COTAÇÃO DE 29/11/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6090

VENDA: R$5,6100

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6470

VENDA: R$5,7730

EURO

COMPRA: R$6,3216

VENDA: R$6,3229

OURO NY

U$1.783,43

OURO BM&F (g)

R$322,48 (g)

BOVESPA

+0,58

POUPANÇA

0,4412%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia exclusivo zCapa

Mercedes-Benz transfere parte dos funcionários de Juiz de Fora

COMPARTILHE

A Mercedes realizou aportes em 2014 para concentrar a produção de cabinas em Minas | Crédito: Divulgação

A descontinuidade da produção do caminhão Actros da fábrica da Mercedes-Benz, localizada em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, já provocou a transferência de 163 funcionários para a planta da empresa em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Ao todo, a linha de produção em Minas contava com 350 profissionais.

De acordo com a empresa, cerca de 100 profissionais ainda serão transferidos da produção do Actros para a montagem de cabinas de caminhões na própria fábrica de Juiz de Fora. Com o final da produção do caminhão Actros em Minas Gerais, o que está previsto para setembro de 2020, a unidade mineira terá apenas a produção de cabinas, não sendo possível absorver toda a mão de obra empregada na linha de caminhões, por isso, serão buscadas alternativas, que também incluem um plano de demissão voluntária.

PUBLICIDADE

Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, Fernando Rocha, as transferências para a planta de São Bernardo do Campo foram iniciadas em janeiro e englobou 100 funcionários. Já em fevereiro, foram transferidos mais 63.

“Após estas transferências, ainda não tivemos novas reuniões com a Mercedes-Benz e ainda não sabemos se terão novos deslocamentos de funcionários. Os trabalhadores que não foram transferidos continuam trabalhando na unidade de Juiz de Fora, já que a produção do Actros vai até setembro deste ano. Para suprir a demanda dos que já foram para São Paulo, tiveram algumas contratações com tempo determinado”, explicou.

Conforme o acordo feito junto entre a Mercedes-Benz e o sindicato dos metalúrgicos, os funcionários transferidos têm a hospedagem custeada por até 15 dias para busca de imóvel, auxílio-mudança e de aluguel, pagamento de bônus salarial na transferência e, após um ano de atuação na fábrica, reajuste imediato de 10% do salário e adicional de 25% durante dois anos.

Ainda segundo Rocha, o sindicato continua acompanhando o processo e está sempre em busca de alternativas para evitar demissões. A entidade pretende se reunir com a empresa para discutir o destino dos demais empregados.

“Até o momento, a empresa vem cumprindo todo o acordo feito com o sindicato. É importante ressaltar que queremos garantir os postos de trabalho e evitar as demissões. O nosso intuito é garantir que não sejam feitas demissões e que a empresa consiga fazer as transferências e o remanejamento de todos os trabalhadores”, explicou.

Em nota, a Mercedes-Benz explicou que “cerca de 160 profissionais foram transferidos desde o começo do ano de Juiz de Fora para São Bernardo do Campo. Outros 100 estão sendo transferidos da produção do Actros para a montagem de cabinas de caminhões na própria fábrica de Juiz de Fora. O grupo remanescente está avaliando outras possibilidades.

O total de colaboradores envolvidos nessas transferências é de cerca de 350”.
Desde 2014, a empresa anunciou investimentos para concentrar toda a produção de cabinas de caminhões em Juiz de Fora e a fabricação de caminhões em São Bernardo do Campo.

Produção no Brasil está sob risco de interrupções

São Paulo – As montadoras de veículos no Brasil podem ter de interromper a produção de alguns modelos em abril por falta de peças importadas da China, origem da epidemia de coronavírus que já infectou mais de 100 mil pessoas no mundo, afirmou a associação que representa o setor, Anfavea, na sexta-feira.

“Existe um risco de parar a produção em abril? Existe”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, acrescentando que as montadoras estão monitorando as cadeias de suprimentos. A China é o principal fornecedor de autopeças importadas pelo Brasil, com participação de 32% no total vindo do exterior, disse o executivo.

“No pior cenário se parar a produção, também vai recuperar no outro mês. Dá para trabalhar. Não estou colocando como um grande problema, é um problema administrável”, disse Moraes

Além do problema de suprimentos, as montadoras no Brasil estão enfrentando outro problema: o câmbio. O real acumula desvalorização de cerca de 16% até agora neste ano, tornando as importações significativamente mais caras.

“Se (o real) continuar fraco, isso significará um custo adicional de R$ 8 bilhões” em 2020, disse Moraes. Ele acrescentou que esta cifra representaria um acréscimo de R$ 2.600 no custo por carro produzido.

O presidente da Anfavea tinha afirmado em fevereiro que as montadoras brasileiras tinham estoques de peças, com algumas sendo de três a quatro meses. Mas na sexta-feira ele fez clara indicação de que pelo menos algumas montadoras vão enfrentar dificuldades em abril.

Moraes, executivo da Mercedes-Benz, afirmou que as montadoras do Brasil estão avaliando alternativas para a cadeia de suprimentos, como trazer peças da China por via aérea em vez de marítima. Outras opções incluem concentrar a produção em modelos com menor dependência de componentes chineses.

Salão cancelado – Enquanto incorrem em dificuldades na cadeia de suprimentos e aumentos de custos com o câmbio, as montadoras de veículos decidiram cancelar o salão do automóvel de São Paulo, previsto para novembro deste ano.

O presidente da Anfavea afirmou que o evento foi adiado para o próximo ano, podendo até mesmo ser realizado em outra cidade do País, e não em São Paulo. “Está tudo sobre a mesa”, disse o executivo ao ser questionado se o evento, realizado há 60 anos na capital paulista, poderia ser realizado fora de São Paulo pela primeira vez.

Segundo Moraes, o custo da organização do salão deste ano é de cerca de R$ 300 milhões. Ele também lembrou que outros salões do automóvel pelo mundo foram cancelados neste ano.

Mercado – A produção de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil em fevereiro subiu 6,5% em relação ao mês anterior, para 204,2 mil unidades, informou a Anfavea mais cedo. Na comparação com fevereiro de 2019, por sua vez, houve declínio de 20,8%, queda justificada pela Anfavea ao efeito calendário do carnaval, que em 2019 aconteceu em março.

Já as vendas de veículos tiveram alta mensal de 3,9%, para 201 mil unidades, mas ante fevereiro do ano passado, o acréscimo foi de apenas 1,2%.

Ainda de acordo com os dados da Anfavea, as exportações de veículos no mês passado somaram 37,7 mil unidades, salto de 83,4% ante janeiro, mas queda de 7% ano a ano. (Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!