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Crédito: Pedro Ventura/Agência Brasil Usada em 24-10-19

Minas Gerais atingiu seu melhor saldo entre empregos criados e desligamentos em 2020: foram 36.505 postos de trabalho no mês de setembro. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, no último mês foram admitidos 150.248 funcionários. No mesmo período, houve 113.746 demissões. Os dados foram divulgados ontem.

Este é o quarto mês consecutivo em que o Estado registra ampliação das vagas de emprego, com destaque para os setores de indústria e serviços. O número mostra a recuperação da economia mineira, afetada pela pandemia de Covid-19, principalmente no primeiro semestre de 2020. A melhora do quadro está associada à retomada da economia e à flexibilização das medidas de isolamento social em parte dos municípios.

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Pnad – Por outro lado, na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desocupação em Minas Gerais atingiu 12,6% em setembro, o maior valor desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, teve início em maio deste ano.

No entanto, apesar de o nono mês de 2020 ter registrado 1,3 milhão de pessoas sem ocupação no Estado, os dados da entidade também mostram que estatisticamente há uma estabilidade nos números quando comparado a agosto (12,3%). Além disso, de maio a setembro, o Estado ficou abaixo da média nacional que, no último mês, apresentou taxa de desocupação de 14%.

Monitor – Acompanhando o cenário, o governo de Minas lança, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), o Monitor do Mercado de Trabalho Mineiro. O painel reúne os principais indicadores de trabalho e emprego de diversas bases de dados. O objetivo da ferramenta é permitir livre acesso a essas informações e análises de forma eficiente, simples e acessível.

Com o novo instrumento, será possível garantir um planejamento mais eficiente de políticas públicas com base nas principais informações sobre o mercado de trabalho de Minas Gerais.

O monitor fornece informações sobre movimentação do mercado de trabalho (admitidos, desligados, saldo de empregos), com diversos níveis de desagregação social e regional; caracterização de determinados públicos dentro e fora do mercado de trabalho formal, além de análise quantitativa dos setores econômicos de Minas Gerais, recortes demográficos e caracterização do público empregado em cada área da economia.

São utilizadas informações do Caged e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério da Economia. Em breve, novas bases serão incorporadas à ferramenta, que contará com uma atualização periódica. (Agência Minas)

Caged atinge resultado recorde no Brasil

Brasília – O Brasil abriu 313.564 vagas formais de trabalho em setembro, melhor performance para o mês da série histórica iniciada em 1992, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado ontem pelo Ministério da Economia.

Este foi o terceiro resultado positivo consecutivo do Caged que veio na sequência de uma perda expressiva de vagas ocorrida de março a junho, sob o impacto da pandemia de Covid-19.

O dado também superou expectativa de analistas que projetaram, em pesquisa Reuters, criação líquida de 212.874 postos no mês. No acumulado do ano, houve fechamento de 558.597 vagas, informou o ministério.

Em breve participação na coletiva de imprensa do Caged, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou que, na comparação com o mesmo período de anos anteriores, esse saldo negativo é menor que o ocorrido das últimas vezes em que o Produto Interno Bruto (PIB) ficou negativo: 2015 (-657.761 vagas) e 2016 (-683.597).

Na avaliação do secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, os dados do Caged denotam que o mercado de trabalho já voltou a crescer, e que essa retomada foi em um “V efetivo”.

Sobre o risco de que os dados no azul dos últimos meses tenham sido influenciados por uma subnotificação de desligamentos por parte das empresas que tenham paralisado atividades informalmente por causa da crise, técnicos da pasta defenderam que as informações divulgadas são aderentes a todas as outras variáveis de recuperação.

O assessor da Secretaria de Trabalho, Luís Felipe Oliveira, afirmou que pelo fato de o Caged ser um registro administrativo, há todo mês um ajuste nos dados reportados em relação ao mês anterior exatamente porque essas informações podem chegar com algum tipo de atraso.

“Chegavam também em outros anos, faz parte do dia a dia das empresas esse tipo de declaração, e esse saldo é sempre corrigido nas séries com esses ajustes”, disse Oliveira.

“Mas essas situações colocadas não invalidam a trajetória de recuperação nem o saldo positivo”, afirmou ele, defendendo que tanto a Pnad Contínua quanto indicador de expectativa de emprego apontam na mesma direção do Caged.

Já Bianco defendeu que o aumento das contratações é o que demonstra “retomada inequívoca”. Em setembro, elas somaram 1.379.509, acima das 1.131.473 de agosto e próximas das 1.389.872 de setembro do ano passado.

Os desligamentos, por sua vez, alcançaram 1.065.945, abaixo do patamar de 1.221.563 de igual mês de 2019.

Setores – Todos os setores ficaram no azul em setembro, com destaque para a indústria, com abertura de 110.868 empregos formais.

O setor de serviços melhorou seu desempenho na comparação com agosto com saldo positivo de 80.481 vagas, sobre 42.545 no mês anterior. Em nota, o ministério chamou atenção para a área de alojamento e alimentação, que teve resultado positivo pela primeira vez desde o início da pandemia com a abertura de 4.637 novas vagas.

No comércio foram 69.239 postos criados, enquanto na construção e na agropecuária os números ficaram em 45.249 e 7.751, respectivamente.

Para o segundo semestre, a expectativa do Ministério da Economia é que, a despeito do cenário de pandemia, o país registre saldo positivo na criação de empregos formais, afirmou a coordenadora-geral de Cadastros, Identificação Profissional e Estudos da Secretaria de Trabalho, Mariana Eugênio.

Ela disse que essa é a tendência histórica para a segunda metade do ano, lembrando que, por motivos sazonais, dezembro costuma ser um mês de demissões líquidas. (Reuters)

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