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Crédito: REUTERS/Diego Vara

Rio/São Paulo – A Petrobras aumentará o preço da gasolina em suas refinarias em 4% em média a partir de hoje, enquanto o diesel terá elevação de 5%, informou a companhia ontem, em movimento que leva as cotações dos combustíveis ao maior nível em três meses. O aumento é o segundo aplicado pela estatal em novembro para os dois combustíveis, após reajuste realizado no dia 12, quando subiu o valor da gasolina em 6% e o do diesel em 5%.

Com o novo reajuste, o preço médio da gasolina nas refinarias da petroleira passa a ser de R$ 1,8237 por litro, segundo dados da Petrobras, enquanto o litro do diesel passa a custar em média R$ 1,7304.

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Ambos alcançam o maior nível desde o final de agosto.

No acumulado de 2020, a cotação da gasolina ainda apura queda de cerca de 4,9%, e a do diesel registra baixa de 26,1%.

Durante o ano, porém, o litro da gasolina nas refinarias chegou a custar menos de R$ 1 e o do diesel caiu a cerca de R$ 1,30. As mínimas foram vistas entre abril e maio, quando as medidas de restrição por causa da pandemia do novo coronavírus atingiram seu ápice no Brasil.

O novo reajuste para cima ocorre em meio à firme alta nos preços do petróleo no mercado internacional, que têm sido impulsionados pelas expectativas de uma vacina contra a Covid-19 e por perspectivas de uma transição de governo mais tranquila nos Estados Unidos.

A Petrobras defende que seus preços levem em conta a chamada paridade de importação, impactada por fatores como as cotações internacionais do petróleo e o câmbio.

Ontem, o petróleo Brent subia 1,15%, a US$ 48,41 por barril, às 14:30 (horário de Brasília), maior valor desde março.

Já o dólar operava em queda de cerca de 0,9%, negociado em torno de R$ 5,33.

Apesar da nova alta anunciada pela Petrobras, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) ainda vê defasagem para as importações dos produtos, segundo o presidente da entidade, Sergio Araujo.

Pelos dados da Abicom, para acompanhar a variação da paridade do diesel a perspectiva de reajuste seria de R$ 0,23 por litro, enquanto a defasagem para a gasolina variava entre R$ 0,24 e R$ 0,15 por litro antes do novo aumento.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel. (Reuters)

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