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Minas acumula superávit de 185.578 empregos

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Setor de serviços gerou 11,8 mil postos de trabalho em Minas Gerais em junho e foi o principal empregador no período | Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília.

O saldo de empregos em Minas Gerais ficou positivo em 185.578 vagas no acumulado do primeiro semestre. No mesmo período do ano passado, o Estado havia registrado a extinção de 124,9 mil empregos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério da Economia.

Somente em junho, foram registradas 172.521 admissões, contra 139.703 desligamentos, saldo de 32.818 postos de trabalho. O resultado representa alta de 16.066% na comparação com o mesmo intervalo de 2020, quando o saldo ficou positivo em 203 empregos, com 105.202 admissões e 104.999 desligamentos.

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Vale lembrar que o governo federal adotou uma nova metodologia da pesquisa para o Caged. Anteriormente, os dados eram computados utilizando informações da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), agora também entram as informações do eSocial, o que resulta em mais categorias consideradas.

No acumulado de janeiro a junho, o saldo do Caged ficou positivo em 185.578 vagas de trabalhos no Estado. Nos últimos 12 meses, quando 1.927.158 pessoas foram admitidas, contra 1.592.801 desligamentos, o saldo foi positivo em 334.357 empregos.

Setores que mais empregaram em junho

O setor de serviços foi o que mais gerou empregos em Minas Gerais no mês passado, com 11.871 novos postos. De acordo os dados do Caged, o setor foi responsável por 36,17% de todo o saldo positivo, seguido pelo comércio, com 8.301 novas vagas, ou seja, 25,29% do total.

Em terceiro ficou a indústria geral, com 7.086 novos postos de trabalho criados no mês passado. A construção civil gerou 4.037 empregos em junho no Estado, de acordo com o Caged.

Ainda conforme os dados do Caged, na região Sudeste do País, Minas Gerais é o segundo estado que mais gerou emprego em junho com 20,46%, ficando atrás apenas do estado de São Paulo.

Mudança de metodologia é problema

O economista e professor do Ibmec Paulo Casaca avalia que o saldo é positivo, mas que não pode ser utilizado como comparativo. “A metodologia utilizada é diferente e ainda não temos parâmetros suficientes para fazermos esse comparativo. O Caged deveria divulgar os números no método novo e antigo e, assim, conseguiríamos comparar os números e o real crescimento”.

Casaca ressalta que somente com a utilização das duas metodologias é possível dizer quais são as diferenças reais entre os resultados e o período da pesquisa. O economista pontua ainda que, apesar disso, vale considerar que o saldo positivo é um bom sinal se avaliarmos que esses dados foram coletados em um período de pandemia. “Resultado significativo porque passamos por uma crise devido à Covid-19 e se alcançamos um saldo positivo é um resultado muito bom”, acrescenta.

A presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Erika Morreale, acredita que o saldo positivo na empregabilidade em Minas está ligado ao avanço da vacinação e aos baixos números de internações e mortes no Estado.

“Estamos vivendo um período de relaxamento a respeito das restrições causadas pela pandemia. Com a retomada das atividades econômicas, a melhoria do trabalho formal. Tudo isso ajuda para o saldo positivo para o vínculo para novos trabalhos”, explica.

Erika Morreale avalia que os números foram bem favoráveis para o setor da indústria e da construção civil. “Os dados do Caged mostram essa integração dos setores que tiveram resultados positivos. É o setor de serviço que impulsiona o comércio, a construção civil, a indústria e assim vai movimentando toda a cadeia”, reforça.

Outra questão pontuada pela economista é a respeito dos benefícios concedidos aos trabalhadores durante os grandes picos da pandemia do Covid-19. “O benefício emergencial que garantiu a estabilidade dos empregos foi um fator que contribuiu para que esses números continuassem positivos nesse período. Isso quer dizer que agora com a abertura e avanço da economia, esses empregos vão se mantiver, porque a produção é retomada de maneira firme e acelerada e, acaba estimulando a abertura de novas vagas”, esclarece.

Erika Morreale reforça ainda que o saldo positivo para empregos estimula a economia e mostra que Minas Gerais é um ótimo estado para investimentos e empregabilidade, o que aquece a economia e os investimentos.

Saldo ficou positivo em 309,1 mil vagas no País

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