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Economia

Investimentos de pessoas físicas atingem quase R$ 4 tri no ano até março no País

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Crédito: Amanda Perobelli / Reuters
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São Paulo – O volume total dos investimentos das pessoas físicas no Brasil cresceu 1,9% no primeiro trimestre de 2021 e atingiu R$ 3,9 trilhões. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os segmentos de private e varejo alta renda puxaram a alta, com crescimentos de 5% e 2%, nesta ordem. Esses aumentos compensaram a queda de 2,6% no varejo tradicional. No mesmo período do ano passado, o volume financeiro dos três segmentos havia registrado queda de 5,3%, movimento influenciado pelo início da pandemia de Covid-19.

O destaque do private ficou com os fundos de ações, cujo patrimônio líquido avançou 19,3% — até março de 2020, haviam registrado queda de 27,1%. O resultado contribuiu para a maior participação na carteira desses investidores: no primeiro trimestre de 2021, responderam por 9,1% do volume aplicado pelo private, frente a 8% em dezembro do ano passado.

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As ações também brilharam no início do ano, com um aumento de 10,1% no volume financeiro — no primeiro trimestre de 2020, esses papéis registraram queda de 26,5%. Com o resultado de 2021, elas passaram a responder por 27,5% do portfólio desse segmento.

“É um movimento importante a se observar, especialmente se considerarmos o fraco desempenho do Ibovespa nos primeiros meses deste ano. Por outro lado, tivemos um novo recorde do número de pessoas físicas na bolsa de valores, chegando a 3,5 milhões de contas, o que certamente impactou o resultado do trimestre”, avalia José Ramos Rocha Neto, presidente do Fórum de Distribuição.

As debêntures avançaram como alternativas de renda fixa: o volume financeiro nos títulos de dívida corporativos, que havia crescido 0,5% até março de 2020, registrou alta de 5,5% até o mesmo período de 2021.

Impactos na poupança

Entre os clientes do varejo, a poupança foi impactada pela conjuntura: houve redução tanto no volume financeiro (2,1% na soma dos segmentos) como no número de contas do varejo tradicional (retração de 18% no segmento). “A queda no patrimônio líquido e o aumento do número de contas fechadas podem refletir o resgate dos recursos mantidos como reserva financeira para fins de despesa e consumo pelos brasileiros”, explica Rocha.

Veja também: Poupança tem em abril 1º saldo positivo mensal deste ano no País

Entre os produtos que mais cresceram em participação no portfólio, estão os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários): passaram de 13,6% na carteira do varejo (tradicional e alta renda) em dezembro de 2020 para 14,1% em março, um aumento de 0,5%. Já em variação percentual, o volume financeiro do produto cresceu mais no alta renda (4%) que no varejo tradicional (0,7%). 

As ações foram outro destaque. O recorde de pessoas físicas na B3 também teve reflexos no varejo: a participação desses papéis na carteira subiu de 5,7% em dezembro para 6% em março. Na variação do volume financeiro, as ações tiveram crescimento considerável no trimestre tanto no varejo tradicional (passou de uma redução de 24,1% em março de 2020 para uma alta de 6,1% em março de 2021) quanto na alta renda (indo de uma queda de 23,2% para uma alta de 4,1%, na mesma base de comparação).

Os estados do Sudeste concentram o maior volume financeiro (R$ 1,4 trilhões) e a maior participação de clientes (62,6%) em relação ao total de investimentos feitos pelo segmento de varejo (tradicional e alta renda) no País. Em 12 meses, as regiões Norte e Nordeste aumentaram a participação. O Norte foi de 2,2%, no ano passado, para 2,4% em março de 2021, e o Nordeste de 11,1% para 11,4% na mesma base de comparação. O Sul caiu de 17,3% do total de aplicações para 16,9% e o Centro-Oeste avançou de 6,2% para 6,8%, nos mesmos períodos.

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