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Onda roxa em todo o Estado vai impactar atividades econômicas

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Crédito: Luciana Montes

A extensão da onda roxa do Programa Minas Consciente para todos os municípios de Minas Gerais vai afetar negativamente as atividades econômicas do Estado. As medidas, adotadas pelo governo de Minas, e que passam a valer a partir de hoje, são mais restritivas e permitem o funcionamento apenas dos serviços essenciais e impõem toque de recolher.

Representantes dos principais setores produtivos do Estado acreditam que as medidas foram necessárias, já que houve um agravamento da pandemia de Covid-19 em Minas. Eles também cobram iniciativas e políticas públicas dos governos para conter a crise e ajudar os empresários afetados a superarem mais este desafio. Com a nova paralisação das atividades, também é esperado aumento no fechamento definitivo de empresas e alta no número de desempregados.

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A situação crítica da pandemia também fez com que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) acatasse as novas medidas do governo de Minas, que restringem a circulação de pessoas, mesmo não integrando o Programa Minas Consciente.

Em nota, a PBH esclareceu que, na sexta-feira (6), já havia anunciado medidas da fase mais restritiva de atividades com o objetivo de aumentar o isolamento social. “Por isso, manterá o decreto vigente, além da determinação do governo estadual, e conta com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para fiscalizar as novas medidas de restrição de circulação impostas pela onda roxa do Programa Minas Consciente, que não dependem de adesão”.

Segundo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o Estado chegou a um ponto, nesses últimos dias, em que o sistema de saúde entrou em colapso e o isolamento social será importante para frear o avanço dos casos.

“Estamos sendo obrigados a optarmos entre continuarmos vivendo como se nada estivesse acontecendo ou fazermos um isolamento para salvarmos muitas vidas. E eu sou favorável a salvar vidas. Em nenhum momento, nesse um ano, adotamos uma medida extrema como estamos adotando agora, porque havia condição de dar atendimento médico a quem precisava. Agora não. Não queremos ver pessoas morrendo nas ruas. Tenho certeza que essa não é a opinião do povo mineiro e, por isso, estamos adotando essa medida de 15 dias, excepcional, visando a preservar vidas”, disse Zema.

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Ainda segundo o governo de Minas, outra solução para controlar a pandemia é ampliar a vacinação. De acordo com Zema, Minas Gerais está em busca de cinco vacinas para conter a disseminação do Covid-19.  “Estamos correndo atrás de cinco vacinas: Pfizer, AstraZeneca e Coronavac, Janssen e Sputnik. Se esses laboratórios fornecerem para estados e municípios, a vacina vai chegar para Minas Gerais”, afirmou.

Prejuízos devem disparar

Com o agravamento da pandemia de Covid-19 em Minas Gerais, a implantação da Onda Roxa em todo o Estado foi aprovada por representantes dos setores econômicos.

De acordo com o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), José de Anchieta, a pandemia de Covid-19 se agravou e são necessárias medidas rigorosas para conter o avanço, como as impostas pelo governo de Minas.

“Nós, evidentemente, não estamos aplaudindo o fechamento das atividades produtivas. Mas chegamos a um ponto de descontrole da pandemia em que todos vamos pagar o preço. No momento atual, houve a castração da sociedade no direito mais relevante que é a liberdade. O governador, Romeu Zema, que é muito bem intencionado, adotou a onda roxa por necessidade e, essa decisão, legitima as ações adotadas pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil”.

Em relação aos impactos, os prejuízos do setor produtivo devem disparar. Anchieta ressalta que o fechamento das atividades produtivas atinge diversas cadeias e setores.

“As empresas estão castigadas. Nós temos que entender que há uma escalada de pessoas prejudicadas. Os empresários estão descapitalizados, endividados e a um passo da falência. Os empregados estão sem condições de prestar os serviços e precisam dos salários. Os fornecedores estão impedidos de atender. Na ponta, a indústria ficará sem produzir porque não terá para quem fornecer. Na ponta mais primária, a dona matéria-prima não terá demanda com o comércio fechado. É uma cascata de prejuízos”.

Para o representante da ACMinas, o governo federal tem obrigação de interromper qualquer outro projeto e outras ações que não priorizem o controle da pandemia e o socorro aos atingidos pela crise.

“É obrigação do Estado zelar pela sociedade, fazer tudo que for necessário para o empresário permanecer vivo, salvar o emprego, salvar a indústria, os fornecedores, a indústria de base e a sociedade . O corpo precisa ter a cabeça para o conduzir e, hoje, chegamos a esse ponto porque o Brasil é um corpo sem cabeça”, disse.

Medidas de ajuda às empresas são essenciais

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) compreende as medidas mais restritivas, mas ressalta que tão importante como o controle da pandemia, é essencial que medidas sejam tomadas para ajudar os empresários, que a cada dia, acumulam mais prejuízos.

“Os empresários não conseguem mais arcar com as obrigações financeiras sem o apoio governamental e união das esferas federal, estadual e municipais. Por isso é preciso adotar medidas financeiras, como prorrogação e revisão das taxas de empréstimos, além da votação da emenda constitucional que permite a volta do programa de suspensão de contratos e redução de salário e jornada”, explicou em nota.

Dentre as medidas defendidas pela Fecomércio também está a adoção urgente de medidas que contribuam para minimizar os impactos do novo fechamento do comércio, como a regulamentar a reedição do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEM). Além disso, é preciso ampliar e acelerar o programa de imunização da população. Somente com todos vacinados, será possível garantir o futuro da economia, a reabertura definitiva das atividades e o resgate da confiança dos empresários e consumidores.

Indústria alerta para aumento nas demissões

Os impactos da nova suspensão das atividades não essenciais nas indústrias do Estado também serão negativas. Caso as restrições se prolonguem, é esperado aumento das demissões no setor.

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, diante do risco de colapso do sistema estadual de saúde e do avanço dos casos de Covid-19, as medidas impostas pelo governo de Minas são necessárias. Também serão importantes a adoção de medidas, por parte do governo federal, para auxiliar os empresários.

“Entendemos que no momento de crise mais aguda, algumas medidas mais radicais são, eventualmente, necessárias. Lamentamos muito e acreditamos que as empresas não são as fontes propagadoras do vírus. Entendemos que tanto o comércio, como as indústrias e os serviços tomaram as medidas de precaução para manter o pleno funcionamento”.

Roscoe explica que a Fiemg está em conversa com o governo de Minas Gerais para manter as indústrias dos setores essenciais em funcionamento, assim como as que fornecem insumos para estas atividades.

“Para que as indústrias de produtos essenciais funcionem, é necessário que várias outras se mantenham ativas. Dependemos das indústrias de papel, de alumínio, metalúrgicas, uniformes, químicos, farmacêuticos, e mais uma série de insumos. Boa parte das indústrias de Minas Gerais está autorizada a continuar funcionado”.

Ainda segundo Roscoe, mesmo com boa parte das indústrias funcionando, é esperada queda da demanda, já que outros setores, como comércio e serviços serão mais afetados. O risco é de aumento do desemprego.

“Haverá queda da demanda, o que pode gerar demissões. Por isso, estamos defendendo que sejam implementadas políticas como a Medida Provisória 936 (suspensão de contrato e redução de jornada). Com isso, teremos um alívio importante para preservar os empregos. A Fiemg está trabalhando e temos sinalização do governo federal de que ela deve ser reeditada essa semana”.

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