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Maersk estima queda nas importações no 2º trimestre

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Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

O grupo Maersk, maior empresa de logística integrada de contêiner do mundo, prevê uma queda nas importações brasileiras, no segundo trimestre de 2020, em torno de 20% a 25% em função das medidas de isolamento social impostas para o controle do novo coronavírus, o que suspendeu as atividades em importantes setores, como o automobilístico, que demanda grande parte da matéria-prima do exterior.

Já em relação às exportações, a tendência é de um crescimento em torno de 10%, resultado, principalmente, das exportações de commodities, como carnes, soja e café.

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De acordo com o diretor comercial da Maersk Costa Leste na América do Sul (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina), Gustavo Paschoa, as importações seguem baixas e a recuperação dependerá da retomada das indústrias e da economia nacional.

Segundo Paschoa, no primeiro trimestre os resultados foram positivos, tanto em importação, que cresceu 8%, como em exportação, com alta de 6%. No segundo trimestre, o grupo Maersk continua enxergando as exportações em ritmo muito forte e crescendo em vários segmentos e a previsão é que este movimento continue até agosto.

Já em relação ao desempenho das importações, existem dúvidas.

“As importações estão muito vinculadas a segmentos que foram fortemente atingidos pela quarentena e pela falta de consumo. Os setores automotivo e de tecnologia, que são grandes importadores, principalmente, da Ásia, foram os mais atingidos. O aumento da importação está 100% atrelado ao aumento do consumo e da retomada da economia. Muitas empresas desses setores já estão retomando as atividades, mas entendemos, que a recuperação dependerá da economia voltar a crescer. Os próximos dois ou três meses serão de baixa na importação”.

A estimativa é que as importações feitas através da Maersk fiquem entre 20% e 25% menores no segundo trimestre, enquanto as exportações devem crescer 10%.
Em relação ao setor automotivo, considerado o mais desafiador, Paschoa explica que o setor foi muito impactado pela quarentena e pela falta de consumo. Então, uma retomada dependerá da reabertura do comércio e da retomada da produção nas fábricas.

Em relação ao agronegócio, as estimativas são mais positivas. Com a valorização do real frente ao dólar, as exportações seguem aquecidas. “A alta demanda por alimentos, proveniente, principalmente da Ásia e Oriente Médio, tem mantido as exportações em alta. São produtos variados como a soja, proteína animal, café e algodão”.

Paschoa destaca que Minas Gerais tem papel relevante no transporte de produtos dos setores de agronegócio, automobilístico, em cargas de projetos e transformadores.

“O mercado mineiro é muito importante para a empresa, não só em commodities como em produtos industrializados. Fazemos muitas importações e exportações para o Estado. O café tem uma participação muito significativa nas exportações e utiliza um contêiner específico para alimentos. Na atual situação, de pandemia, estamos atentos à oferta desses equipamentos, para que o transporte ocorra sem problemas”.

Segundo o representante da Maersk, para facilitar e agilizar o transporte do café, a empresa tem negociado com as concessionárias de ferrovias para efetuar o escoamento, reduzindo a dependência do transporte rodoviário.

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