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Economia

Lojistas de shoppings temem extinção em massa de negócios

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Crédito: Divulgação

Lojistas de shoppings de Minas Gerais temem fechamento em massa dos estabelecimentos. Desde o decreto da onda roxa em todo o Estado, no dia 17 de março, os centros de compras não podem receber clientes. Descapitalizados em função da pandemia, comerciantes alegam que precisam renegociar contratos de aluguéis, custo que têm consumido até 30% do faturamento das lojas.

“A situação dessa vez é bem pior do que no início da pandemia. Naquela época, tivemos linhas de crédito como o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e do BEM (Benefício Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda). Havia ainda um auxílio emergencial em valor mais alto do que o que está por vir. Isso nos ajudou muito. Hoje, não há praticamente nada para nos auxiliar”, informou o superintendente da Associação dos Lojistas de Shopping Centers de Minas Gerais (Aloshopping), Alexandre Dolabella.

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Mesmo com as ajudas governamentais, 15% dos comerciantes de shoppings desistiram dos seus negócios. O segmento mais penalizado, conforme Dolabella, foi o de vestuário. Os que tiveram menos impactos foram aqueles que vendem artigos para casas e óticas.

Segundo ele, a maior parte dos lojistas está endividada e sem capital de giro. “Estamos sem condições até mesmo para honrar os salários dos funcionários, pois viemos de um longo período de prejuízos. Se não houver medidas de auxílio por parte do governo e entendimento por parte dos shoppings, o fechamento será em massa”, avaliou. Ele acrescentou que a situação das grandes redes de lojas nos shoppings é diferente, uma vez que elas têm estrutura de e-commerce. “Mesmo assim houve queda nas vendas”.

O pagamento dos aluguéis das lojas é o item que mais tem preocupado a categoria. Em alguns casos, esse gasto representa até 30% do faturamento das lojas. “No ano passado, quando o setor baixou as portas entre abril e julho, os shoppings entenderam a situação, não cobraram aluguel, reduziram o condomínio em 50% e também isentaram os lojistas do fundo de promoção. Agora, ainda não sinalizaram nada sobre como vai ser, o que nos deixa bastante preocupados”, disse Dolabella.

De acordo com o superintendente da Aloshopping, mesmo após a reabertura das lojas no mês de agosto, os shoppings se mostraram compreensivos e renegociaram individualmente os valores dos contratos de aluguel em função da queda nas vendas. “A permanência média do consumidor no shopping caiu de 79 minutos para 24 minutos. Então as vendas despencaram”, relatou.

IGP-M

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Outro fator referente aos contratos de aluguéis que preocupa os comerciantes em geral é o indicador usado para reajuste dos valores a cada doze meses. Trata-se do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que avançou 2,94% em março, acumulando alta de 31,10% em um período de 12 meses, segundo informações divulgadas ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

“O IGP-M não reflete a inflação real, e essa alta absurda nesse indicador praticamente inviabiliza a renovação de alguns contratos. É preciso que os shoppings  revejam esse índice de referência e passem a usar o IPCA. Vai ter muita vacância em função disso”, afirmou o superintendente da Aloshopping.

A reportagem entrou em contato com representantes dos shoppings para comentar a situação, mas não conseguiu retorno até o fechamento desta edição.

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