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Economia

MG soma mais de R$ 39 bi em investimentos no 1º semestre de 2021

Aportes são direcionados aos setores de construção civil, automotivo, autopeças, siderurgia, energia e alimentícios

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A instalação do centro de distribuição de Extrema faz parte de investimentos de R$ 4 bilhões do Mercado Livre para expandir a presença no País | Crédito: Vinicius Stasolla-Divulgação
A instalação do centro de distribuição de Extrema faz parte de um investimento de R$ 4 bilhões do Mercado Livre para expandir a presença no País | Crédito: Vinicius Stasolla-Divulgação

Não é novidade que Minas Gerais é considerado o segundo melhor Estado do país quando o assunto são investimentos, ficando atrás apenas do estado de São Paulo. Esse dado é confirmado pela pesquisa da Doing Business Subnacional Brasil 2021, do Banco Mundial, que mede os ambientes de negócios em todo o mundo.

O estudo mede a regulamentação das atividades de pequenos e médios negócios em cinco áreas: abertura de empresas, obtenção de alvarás de construção, registro de propriedades, pagamento de impostos e execução de contratos.

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Mesmo em meio à crise pandêmica, continuamos a alcançar bons resultados. Conforme dados divulgados pela Agência de Programas de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (INDI), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), em 2020 fechamos em R$ 32 bilhões de investimentos no Estado

Conforme levantamento do DIÁRIO DO COMÉRCIO, apenas no primeiro semestre deste ano, Minas já soma R$ 39.635.137.615 bilhões em acordos de investimento. De acordo com o INDI,  a expectativa é que até o fim do exercício as cifras cheguem a R$ 60 bilhões.

Confira a lista das empresas investidoras:

Entre as regiões que ganharam os maiores investimentos estão a Central/Região Metropolitana de Belo Horizonte, com destaque para os setores de siderurgia, automotivo, autopeças, e a região Norte de Minas para os setores de energia e metalurgia.

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Além disso, os investimentos favoreceram a geração de emprego com mais de 20 mil postos de trabalho diretos e mais de 46 mil indiretos em todo o estado de Minas.

Segundo o diretor de Atração de Investimentos do INDI, Adriano Carvalho, os números positivos são graças a alguns setores específicos.

“Principalmente aos setores automotivos e de autopeças em 2020, que tiveram investimentos expressivos no Estado e aumento relevante na empregabilidade. Outro setor que tem chamado a atenção neste ano é o da construção civil, que na pandemia conseguiu manter grande parte, senão a maioria dos empregos, e teve um crescimento expressivo”, explica.

Adriano Carvalho reconhece que pequenos e médios empresários sofreram com as restrições causadas pela Covid-19. “Muitos tiveram o faturamento desfalcado e não conseguiram arcar com as despesas do empreendimento, funcionários e outras questões. É importante a gente ressaltar que Minas está dando apoio a esses empresários nesse momento de dificuldade econômica”, reforça.

De acordo com Carvalho, setores como automotivo, farmacêutico, tecnológico, da construção civil e da siderurgia têm chamado a atenção para grandes investimentos no Estado, enfrentado a crise econômica causada pela pandemia.

Outra questão que estaria favorecendo o Estado, segundo dados do INDI, é o comércio eletrônico e tecnológico, consolidados através das redes sociais e pelo processo on-line.

“O que percebemos é que os consumidores mineiros, de um modo geral, tinham receio de realizarem compras on-line. Hoje, isso mudou devido à pandemia e com a instalação das redes Amazon e Mercado Livre em Minas. Agora precisamos que os empresários aprendam a vender, porque temos um grande potencial tecnológico no Estado, mas muitos empresários ainda não sabem aproveitar essa rede de negócios”, avalia.

Adriano Carvalho - diretor de investimentos do INDI
Adriano Carvalho | Crédito: Divulgação

Mesmo com um saldo positivo em investimentos para o Estado, a abertura e fechamento de empresas tiveram um impacto significativo na economia de Minas por causa da Covid-19. A analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, Bárbara Castro, avalia que as restrições de circulação e a contenção para abertura do comércio prejudicaram muitos negócios.

Apesar disso, o número de empresas que tiveram as atividades encerradas em 2020 foi menor se comparadas ao ano de 2019. De acordo com Sebrae Minas, em 2020 foram 116.144 negócios encerrados e em 2019 foram registrados 358.509 empreendimentos fechados.

“Isso significa que o mercado é muito dinâmico e depende muito do cenário econômico que estamos vivendo. Estamos ainda sob influência da pandemia e isso significa que muitos estão se reinventando”, explica.

Investimentos com tecnologia

Em contrapartida, devido aos altos índices de desemprego, muitas pessoas resolveram empreender. Bárbara Castro aponta que o fechamento de alguns postos de mercado de trabalho e a baixa da renda familiar levaram muitas pessoas a vêem como saída o empreendedorismo.

“Observamos que muitos tiveram que se reinventar mesmo neste momento turbulento. Com um ano e meio sofrendo os impactos da crise da pandemia, as empresas migraram para atendimentos digitais para alavancar os negócios, e isso vem dando certo”, comenta.

Nessa onda, o Sebrae Minas capacita os empreendedores e empresários com o objetivo de conhecerem as ferramentas de venda on-line, práticas gerenciais e de mercado. “Isso faz toda a diferença para manter a clientela. Expor os produtos de forma adequada e impulsionar as vendas”, complementa a analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, Bárbara Castro.

Bárbara Castro reforça que além dos investimentos dentro das vendas on-line, os empresários não podem esquecer os espaços físicos. “Os clientes querem ser bem atendidos, estarem perto de boas experiências e conhecer a qualidade dos produtos oferecidos. Por isso, também é importante não esquecer o investimento da loja presencial”, opina.A expectativa para o futuro é que os negócios em Minas fechem com saldo positivo este ano.

“A vacinação ainda é lenta, mas está avançando. Nos últimos três meses, o Índice de Confiança dos Empresários está positivo. E tudo leva a crer que fecharemos o ano com dados que comprovem isso. Só a última projeção do Banco Central do PIB de 3,6% para 5% agora já é um bom sinal. Quer dizer uma boa disposição para investimentos e também para os consumidores voltarem a consumir”, salienta.

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