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MG Grafeno deve ampliar a produção

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A primeira e única planta de produção de grafeno em Minas Gerais passa por adaptações e terá capacidade de produzir, já em 2022, 500 quilos/ano do nanomaterial, expansão de 400% da produção atual.

O projeto MG Grafeno – iniciativa da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) – está na fase de adaptação da planta e aquisição de equipamentos para essa finalidade. O projeto também busca, nessa fase, fortalecer parcerias para viabilizar comercialmente o produto.

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O grafeno é um nanomaterial oriundo do grafite. É leve, mas com resistência mecânica maior que a do aço. Adicionado aos polímeros, por exemplo, torna o produto mais forte. Tem propriedades como impermeabilidade e anticorrosão. Inglaterra, Estados Unidos e China também têm investido na produção de grafeno. “É um mercado em expansão e, sendo Minas Gerais um produtor de grafite, há muita potencialidade”, avaliou o coordenador de produção do MG Grafeno, Flávio Plentz.

O MG Grafeno existe desde 2016 e fica na sede do CDTN, no campus da UFMG. O projeto recebeu investimentos de aproximadamente R$ 50 milhões da Codemge. Na planta, são desenvolvidas tecnologias para a produção de grafeno de alta qualidade, a baixo custo e em larga escala. Diversas aplicações do nanomaterial já foram testadas e certificadas. “Chegamos a um custo e qualidade de produção que já viabiliza a aplicação comercial”, informou Plentz, que é professor do departamento de física da universidade.

Na primeira fase o projeto desenvolveu conhecimento de produção e caracterização dos produtos. A segunda fase, que começou em 2019, certificou e consolidou o portfólio. A pesquisa de aplicações foi realizada em parceria com a iniciativa privada. Nesta nova fase, segundo Plentz, a planta está em expansão, serão incluídos novos equipamentos. Assim, a produção que hoje é de 100 kg passará para 500 kg/ano.

Atualmente, são produzidos pelo MG Grafeno três produtos da família do grafeno. Um deles é o grafeno de poucas camadas, considerado o mais nobre. As aplicações estão em composições com polímeros, na fabricação de tintas, baterias, sensores, em segmentos da indústria eletrônica, entre outros.

As nanoplacas de grafeno entre cinco e dez camadas são usadas em projetos com fibras poliméricas, polímeros para embalagens e resinas epóxi. Já as nanoplacas de grafite têm uso na fabricação de tintas e revestimentos.

Parceria – A parceria com a iniciativa privada é fundamental em todas as fases do projeto, na avaliação de Flávio Plentz. O trabalho em conjunto vai desde o fornecimento de grafite, feito pela Nacional Grafite, com planta em Itapecerica – até rodadas pilotos em fábricas.

Há companhias parceiras na área de polímeros, de recobrimentos anticorrosivos, de resinas epóxi e até de baterias. A Oxys Energy é uma das parceiras do projeto. “O objetivo perseguido desde o começo é levar o know-how para a iniciativa privada, viabilizar a comercialização e tornar Minas um importante produtor de grafeno”, finalizou.

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