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Mercado mostra otimismo após julho negativo

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Apesar do recuo em julho, a perspectiva é positiva para a bolsa até o fim do ano | Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker
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O Ibovespa fechou julho com perdas de 3,94%, mas ainda acumula alta de 2,34% nos primeiros sete meses do ano. A queda ocorreu devido às incertezas políticas e fiscais no mercado interno. No cenário internacional, a intervenção do governo chinês para reduzir a produção, principalmente de aço, em busca do controle da inflação também impactou o mercado. 

Apesar do desempenho negativo em julho, que era esperado após uma alta expressiva em junho, as expectativas para os próximos meses são positivas. O principal fator favorável é o avanço da vacinação contra a Covid-19, o que vem permitindo a retomada das atividades e do crescimento econômico. 

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O diretor de Estratégia da Belo Investment Research, Rafael Foscarini, explica que julho foi um mês bem diferente de junho, quando foi registrado o recorde histórico na faixa de 131 mil pontos. Julho encerrou aos 121.800 pontos. 

“No fechamento de julho, foi registrada queda de 3,94% no Ibovespa, o que, de certa forma, era esperado por ser uma reação normal após momentos de alta. Há realização de lucro após alta forte. Além disso, pesou muito para o resultado negativo as notícias internas, como as discussões sobre o pagamento do Bolsa Família e a quebra do teto de gastos do governo. Também foi notícia a possível fraude eleitoral, o que deixa o mercado receoso”, explicou.

Outro fator, segundo Foscarini, é a China freando a produção de aço com o objetivo de provocar queda no preço do minério e reduzir a inflação.

“É um movimento pontual. Os preços podem cair, mas a China está em crescimento e vai precisar comprar minério, por isso, é uma queda no curto prazo. O preço do minério pode cair de fato, mas quando houver um aumento que é esperado mais para o final de 2021 e início de 2022. Esta política da China provocou desvalorização nas ações de empresas do setor de mineração, como a Vale, que retraiu 2,4% (preço da ação saindo de R$ 113,58 para R$ 110,83). Apesar do índice parecer pequeno, ele tem grande peso na bolsa”, disse.

Desempenhos

Ao longo de julho, as maiores quedas registradas foram a Americanas S/A (R$ 49,10, -25,90%), Lojas Americanas (R$ 7,09, -22,46%), Via (R$ 12,59, -20,27%), Grupo Pão de Açúcar (R$ 31,03, -19,74%) e CVC (R$ 22,30, -19,55%).

“Os resultados da Amazon foram muito ruins, com queda de 7,4% na demanda, isso acabou gerando expectativas ruins e impactando os resultados de empresas que atuam no comércio. É importante ressaltar que este segmento cresceu muito com o isolamento social e, agora, os números podem estar passando por um momento de ajuste. Com o avanço da vacina e retomada das atividades, a tendência é positiva para as empresas do comércio varejista, turismo, shoppings”, explicou Foscarini.

De acordo com o analista da Terra Investimentos, Regis Chinchila, o mês de julho também ficou marcado pela retirada do investidor estrangeiro na B3, em torno de R$ 7 bilhões, porém no ano ainda está positivo em R$ 40 bilhões.

“O movimento do Ibovespa foi de baixa, acompanhando o cenário de incertezas no mercado local e internacional. Acreditamos na recuperação para os próximos meses e, por isso, estão mantidas as ações para médio prazo, com diversificação e bons potenciais de valorização. A projeção do Ibovespa para final de 2021 continua entre 135 mil a 140 mil pontos”.

As carteiras recomendadas pela Terra Investimento, para agosto, são: B3, Gerdau, Eztec, Petrobras, Rumo, Via Varejo, Vale, Itaú Unibanco, BRF Foods e Ecorodovias.

Chinchila explica que o cenário de recuperação da atividade econômica brasileira, influenciado pelo avanço da vacinação e diminuição das restrições em vários estados, pode contribuir para um melhor desempenho na bolsa. 

“Acreditamos que setores ligados ao comércio e varejo de uma forma geral tendem a performar melhor no mês de agosto. Os setores ligados às commodities também continuam sendo destaques, influenciados pela demanda do mercado internacional em produtos como metais de uma forma geral e alimentos. Destaque para empresas como Vale, Gerdau e JBS”. 

Chinchila destaca ainda que para o mês o ponto de atenção fica por conta do cenário político, inflacionário e influência no fluxo de investidores estrangeiros na B3.

“A variante Delta da Covid-19 e seu impacto na evolução do cenário de recuperação da pandemia também serão destaques ao longo do mês”.

Índice de referência inicia agosto em alta

São Paulo – O Ibovespa fechou em alta ontem, com Itaú Unibanco entre os principais suportes antes do resultado trimestral, embora o fôlego na bolsa paulista tenha arrefecido em meio à piora das ações da Petrobras e ao enfraquecimento de Wall St.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,59%, a 122.515,74 pontos, após ter alcançado 124.536,25 pontos na máxima da sessão, alta de 2,25%. O volume financeiro somou R$ 30,9 bilhões.

Tal desempenho ocorreu após o Ibovespa fechar a sexta-feira em queda de 3%, selando o primeiro mês negativo em cinco, com preocupações com a inflação e a cena política.

Na visão do sócio da Rio Gestão de Recursos André Querne, o pregão teve um dia de recuperação após forte realização de lucros experimentada na sexta-feira, quando, entre outros fatores, pesaram ruídos relativos à questão fiscal brasileira.

Ao mesmo tempo, acrescentou, há uma aceleração da reabertura econômica no País, com forte potencial de crescimento de lucros para as empresas brasileiras neste segundo semestre do ano, o que tende a ser bem positivo para a bolsa local.

“Números positivos advindos dos balanços que estão sendo divulgados pelas companhias brasileiras atualmente geram um cenário construtivo para a nossa bolsa a partir de agosto”.

A primeira semana do mês reserva uma agenda relevante de resultados no Brasil, incluindo os números de Itaú Unibanco, Bradesco, Petrobras, Braskem, Gerdau, Banco do Brasil e muitos outros.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em queda de 0,18% após se aproximar de sua máxima histórica.

Apesar da debilidade em Nova York na sessão, Querne avalia que o cenário externo parece bastante favorável, dada a percepção cada vez maior de que a retirada dos estímulos pelo Federal Reserve ocorrerá com cautela.

A B3 também divulgou ontem a primeira prévia do Ibovespa que irá vigorar de 6 de setembro a 31 de dezembro, marcando a entrada dos papéis da Alpargatas, Banco Inter, Banco Pan, Méliuz e Rede D’Or, totalizando 89 ativos de 85 empresas. (Reuters)

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