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Mercedes-Benz transfere parte dos funcionários de Juiz de Fora

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A Mercedes realizou aportes em 2014 para concentrar a produção de cabinas em Minas | Crédito: Divulgação

A descontinuidade da produção do caminhão Actros da fábrica da Mercedes-Benz, localizada em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, já provocou a transferência de 163 funcionários para a planta da empresa em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Ao todo, a linha de produção em Minas contava com 350 profissionais.

De acordo com a empresa, cerca de 100 profissionais ainda serão transferidos da produção do Actros para a montagem de cabinas de caminhões na própria fábrica de Juiz de Fora. Com o final da produção do caminhão Actros em Minas Gerais, o que está previsto para setembro de 2020, a unidade mineira terá apenas a produção de cabinas, não sendo possível absorver toda a mão de obra empregada na linha de caminhões, por isso, serão buscadas alternativas, que também incluem um plano de demissão voluntária.

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Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, Fernando Rocha, as transferências para a planta de São Bernardo do Campo foram iniciadas em janeiro e englobou 100 funcionários. Já em fevereiro, foram transferidos mais 63.

“Após estas transferências, ainda não tivemos novas reuniões com a Mercedes-Benz e ainda não sabemos se terão novos deslocamentos de funcionários. Os trabalhadores que não foram transferidos continuam trabalhando na unidade de Juiz de Fora, já que a produção do Actros vai até setembro deste ano. Para suprir a demanda dos que já foram para São Paulo, tiveram algumas contratações com tempo determinado”, explicou.

Conforme o acordo feito junto entre a Mercedes-Benz e o sindicato dos metalúrgicos, os funcionários transferidos têm a hospedagem custeada por até 15 dias para busca de imóvel, auxílio-mudança e de aluguel, pagamento de bônus salarial na transferência e, após um ano de atuação na fábrica, reajuste imediato de 10% do salário e adicional de 25% durante dois anos.

Ainda segundo Rocha, o sindicato continua acompanhando o processo e está sempre em busca de alternativas para evitar demissões. A entidade pretende se reunir com a empresa para discutir o destino dos demais empregados.

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“Até o momento, a empresa vem cumprindo todo o acordo feito com o sindicato. É importante ressaltar que queremos garantir os postos de trabalho e evitar as demissões. O nosso intuito é garantir que não sejam feitas demissões e que a empresa consiga fazer as transferências e o remanejamento de todos os trabalhadores”, explicou.

Em nota, a Mercedes-Benz explicou que “cerca de 160 profissionais foram transferidos desde o começo do ano de Juiz de Fora para São Bernardo do Campo. Outros 100 estão sendo transferidos da produção do Actros para a montagem de cabinas de caminhões na própria fábrica de Juiz de Fora. O grupo remanescente está avaliando outras possibilidades.

O total de colaboradores envolvidos nessas transferências é de cerca de 350”.
Desde 2014, a empresa anunciou investimentos para concentrar toda a produção de cabinas de caminhões em Juiz de Fora e a fabricação de caminhões em São Bernardo do Campo.

Produção no Brasil está sob risco de interrupções

São Paulo – As montadoras de veículos no Brasil podem ter de interromper a produção de alguns modelos em abril por falta de peças importadas da China, origem da epidemia de coronavírus que já infectou mais de 100 mil pessoas no mundo, afirmou a associação que representa o setor, Anfavea, na sexta-feira.

“Existe um risco de parar a produção em abril? Existe”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, acrescentando que as montadoras estão monitorando as cadeias de suprimentos. A China é o principal fornecedor de autopeças importadas pelo Brasil, com participação de 32% no total vindo do exterior, disse o executivo.

“No pior cenário se parar a produção, também vai recuperar no outro mês. Dá para trabalhar. Não estou colocando como um grande problema, é um problema administrável”, disse Moraes

Além do problema de suprimentos, as montadoras no Brasil estão enfrentando outro problema: o câmbio. O real acumula desvalorização de cerca de 16% até agora neste ano, tornando as importações significativamente mais caras.

“Se (o real) continuar fraco, isso significará um custo adicional de R$ 8 bilhões” em 2020, disse Moraes. Ele acrescentou que esta cifra representaria um acréscimo de R$ 2.600 no custo por carro produzido.

O presidente da Anfavea tinha afirmado em fevereiro que as montadoras brasileiras tinham estoques de peças, com algumas sendo de três a quatro meses. Mas na sexta-feira ele fez clara indicação de que pelo menos algumas montadoras vão enfrentar dificuldades em abril.

Moraes, executivo da Mercedes-Benz, afirmou que as montadoras do Brasil estão avaliando alternativas para a cadeia de suprimentos, como trazer peças da China por via aérea em vez de marítima. Outras opções incluem concentrar a produção em modelos com menor dependência de componentes chineses.

Salão cancelado – Enquanto incorrem em dificuldades na cadeia de suprimentos e aumentos de custos com o câmbio, as montadoras de veículos decidiram cancelar o salão do automóvel de São Paulo, previsto para novembro deste ano.

O presidente da Anfavea afirmou que o evento foi adiado para o próximo ano, podendo até mesmo ser realizado em outra cidade do País, e não em São Paulo. “Está tudo sobre a mesa”, disse o executivo ao ser questionado se o evento, realizado há 60 anos na capital paulista, poderia ser realizado fora de São Paulo pela primeira vez.

Segundo Moraes, o custo da organização do salão deste ano é de cerca de R$ 300 milhões. Ele também lembrou que outros salões do automóvel pelo mundo foram cancelados neste ano.

Mercado – A produção de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil em fevereiro subiu 6,5% em relação ao mês anterior, para 204,2 mil unidades, informou a Anfavea mais cedo. Na comparação com fevereiro de 2019, por sua vez, houve declínio de 20,8%, queda justificada pela Anfavea ao efeito calendário do carnaval, que em 2019 aconteceu em março.

Já as vendas de veículos tiveram alta mensal de 3,9%, para 201 mil unidades, mas ante fevereiro do ano passado, o acréscimo foi de apenas 1,2%.

Ainda de acordo com os dados da Anfavea, as exportações de veículos no mês passado somaram 37,7 mil unidades, salto de 83,4% ante janeiro, mas queda de 7% ano a ano. (Reuters)

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