base do segundo trimestre de 2020. Todas as regiões ainda registram indicadores acima do nível médio histórico de 100 pontos, informou a FGV.

Dos cinco setores da pesquisa que contribuem de forma negativa para o resultado agregado do índice em agosto (construção, indústria, economia, serviços e comércio), o que mostrou recuo mais significativo, pelo segundo mês consecutivo, da ordem de 16,4 pontos, foi o indicador do setor de serviços. Apesar disso, ainda é esse setor que registra o maior nível entre os demais setores (122,9 pontos). Para a FGV, “é possível que a dificuldade de se controlar novas variantes do coronavírus esteja dificultando o retorno sustentável deste setor”.

Barômetro Antecedente – A pesquisa revela, da mesma forma, que os indicadores antecedentes das regiões da Ásia, Pacífico e África contribuem de forma negativa para o resultado do Barômetro Antecedente em agosto, com 7,8 pontos para a queda, enquanto o Hemisfério Ocidental contribui com -1,9 ponto, e a Europa com -1,6 ponto. “A desaceleração do ritmo excepcionalmente forte de expansão deve, portanto, continuar nos próximos meses. Além da desaceleração do crescimento, a piora do quadro sanitário em algumas regiões e gargalos no abastecimento de diversos insumos produtivos podem estar colaborando para a queda dos indicadores”, analisou a FGV.

Todos os indicadores antecedentes setoriais caíram em agosto. Destaque para a indústria, que havia dominado a recuperação da economia mundial até o início de 2021. Apesar de também registrarem queda, os setores de serviços, construção e comércio continuam apresentando níveis que sinalizam otimismo no curto prazo. (ABr)

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