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Petroleiros retomam os trabalhos na Regap após greve de um dia

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A contaminação de petroleiros por Covid-19 provocou uma paralisação na Regap | Crédito: Divulgação

A greve dos petroleiros da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi suspensa ontem, conforme antecipado na segunda-feira (22) pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO. A paralisação teve início na segunda-feira por conta de um surto de contaminação de Covid-19.

O coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), Anselmo Braga, destaca que a greve está suspensa por tempo indeterminado. De acordo com ele, uma reunião foi realizada ainda na segunda-feira com a Petrobras, que se comprometeu a reduzir os trabalhadores no local.

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Embora não tenha uma data definida, as expectativas são de que mais uma reunião seja realizada entre a categoria e a companhia ainda nesta semana, para alinhamento de alguns pontos.

A decisão de interromper a greve, de acordo com Braga, foi tomada também na noite de segunda-feira. Uma assembleia on-line foi realizada e mais de 90% da categoria decidiram pela suspensão temporária.

Histórico

O coordenador do Sindipetro-MG contou que mais de 200 colaboradores foram contaminados pelo novo coronavírus. Isso, disse ele, pode ter sido resultado da parada para manutenção.

“A parte operacional, que é a parte industrial da refinaria, opera no dia a dia com cerca de 70 pessoas”, disse ele. “Nesse momento em que a unidade é parada para manutenção, aumenta o número de 70 para 2.070: coloca 2.000 pessoas para dentro da refinaria”, destacou.

Em nota, a Petrobras afirmou que tem tomado medidas de prevenção e de combate à doença. “Infelizmente, observa-se o aumento dos casos em todo o Brasil e esse aumento de incidência da Covid-19 no País tem reflexo também entre os colaboradores da Petrobras. Por isso, a companhia tem adotado medidas robustas de prevenção desde o início da pandemia”, diz a empresa.

Segundo a Petrobras, na Regap, desde maio de 2020, testes rápidos são aplicados em todos os colaboradores, “como triagem para evitar a contaminação dentro das instalações da unidade”.

“Além disso, foram implantadas as seguintes ações preventivas para os profissionais que atuam presencialmente: todos os colaboradores passam por avaliação de saúde, com medição de temperatura, diariamente, na entrada da refinaria; foi adotado o turno de 12 horas, diminuindo o rodízio de pessoas na refinaria; foram reforçadas as medidas de higiene e distanciamento, além do uso obrigatório de máscaras; a refinaria contratou agentes que fiscalizam diariamente o cumprimento dessas medidas durante a parada; as equipes de saúde foram reforçadas. Todos os colaboradores são orientados a reportar qualquer sintoma e, a partir da identificação de sintomas, recebem atendimento médico, são testados e encaminhados para quarentena. Os contactantes também são identificados e passam pelo mesmo procedimento”, diz a companhia.

Companhia retoma a operação de plataformas

Rio – A Petrobras informou ontem que as plataformas P-40 e P-56, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, voltaram a operar normalmente, após uma redução da produção nos últimos dias, motivada por um surto de Covid-19 que afetou as operações da P-38, que recebe produto de ambas as unidades.

A P-38 é uma unidade do tipo FSO, sigla em inglês para a unidade flutuante que estoca e transfere o óleo produzido por outras unidades. Portanto, não tem produção própria, segundo explicou a Petrobras anteriormente.

A P-40 e a P-56 produziram juntas mais de 85 mil barris de petróleo por dia, em janeiro, segundo dados disponibilizados pela reguladora ANP em seu site. A Petrobras não detalhou quais os volumes que deixaram de ser produzidos nos últimos dias.

Em nota enviada à Reuters na sexta-feira (19), a ANP explicou que a tripulação da P-38 foi testada para Covid-19, e os resultados confirmaram infecção em 27 pessoas. Os trabalhadores que testaram positivo e contactantes de bordo foram desembarcados e substituídos, segundo a Petrobras.

O caso ocorreu em meio a um aumento de casos no Brasil, que está se refletindo nas atividades de óleo e gás.

Ontem, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) publicou uma nota informando que também houve um surto de Covid na plataforma P-48, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos.

Nesse caso, a ANP informou que as informações mais recentes de que dispõe, recebidas na véspera, relatam três casos confirmados entre trabalhadores de P-48, cuja produção segue normalizada.

Na segunda-feira (22), a ANP registrou 60 novos casos de Covid-19 em plataformas de petróleo e gás, com a média móvel de ocorrências avançando desde o início do mês.

No relatório anterior, publicado no site da reguladora na sexta-feira, 69 infectados pelo coronavírus tinham sido reportados.

Pela média móvel dos últimos 15 dias, o número de casos subiu para 45, versus 39 na publicação anterior.

A Petrobras vem afirmando que, desde o início da pandemia, foram realizados mais de 650 mil testes para detecção do coronavírus, além da imposição de medidas como “redução do efetivo presencial e ampla adoção do teletrabalho” e “reforço na higienização e distanciamento nas unidades operacionais”. (Reuters)

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