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IPCA sobe 0,17% em BH com novas pressões inflacionárias

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O preço da gasolina comum aumentou 2,51% em julho na Capital, aponta a Fundação Ipead | Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Belo Horizonte registrou um aumento de 0,17% em julho na comparação com junho. O dado foi divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG).

Conforme destaca a coordenadora de pesquisas da entidade, Thaize Martins, o resultado do sétimo mês do ano já começa a mostrar um comportamento diferente daquele verificado nos outros meses de pandemia do Covid-19. No início, havia uma pressão maior dos itens alimentícios. Agora, a situação é um pouco diferente.

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“Houve uma busca maior pelos alimentos na época, por diversos fatores. Muitas pessoas ficaram ansiosas, quiseram estocar alimentos, havia muita incerteza acerca do que estava por vir. Além disso, a própria rotina de ficar mais em casa motivou isso”, explica ela.

Passado esse momento, agora são alguns itens não alimentares que já vêm apresentando aumento de preços. É o caso, por exemplo, da gasolina comum, que registrou um crescimento de 2,51% em julho frente a junho, após queda no começo da pandemia, e da energia elétrica, que teve expansão de 2,71%.

Algumas categorias de alimentos também registraram avanços em julho, mas, conforme ressalta Thaize Martins, foram mais pontuais, diferentemente do que ocorreu no início da pandemia, que foi algo generalizado. Nesse sentido, destaca-se o incremento em alimentos elaboração primária (2,78%).

Já em relação às quedas, as menores contribuições para a variação do IPCA foram verificadas em excursões (-5,28%) e na categoria lanche (-3,82%).




Dois lados – No que diz respeito à variação positiva verificada em julho, Thaize Martins destaca que existem dois lados: um bom e outro ruim. O bom, ressalta ela, tem a ver com o fato de não existir uma pressão inflacionária. “Não se vive um cenário de hiperinflação em que muitas pessoas até deixam de comprar”, diz ela.

Por outro lado, há o fato de que os números mostram uma economia desaquecida, muito em reflexo da pandemia do Covid-19.

“Essa inflação muito baixa mostra que a economia está mais parada, com pouca movimentação. Muitas famílias tiveram redução em suas rendas e estão priorizando os gastos essenciais. Isso reflete, de certa forma, no comportamento dos preços”, avalia ela.

Nesse cenário, a inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 3,28%. Conforme ressalta Thaize Martins, abaixo da meta de 4% definida pelo Conselho Monetário Nacional para este ano.

Cesta básica – Os dados da Ipead também mostram que o custo da cesta básica apresentou a segunda queda consecutiva no mês de julho (-3,03%). O valor da cesta no sétimo mês de 2020 foi de R$ 461,80, o que equivale a 44,19% do salário mínimo.

Conforme frisa Thaize Martins, a queda foi influenciada pelo recuo no valor da batata inglesa (-35,08%). “Quando o produto está mais disponível no mercado, o preço cai”, lembra ela.




Também registraram queda o tomate Santa Cruz (-14,22%), o feijão carioquinha (-4,60%), o açúcar cristal (-2,62%) e o café moído (-2,04%). Já as altas mais representativas foram verificadas no leite pasteurizado (3,92%) e na manteiga (3,16%).

Thaize Martins lembra que, no início da pandemia, a cesta básica apresentou aumento e quase todos os itens estavam subindo de preços. “Em junho e julho houve queda. Mesmo sendo por causa de produtos específicos, acaba quebrando a sequência de alta que vinha sendo registrada”, diz ela.

Taxas de juros – Em julho, a taxa Selic estava em 2,25% ao ano, desde a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em meados do mês passado.

Os dados da Ipead mostram que as taxas médias de juros para pessoa física registraram recuo em julho na maior parte dos setores. O maior destaque foi para construção civil imóveis construídos (-29,69%).

Já para pessoas jurídicas, a maior parte apresentou alta, com destaque de incremento para antecipação de faturas de cartão de crédito (2,44%).

Por fim, em relação à captação, a maioria registrou retração. No entanto, o CDB apresentou uma alta representativa, de 92,59%.

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