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Rio de Janeiro – A Odebrecht Engenharia & Construção espera acelerar conversas com a Petrobras para se tornar novamente apta a prestar serviços à petrolífera e conseguir, já no segundo semestre, participar de licitações da estatal, disse a diretora de compliance do grupo Odebrecht, Olga Pontes, ontem.

Segundo Olga, após a acordo de leniência firmado pela holding Odebrecht SA em 2016, uma série de normas de governança e procedimentos foram adotados pelo grupo e suas subsidiárias. “Sem sombra de dúvidas já estamos prontos para voltar a prestar serviços à Petrobras”, afirmou a executiva em entrevista à Reuters.

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A executiva disse que reuniões entre representantes da Odebrecht e Petrobras ocorrerão nos próximos dias e os avanços na área de compliance e governança serão apresentados para a petrolífera brasileira.

A expectativa em torno de habilitar a construtora para licitações da Petrobras ocorre em um momento em que grandes bancos brasileiros estão negociando com a Odebrecht uma recuperação extrajudicial do conglomerado, disse, na terça-feira (11), o presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari. O grupo tem dívida de cerca de R$ 70 bilhões e tenta evitar ir pelo mesmo caminho de sua subsidiária do agronegócio, a Atvos, que, no final de maio, pediu recuperação judicial.

“No caso de obras de engenharia civil ainda não estamos liberados (para fazer negócios com a Petrobras). Nós estamos em uma quarentena e na fase de demonstrar que todas as recomendações que nos deram estão sendo implementadas. A Petrobras está averiguando isso”, disse Olga.

Oportunidade de negócios – “A expectativa da OEC é que o quanto antes a Petrobras vá a campo para verificar os requisitos que ela demandou que a OEC implementasse. Para nós é importantíssimo esse reconhecimento muito rápido, e devem ter licitações da Petrobras no segundo semestre e estamos tentando acelerar o processo para que a Petrobras reconheça e a gente possa participar”, acrescentou.




Um monitor independente do Ministério Público Federal, designado no acordo de leniência firmado em 2016 para planejar e acompanhar a mudanças internas na construtora, será chamado pela Odebrecht para dar a sua opinião à Petrobras sobre as medidas de governança e compliance adotadas pela companhia.

“Estamos muito confortáveis, porque o que a Petrobras está pedindo é muito similar ao que estamos fazendo já à pedido do MP e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que estão na nossa casa, avaliando tudo que está previsto no acordo”, declarou a executiva.

Entre os requisitos determinados pela Petrobras para a OEC estão medidas como aumento de transparência, comunicação, capacitação, due dilligence de terceiros, entre outros pontos.

A executiva da Odebrecht afirmou que a participação da empresa em concorrências da Petrobras será importante para a sustentabilidade da companhia de engenharia e construção.

“Ganhar novos contratos é importante para sustentabilidade da empresa”, afirmou Olga, sem poder especificar o quanto novos contratos poderão aliviar as negociações com os bancos. (Reuters)

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