O Norte do Estado é palco de grandes investimentos em geração de energia solar | Crédito: Divulgação

Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), Minas Gerais tem registrado aumento na atração de investimentos, de acordo com a Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi).

Para se ter uma ideia, o saldo total já é de mais de R$ 5,6 bilhões, relativos aos cinco primeiros meses deste ano, e que correspondem a 56 projetos firmados por protocolos de intenção. Já 2019 registrou, ao todo, R$ 4,8 bilhões, valor que, inclusive, é o dobro do verificado em quatro anos, de 2015 a 2018.

De acordo com o secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fernando Passalio, o montante dos cinco primeiros meses de 2020 já supera as projeções feitas em 2019 para este ano. “O Estado se preparou para isso, com um atendimento intenso e dedicado ao investimento. Todas as ações se materializam na confiança do investidor”, destaca.

Conforme Fernando Passalio, esses investimentos fazem jus a eventuais regimes especiais de tributação, mas nada criado especificamente. Tudo, diz ele, é com base no que o próprio Governo de Minas já tinha em seus pacotes.

Nesse cenário, o setor de maior destaque é o de energia, com praticamente a metade do valor investido até agora em Minas Gerais. Em material enviado para a imprensa, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que “Minas se tornou um mercado bastante promissor para quem quer trabalhar hoje com energia distribuída, porque somos um Estado competitivo, temos um bom índice solar na região Norte e as empresas, na crise, começam a buscar alternativas para reduzir custos”.

Além disso, outros setores que também têm sido destaque na atração de investimentos para o Estado são os de mineração e alimentação, segundo Fernando Passalio.

Pandemia – Os aportes chegam em um momento crucial, o da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que tem impactado bastante a economia não só do Estado, como do País e do mundo. Conforme destaca o secretário-adjunto da Sede, a expectativa é a de geração de 4.793 empregos em Minas Gerais.

“Algo muito importante em meio à pandemia, aliado ao programa Minas Consciente, que foca uma retomada gradual e responsável. Vai acabar contribuindo para mitigar os efeitos da crise”, afirma.

Crise essa, aliás, que não provocou adiamentos de destaque nos investimentos, diz Fernando Passalio, mas apenas algo pequeno e pontual. “A área de construção civil não parou. As obras continuaram em andamento”, afirma ele.

Norte de Minas – A maior beneficiada com os investimentos em Minas Gerais deverá ser a região Norte do Estado, com uma fatia de aproximadamente R$ 4,2 bilhões dos investimentos e 2.044 empregos. Os projetos para a região estão distribuídos entre as cidades de Bocaiúva, Capitão Enéas, Jaíba, Janaúba, Jequitaí, Pirapora, São João da Ponte e Várzea da Palma. Já o restante dos investimentos vai para outras 30 cidades, das demais regiões de Minas Gerais.

Entre os investimentos no Norte do Estado está o da Aurora Energias Renováveis, que fará mais duas implementações na região, totalizando R$ 1,9 bilhão. As operações devem ter início em 2023, com geração de 120 empregos diretos.

Implantação – Segundo os dados do Indi, R$ 9 bilhões em investimentos serão implantados ainda em 2020. O montante inclui os projetos assinados neste ano e em anos anteriores, cuja programação de conclusão era para 2020.

Um exemplo desses aportes é a fábrica do Grupo Petrópolis em Uberaba, na região do Triângulo Mineiro. Ao todo, são R$ 700 milhões em investimentos. Aproximadamente 400 empregos diretos deverão ser gerados.

Além disso, diz Fernando Passalio, o Estado continuará focando os investimentos e, inclusive, pensando na diversificação da economia mineira.