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Intenção de consumo das famílias cai na Capital

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Levantamento aponta que 64,5% das famílias reduziram as compras em março na Capital | Crédito: Luciana Montes

Os belo-horizontinos estão mais cautelosos quando o assunto é comprar. Levantamento divulgado ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) mostra que o indicador que mede a intenção de consumo das famílias (ICF) recuou de 73,3 pontos em fevereiro para 71,9 em março, permanecendo abaixo dos 100 pontos, o que aponta insatisfação.

A crise econômica e social, em função da pandemia da Covid-19, o desemprego e o achatamento da renda explicam o resultado, segundo a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Carolina Barcelos. “Fica um sentimento de incerteza em relação ao futuro. Isso pode ter contribuído para essa nova queda para a intenção de consumo das famílias em BH”, avaliou.

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O nível de consumo também recuou de 50,4 para 47,1 em março. Conforme o levantamento, 64,5% das famílias compraram menos na capital mineira no terceiro mês do ano. Mas a maior queda nesse aspecto é percebida nas famílias que ganham mais de 10 salários (de 61,1 pontos em fevereiro para 54,1 em março).

“Isso tem relação com isolamento social, fechamento dos estabelecimentos e demais restrições que vieram com a pandemia. Isso acontece de forma geral, independente da faixa salarial”, destacou a analista.

Sobre a perspectiva de consumo, 45,6% das famílias esperam consumir menos nos próximos seis meses, 33,7% acham que ficará igual ao mesmo período do ano passado e 19,6% acreditam que comprarão mais. O índice que mede esse sentimento caiu de 77,1 em fevereiro para 74 pontos em março. Sobre a compra de bens duráveis, 82,2% dos entrevistados acreditam ser mau momento para adquirir esses itens.

“A queda da renda das famílias e o cenário de incertezas podem justificar a cautela dos consumidores”, ressaltou Carolina Barcelos.

Mas o índice que mede a renda das famílias passou de 86,5 em fevereiro para 87,5 pontos em março, o que, segundo a analista, pode não apontar melhora em relação ao mês imediatamente anterior, pois está dentro da margem de erro da pesquisa.

No entanto, quando o indicador é comparado ao do mesmo período do ano passado (106,7), há acentuada queda. O estudo mostra também que 41,8% dos entrevistados disseram que a renda está igual à do mesmo período no ano passado. Para 35,1% dos consultados, está menor e para 22,6%, melhorou.

Em relação ao acesso ao crédito, o índice atingiu 68,9 pontos em março, ante 69,6 em fevereiro e 95,6 no terceiro mês de 2020. Mais de 50% dos entrevistados viram mais dificuldade em obter empréstimos em março deste ano do que no mesmo período do ano passado.

“Quanto mais se consome e se paga em dia, mais facilidade o consumidor terá de acessar crédito. Atualmente, as pessoas estão comprando menos. Essa dificuldade do acesso ao crédito também tem a ver com movimento de taxa de juros, se temos aumento de taxa de juros, que é o que está ocorrendo agora, isso tende a tornar o crédito mais caro e, consequentemente, mais restrito. Tem ainda a relação com o achatamento da renda das famílias. Se tem uma renda menor circulando no mercado, aumenta o risco de concessão de crédito, de inadimplência, o que torna o crédito mais restrito também”, explicou Carolina Barcelos.

Emprego

O sentimento das famílias em relação ao emprego também recuou, passando de 100,6 pontos em fevereiro para 99,9 em março. Houve queda de quase 20 pontos em comparação com março do ano passado, quando o índice ficou em 119,6. Todas as categorias de renda registraram recuo.

“Esse sentimento vem oscilando devido à instabilidade provocada pela pandemia, ou seja, esse cenário de isolamento social e restrições, que provoca fechamento de lojas e extinções de postos de trabalho”, argumentou.

Ainda em relação ao emprego, o levantamento também mostrou que 27% dos entrevistados sentem-se menos seguros que no mesmo período do ano passado, 29% avaliam que a situação está igual, 16,7% disseram que estão desempregados e 26,9% sentem-se mais seguros. Sobre perspectiva profissional, que é a avaliação que quem está empregado faz sobre possível melhoria no médio e longo prazo no mercado de trabalho, houve pouca mudança em março (93,2 pontos) ante o levantamento de fevereiro (92,7).

O índice de consumo das famílias (ICF) é elaborado mensalmente pela Fecomércio, com dados coletados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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