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Insumos preocupam construção pesada

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Poder público deve realizar inúmeras obras em Minas Gerais nos próximos anos com recursos obtidos em acordo com a Vale | Crédito: Divulgação

O setor de construção pesada em Minas Gerais, responsável, principalmente, pela execução de obras públicas de infraestrutura rodoviária e aeroportuária, deve crescer nos próximos anos. A expectativa de crescimento está ancorada nos investimentos que serão realizados no Estado com os recursos do acordo bilionário entre o governo e a Vale no âmbito da reparação pelos danos após o rompimento da barragem em Brumadinho. 

Apesar da perspectiva positiva do setor, o desafio continua sendo o preço dos insumos e até mesmo a falta de equipamentos necessários para as atividades das empresas executoras. Contudo, o cenário atual é mais confortável que o registrado em setembro de 2020 e que colocava em risco as obras em curso no Estado. 

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Conforme explica o presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Pesada do Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), João Jacques Viana Vaz, a principal mudança observada é que, neste momento, os insumos que faltam são mais pontuais do que aqueles que preocuparam o setor até agosto deste ano

“Não tem faltado insumos, mas os materiais estão muito caros. E, na construção pesada, nós temos materiais importantes como o diesel, materiais da Petrobras, que têm subido. O que tem faltado neste momento são máquinas e caminhões. As empresas estão pedindo mais de um ano para entregar esses equipamentos, e eles dobraram de preço. O que percebemos é que se a economia acelerar muito, é possível que tenha deficiência geral de insumos”, aponta Vaz.   

A escalada de preços, que chegou a ser de 100% em alguns itens, estabilizou, ainda segundo informações do presidente do Sicepot-MG. Esse é o caso do cimento e do ferro, que antes lideravam as variações de preços. Hoje, o asfalto ainda apresenta valores de compra altos. Esse reajuste de preços dos insumos é prejudicial para o ritmo das obras e compromete, ainda, os contratos que, por força de legislação, têm reajustes anuais. Como efeito cascata, João Jacques Viana Vaz lembra que essas situações impactam na quantidade de concorrentes que disputam a execução de uma obra pública, por exemplo. 

“Eu acho que o pior que acontece no caso da alta dos insumos é que menos empresas participam das licitações. E o que acontece é que as empresas mais qualificadas não conseguem participar dos processos. E isso é ruim porque implica em obras com menor qualidade, prazos mais longos de execução e até mesmo uma futura paralisação”, afirma o presidente do Sicepot-MG. 




Em relação aos reajustes anuais dos contratos e à dificuldade de as empresas manterem a execução das mesmas em meio às altas de materiais, Vaz ressaltou que, constantemente, empresas e municípios, além de órgãos do Estado, conversam sobre mecanismos que atendam tanto ao interesse público quanto ao privado. Nesse sentido, recentemente a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade e o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais iniciaram um Grupo de Trabalho que tem como objetivo elaborar uma norma que deve regulamentar critérios e procedimentos para o  ajuste de contratos de obras públicas mineiras frente à alta de preços de insumos. 

Perspectivas e acordo da Vale

Assinado em fevereiro de 2021, o acordo prevê a destinação de R$ 37,6 bilhões para a reparação dos danos ambientais e materiais causados pelas atividades mineradoras da Vale. Deste valor, está prevista a destinação de R$ 4,95 bilhões para o que os órgãos que intermediaram as negociações chamam de Programa de Mobilidade, no qual as obras de construção pesada se inserem

Nele, estão previstas obras de recuperação de rodovias pavimentadas em todo o Estado, a implantação do Rodoanel, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, além da construção de pontes sobre o Rio São Francisco. Parte do valor deverá, ainda, complementar recursos do governo federal para as obras de melhorias e ampliação do metrô da capital mineira. Além do acordo relacionado à tragédia de Brumadinho, o setor de construção pesada espera, ainda, novos acenos com o futuro acordo que deve ser firmado devido ao rompimento da barragem em Mariana. 

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