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O Banco do Nordeste e as instituições parceiras fizeram a programação para a aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em 2021, em Minas Gerais. A proposta, que estabelece o piso orçamentário, prevê recursos na ordem de R$ 1,48 bilhão para o próximo ano.

O valor ainda precisa ser validado pelo Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), em reunião que está prevista para a primeira quinzena de dezembro. O orçamento previsto para Minas Gerais está 12% menor, uma vez que os recursos totais do FNE para 2021 também ficaram inferiores, devido à queda na arrecadação.

O superintendente do Banco do Nordeste para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, Wesley Maciel, explicou que a programação dos recursos foi feita com a participação de diversos parceiros, incluindo representantes do comércio, da indústria, do setor agropecuário e de representantes do governo de Minas Gerais. A participação dos segmentos econômicos e do executivo estadual é considerada essencial para a confecção da proposta e para atender a demanda.

“Com a perspectiva de orçamento, ouvimos as demandas e analisamos onde os recursos poderão ser alocados. Este ano, a proposta inicial, que pode ser alterada caso haja demanda e recursos para serem remanejados, é de R$ 1,48 bilhão para Minas Gerais. O valor responde por cerca de 5% do valor total previsto para o FNE em 2021”, explicou Maciel.

Ainda conforme o representante do BNB, em relação ao valor previsto para 2021, os mesmos estão menores, uma vez que devido à pandemia de Covid-19 houve queda na arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que são as origens dos recursos do FNE.

“Com a pandemia e a paralisação de diversas atividades econômicas, houve uma redução drástica na arrecadação e teremos menos recursos sendo encaminhado para o FNE. O valor total a caiu de R$ 30 bilhões, em 2020, para R$ 24 bilhões em 2021”, disse.

De acordo com os dados do Banco do Nordeste, do total de R$ 1,48 bilhão em crédito a ser liberado na área de atuação do banco em Minas Gerais, a previsão é destinar para as empresas dos setores de comércio e serviços, R$ 250 milhões em investimentos. A agricultura deve ter à disposição R$ 154 milhões e a pecuária mais R$ 320 milhões.

As indústrias terão R$ 130 milhões e para as agroindústrias a previsão é de R$ 19,1 milhões. O turismo receberá R$ 7,7 milhões. Para os projetos de estrutura estão previstos R$ 600 milhões. Os financiamentos para aquisição de sistemas de energia solar para pessoas físicas, por meio da linha FNE Sol, ficarão com R$ 5 milhões e o crédito estudantil, o FNE P-Fies, fecha a conta com R$ 840 mil.

Maciel explica que os recursos são importantes para promover investimentos e o desenvolvimento econômico. Além dos juros mais baixos que os praticados nas demais instituições financeiras, o período de carência é estabelecido conforme a necessidade do cliente e do tipo de negócio que ele irá investir, o que contribui para os negócios.

“Este recurso é o mais barato do Brasil e trabalhamos com prazos mais adequados para quem está empreendendo, seja no campo e ou na área urbana. O crédito promove o desenvolvimento ao dar condições ao empreendedor de aplicar os recursos tomados no negócio, gerar receita para pagar o empréstimo e para manter os negócios”, disse.

As taxas de juros variam conforme o porte do empreendimento, saindo de 1%, na agricultura familiar, até 5,5% para empresas de grande porte, por exemplo. Já a carência é avaliada conforme a necessidade do cliente.

Inter aumenta capital em R$ 1,2 bilhão

O Inter anunciou ontem que o Banco Central autorizou o aumento de capital em R$ 1,2 bilhão. De acordo com o banco, com a captação, a instituição avança na consolidação da plataforma de serviços, que também contempla a oferta seguros, marketplace e investimentos, indo além dos serviços financeiros. Esse é o terceiro movimento de captação de recursos feito pela instituição em 30 meses, com um total de R$ 3 bilhões levantados até o momento.

Com a última captação, o patrimônio líquido do Inter vai de R$ 2,1 bilhões para R$ 3,3 bilhões. Os valores foram apurados, mediante a oferta, de 39,15 milhões de ações preferenciais nominativas, escriturais e sem valor nominal, além de 16,84 milhões em ações ordinárias, ao preço de emissão de R$ 20,83 por ação.

Os recursos líquidos da oferta serão investidos na expansão e melhoria do modelo de negócios da empresa. Sendo 20% destinados ao lançamento de novos produtos e serviços e 80% para expansão dos negócios por meio de aquisições estratégicas.

Com a capitalização, o Inter pretende também aumentar as operações de crédito, principalmente voltadas ao segmento imobiliário, empresas e consignado, como forma de expandir sua estratégia de crescimento, para fazer frente ao aumento da base de clientes.

“O resultado da oferta de ações mostra que os investidores acreditam no nosso modelo de negócio e desejam estar com o Inter no longo prazo”, diz o CEO do banco, João Vitor Menin, em nota.

“Com o aumento acelerado de nossa base de clientes e o lançamento constante de novos produtos e serviços, mostramos às pessoas que temos muitas oportunidades de crescimento além de dos serviços bancários, haja vista o sucesso de nosso marketplace e de nossa área de investimentos, por exemplo”, conclui.

De acordo com a B3, as ações foram liquidadas em tempo recorde. O lançamento da oferta ocorreu no dia 26/8, com liquidação na quarta-feira (9). Os coordenadores do follow on foram Bradesco BBI, BTG Pactual, JP Morgan e Santander.