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PBH vai garantir segunda fase de testes da vacina da UFMG

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Crédito: REUTERS/Dado Ruvic
Crédito: REUTERS/Dado Ruvic

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) garantirá a continuidade de parte dos testes da vacina contra a Covid-19, que vem sendo desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ontem, o prefeito Alexandre Kalil afirmou, em entrevista à TV Globo, que o município repassará os R$ 30 milhões necessários para a fase dois da pesquisa, que inclui testes em um grupo menor de humanos.

Embora esteja sendo desenvolvida em uma instituição federal, a União ainda não liberou os recursos necessários ao imunizante da UFMG. Ao contrário, neste ano, há previsão de corte de R$ 40 milhões no custeio da universidade, o que corresponde a 18,9% de todo o orçamento da instituição, segundo informações da reitoria, repassadas em reunião pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Nesse cenário, os responsáveis pela vacina precisam dos recursos federais, mas têm tentado viabilizar fases do estudo junto a outras esferas governamentais, diante da emergência pandêmica vivida pelo País.

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O convênio que será firmado entre a PBH e a UFMG está em fase de redação. Os recursos têm origem no caixa do Executivo e serão liberados em parcelas mensais, conforme evolução das etapas da pesquisa da UFMG. Diante da escassez de vacinas, o prefeito da Capital vê o imunizante como uma alternativa. 

“Isso é investimento em ciência. A UFMG foi escolhida como a universidade federal número 1 do Brasil. É um motivo de orgulho de BH e Minas Gerais. Então, a prefeitura vai garantir, sim, a continuidade dos estudos da fase 2 da vacina da UFMG”, afirmou Kalil na entrevista.

Há ainda possibilidade de que a vacina da UFMG receba outros R$ 30 milhões oriundos do acordo do governo do Estado com a mineradora Vale, em função da tragédia de Brumadinho. A destinação ainda será votada pela ALMG.

Fase 3

De acordo com uma das coordenadoras da pesquisa, Ana Paula Fernandes, na fase seguinte, a três, que precisa ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seriam necessários ainda em torno de R$ 300 milhões. Nessa etapa, os testes serão feitos em um grupo maior, entre 10 mil e 20 mil pessoas.

“Todos esses recursos são muito importantes e bem-vindos. É preciso ter a perspectiva de que temos condições de ter aqui um grande centro biotecnológico de desenvolvimento, não apenas da vacina da Covid, mas uma importante estrutura para inúmeras outras vacinas”, disse a pesquisadora, que é professora titular da Faculdade de Farmácia da UFMG. Ana Paula Fernandes afirmou que, caso todos os recursos necessários sejam viabilizados, a vacina mineira poderá estar disponível já no próximo ano.

O imunizante da UFMG utiliza plataforma tradicional, o que garante baixo custo e desenvolvimento mais simples e rápido. Segundo a universidade, o produto é do tipo quimera proteica, que cria anticorpos e células T de proteção. Nas primeiras etapas do estudo, a vacina propiciou 100% de proteção a camundongos. No dia 15 de abril, foram iniciados testes em primatas. Segundo a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, a vacina é uma das três em estágio mais avançado de testes no Brasil e poderia começar a ser produzida em 2022 em uma parceria junto à Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Funed precisa passar por adaptações

Após a conclusão dos testes do imunizante e autorização de produção por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a fabricação da vacina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) poderia ser feita na Fundação Ezequiel Dias (Funed). As tratativas sobre essa possibilidade já foram iniciadas entre universidade e governo do Estado.

A planta da fundação, localizada no bairro Gameleira, região Oeste da Capital, precisaria passar por alguns ajustes para produzir a vacina, segundo adiantou no início de março ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, o presidente da Funed, Dario Brock Ramalho. Segundo ele, seriam necessários investimentos em adequações.

Mas a vacina da UFMG não seria a única opção da Funed. Brock informou à época que a fundação está viabilizando parceria junto à Covaxx, divisão da norte-americana United Biomedical, para transferência de tecnologia e produção do imunizante. Nesse caso, a fundação precisaria passar por grandes adaptações estruturais. A Covaxx está com os estudos avançados e entrou na fase 3, que realiza testes em humanos. 

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