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Algumas padarias registraram crescimento de 6% neste ano e outras fecharam as portas | Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O setor de padarias em Minas Gerais viveu realidades diversas durante todo o ano de 2020. Ao mesmo tempo em que muitos estabelecimentos da área conseguiram se reinventar e apresentar um crescimento de cerca de 6% em relação a 2019, outros fecharam as portas.

A pandemia da Covid-19 foi responsável por diferentes reflexos ao longo desses 12 meses. O balanço é do presidente  do Sindicato e Associação Mineira da Indústria da Panificação (Amipão), Vinícius Dantas, em entrevista realizada pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO.

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A diferença em relação aos resultados deste ano tem a ver com uma série de fatores. Um deles é a localização das padarias. As mais centrais, destaca Dantas, viram seus números caírem com o aumento do home office e a queda da circulação das pessoas pela região. Já as unidades localizadas em bairros mais afastados do Centro não sofreram com essa nova realidade e, ao contrário, em alguns casos, obtiveram ainda mais ganhos.

Além disso, a adaptação também foi um fator importante para a sobrevivência e até mesmo para o crescimento dos estabelecimentos do setor. Além da intensificação do delivery, muitas padarias passaram a atender as novas preferências dos consumidores em meio à pandemia, como a por produtos embalados.

A diversificação do mix foi mais um fator relevante em todo esse processo. Tanto é que os estabelecimentos que investiram em produtos para a ceia de Natal, desde salgadinhos, passando por carnes diferenciadas até bebidas artesanais, tiveram um aumento nas vendas de aproximadamente 40% em comparação ao mesmo período do ano passado, conforme relata o presidente da Amipão.

Preços – Apesar dos resultados diferenciados de acordo com cada estabelecimento, um fator atingiu em cheio praticamente todas as padarias: o aumento dos preços. Conforme relata Dantas, a alta procura por determinados produtos, como as embalagens, fizeram com que os preços se elevassem. Produtos alimentícios também passaram por esse processo, como o óleo de soja. Em alguns casos, conta ele, foi preciso repassar esses aumentos.

“Não se consegue repassar os preços integralmente. É preciso sacrificar um pouco, pois todos querem continuar vendendo. Então, os valores foram repassados com cautela. Quem tinha estoque, por exemplo, demorou um pouco mais”, explica ele. “Em casos como o do óleo de soja, que muitas vezes tem um uso pequeno no processo produtivo, dava para segurar um pouco”, destaca o presidente da Amipão.

O ano de 2020 foi de crescimento para alguns, portas fechadas para outros e alguns desafios para todos. Mas como deverá ser 2021 para o setor de padarias? Dantas afirma que quem fez as mudanças necessárias, se adequou e entendeu o que estava acontecendo em 2020 deverá vivenciar um cenário de êxito.

“Durante 2020, houve uma avaliação do que fazíamos, de como fazíamos. Muitos processos produtivos foram reinventados. O empresário teve de se adequar em nove meses a transformações que ocorreriam nos próximos dez anos. É necessário que todos fiquem bem atentos e se profissionalizem”, avalia ele.

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