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Mortalidade de pequenos negócios é elevada em MG

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Planejamento é fundamental para quem deseja abrir e manter pequeno negócio - Crédito: Pixabay
A desburocratização dos processos de abertura e fechamento do MEI favorece a rotatividade | Crédito: Pixabay

Diariamente, novos negócios surgem e muitos encerram suas atividades. O mais recente levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) revelou que cerca de 9,5% dos pequenos negócios abertos no Estado durante a pandemia foram fechados antes mesmo de completarem cinco meses.

Como destaque do estudo, realizado com base nos dados da Receita Federal e que consideram as pequenas empresas abertas entre abril de 2020 e junho de 2021, está o dado sobre a equivalência entre pequenos negócios abertos e encerrados: em Minas Gerais, a cada pequena empresa fechada outras 2,9 foram abertas. 

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Em números absolutos, o estudo aponta que cerca de 477 mil empresas, entre MEI, microempresa (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), foram abertas no Estado no período, enquanto 164 mil deram baixa nas atividades anteriormente exercidas. 

Especificamente no caso dos pequenos negócios categorizados como MEI, aqueles que abriram as atividades a partir de abril de 2020 e as encerraram até junho de 2021 representam 89% dos negócios encerrados no período do estado – indicador também chamado de taxa de mortalidade -, o que demonstra o tempo curto de vida desses microempreendedores. Entre as ME e EPP, essa taxa corresponde a 5,4% e 3,3% no período, respectivamente. 

O dinamismo nos pequenos negócios e MEI

Segundo a analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae-MG, Bárbara Alves Araújo de Castro, esses dados mostram o dinamismo que já é característico dos pequenos negócios, principalmente dos Microempreendedores Individuais (MEI).  “O mercado sempre foi muito dinâmico. E é importante destacar que no período (pandêmico) considerado para o estudo muitas pessoas perderam o emprego ou tiveram a renda diminuída. Essas pessoas tiveram que empreender por necessidade, mas podem não ter se preparado”, explica a especialista.

Entre os fatores considerados pelo Sebrae-MG e que explicam a rotatividade e alto número de MEI fechadas estão a falta de preparo das pessoas que precisam empreender de forma imediata para garantir a renda do mês e até mesmo o retorno ao mercado de trabalho para aqueles que têm a oportunidade de ingressar novamente a vagas formais. Além disso, a desburocratização dos processos que envolvem a abertura e o fechamento do MEI contribui para esse movimento. 

“Algumas pessoas voltaram ao mercado de trabalho formal em busca da estabilidade e por isso se desfizeram do MEI. É uma das hipóteses que trabalhamos aqui na Unidade. Mas a questão do MEI é muito peculiar, porque essa figura jurídica deu um impulso a mais no empreendedorismo e tirou pessoas da informalidade. Ao mesmo tempo, as pessoas têm certa facilidade na abertura do negócio, na questão das exigências. Esse é um ponto que vai diferenciar o MEI dos outros negócios, principalmente das ME e PP, que têm exigências mais complexas. Desde a criação do MEI, se a pessoa vislumbra outra oportunidade, ela segue outros caminhos e até mesmo migra de porte”, afirma Bárbara Alves. 

A necessidade do planejamento 

Ainda de acordo com a analista do Sebrae-MG, o ponto fundamental para novos empreendedores ou aqueles que desejam abrir um pequeno negócio está no planejamento. “Ele (o planejamento) começa antes mesmo de abrir o negócio? É necessário que a pessoa faça autoavaliação sobre as habilidades necessárias, características que ela têm para empreender e o que precisa ser aprimorado. Ele (empreendedor) precisa pensar também no ramo, buscar informações sobre clientes e pensar as práticas para fazer a boa gestão do seu negócio e com isso aumentar a competitividade”, aponta Bárbara Alves.

Bárbara Alves fala sobre importância de buscar informações para manter negócios e aumentar competitividade – Crédito: arquivo pessoal

Para Bárbara Alves, a falta de recurso financeiro pode e deve ser superada por meio dos conteúdos gratuitos que estão disponibilizados na internet, além da orientação oferecida pelo próprio portal do Sebrae-MG, por exemplo.

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