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MRV obtém maior receita operacional líquida da história

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O número de unidades produzidas pela MRV em 2019 aumentou 13% - Crédito: NITRO IMAGENS

A MRV Engenharia e Participações S/A, sediada em Belo Horizonte, registrou a maior receita operacional líquida da história da companhia no terceiro trimestre deste ano, atingindo R$ 1,569 bilhão. O número é 16,1% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado, que registrou R$ 1,352 bilhão, e 26% superior ao alcançado no terceiro trimestre de 2017, que chegou a R$ 1,245 bilhão. Os dados constam no balanço financeiro divulgado ontem pela empresa.

O diretor-executivo de finanças e relações com os investidores da companhia, Ricardo Paixão, afirma que um dos quadros que contribuem para esse resultado é a atual demanda por imóveis, que está bastante alta. “Também podemos destacar o crescimento do poder de compra do consumidor”, frisa.

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O profissional destaca que, analisando somente os 162 municípios em que a empresa está presente, são formadas 400 mil famílias por ano. Em seu balanço, a companhia também traz dados do Ministério de Desenvolvimento Regional e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que indicam que, de 2020 a 2030, haverá a demanda por 10,2 milhões de domicílios – somente na região Sudeste esse número será de 3,64 milhões.

Vendas líquidas – Outro marco na história da companhia foi o aumento nas vendas líquidas no terceiro trimestre deste ano. O crescimento foi de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Quando a comparação é feita com o segundo trimestre deste ano, o incremento foi de 5,7%.

“Esta evolução é reflexo de uma política comercial agressiva implementada pela companhia, que será mantida em busca de um aumento ainda maior no volume de vendas”, diz a empresa.

Lucro em queda – Apesar desses números positivos, o lucro líquido da empresa diminuiu quando se compara o terceiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2018, passando de R$ 174 milhões para R$ 160 milhões, uma redução de 8%.




Em sua contextualização do terceiro trimestre de 2019, a companhia afirma que “foi observado, no terceiro trimestre, uma longa paralisação nas contratações dos financiamentos à construção (PJ) e nos repasses das vendas do Minha casa, minha vida, que perdurou do dia 26 de julho à 20 de setembro. O motivo desta paralisação foi a falta de recursos da União para arcar com seu percentual de 10% dos subsídios oferecidos aos clientes do MCMV, ainda que os 90% dos subsídios a serem depositados pelo FGTS estivessem disponibilizados”, diz.

A empresa também afirma que “com a mencionada paralisação de 56 dias nos repasses da Caixa Econômica Federal, parte das vendas feitas no terceiro trimestre não teve o repasse feito dentro do próprio trimestre, o que refletiu na queda no número de unidades repassadas no período”, afirma. Os dados mostram que esse número de unidades repassadas teve queda de 32,5%, para 7.266.

Distratos – Outro número importante, lembra Ricardo Paixão, diz respeito ao volume de distratos em volume geral de vendas (VGV), que vêm diminuindo ao longo do tempo. Para se ter uma ideia, enquanto no terceiro trimestre de 2015 eles somavam R$ 422 milhões, o número caiu para R$ 95 milhões no terceiro trimestre deste ano. Quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado, em que foram registrados R$ 279 milhões, a diminuição foi de 66,1%.

“Nós passamos a reconhecer a venda quando o cliente já contratou o financiamento imobiliário com o banco”, diz.

A produção da empresa também tem apresentado crescimento, conforme destaca Ricardo Paixão, o que tem contribuído bastante com os seus números positivos. Nos nove primeiros meses deste ano, foram produzidas 30.537 unidades, o que representa um crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram produzidas 27.027. Já na comparação com os nove primeiros meses de 2017, que registraram 25.078 unidades, o incremento foi de 21,8%.

Diversificação – O diretor-executivo de finanças e relações com os investidores da MRV também afirma que a empresa tem focado a estratégia de diversificação. De acordo com ele, as taxas de juros mais baixas têm feito com que os bancos privados consigam oferecer condições de financiamento competitivas.




No terceiro trimestre deste ano, houve um incremento no volume de vendas de unidades com funding do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), chegando a 7,5% das unidades e 9,8% do VGV. No trimestre anterior, os números registrados foram 5,5% e 7,5%, respectivamente.

“À medida que a gente tem um poder de compra maior do consumidor, começamos a atuar em uma linha de padrão que não necessariamente tem de ser financiada pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). É importante diminuir a dependência que a companhia tem do FGTS”, salienta ele.

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