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PIB de Minas Gerais deve fechar 2020 com uma retração de 3,9%

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Com uma intensa participação na atividade produtiva mineira, a índústria de transformação tem um recuo estimado de 3,5% na produção deste ano | Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

A crise imposta pela pandemia do novo coronavírus levou a indústria mineira a um desempenho negativo sem precedentes em termos de produção. Com isso, balanço apresentado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) aponta retração de 3,9% no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado neste exercício. Apenas o setor industrial mineiro deverá recuar 3,8% frente a 2019, sendo puxado pela baixa de 3,5% na indústria da transformação.

Ainda segundo a entidade, com a baixa na demanda e as paralisações das linhas produtivas, em função principalmente das medidas de distanciamento social, a indústria extrativa mineira deverá recuar 2% e os serviços industriais de utilidade pública 5,8%. Já a construção deve cair 5% e os serviços 5,2% – sempre na comparação com 2019. Na outra ponta, apenas a agropecuária mineira deverá apresentar desempenho positivo, com crescimento de 9,8%.

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De acordo com o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, após meses de duros impactos nos diferentes segmentos industriais, a demanda voltou aquecida, proporcionando uma retomada rápida do setor produtivo no País, especialmente em Minas Gerais.

“As expectativas de recuperação da economia brasileira da última recessão foram frustradas pela crise sanitária global. O balanço de 2020 ainda registra a perda de muitas vidas humanas, assim como muitas perdas econômicas. O País contabiliza mais de 180 mil mortes por Covid-19 e projeta-se uma queda em torno de 4% do PIB nacional. Mas realizamos esforços para reverter expectativas de perdas muito maiores e esperamos que 2021 seja marcado pelo fim gradual das adversidades vividas nos últimos meses”, declarou.

Próximo ano – Neste sentido, as projeções da federação para o próximo exercício dão conta de avanço de 3,6% no PIB do Estado, sendo puxado justamente pela indústria, que deverá alcançar alta de 6% sobre 2020. Dentro do setor, a indústria extrativa deverá apresentar crescimento de 10,7%, a de transformação de 3,9%, os serviços industriais de utilidade pública de 5,7%, a construção de 8,6% e os serviços de 3,1%.

“O cenário para 2021 é muito positivo. Nossa expectativa é conseguir manter algum crescimento econômico apesar da dificuldade ainda gerada pela pandemia, em função das medidas adotadas em 2020. Além disso, com a possibilidade de concretização da vacina, fica mais afastado o risco sistêmico. Além disso, acredito que exista uma demanda reprimida em vários segmentos que poderá ser atendida por meio de investimentos que serão realizados”, afirmou.

É que, conforme Roscoe, os juros baixos estão permitindo uma revolução de investimentos em todo o País. Segundo ele, Minas Gerais já está apresentando anúncios recordes de aportes e o setor industrial tem se destacado. “Está todo mundo investindo. Entre as empresas que estão funcionando e estão com bom nível econômico-financeiro, quase todas estão com planos de investimentos robustos, os maiores dos últimos anos”, revelou.

Por outro lado, o dirigente admitiu que esse otimismo poderá ser afetado por algumas questões, como um prolongamento da pandemia e um aprofundamento da crise de saúde, alguma outra instabilidade econômica mundial e o fim do pagamento do auxílio emergencial por parte do governo federal. Este último, conforme Roscoe, em especial, uma vez que está diretamente ligado à renda e ao consumo das famílias.

“Ainda temos dúvidas quanto ao impacto do fim do auxílio emergencial. Pois veremos se o processo de recuperação já vai estar consolidado ou se haverá debilidade e alguns setores, pontualmente, precisarão de uma ajuda para seus trabalhadores por um curto período de tempo no decorrer do ano que vem. Mas, de maneira geral, o mercado de trabalho já vem retomando, os índices de Minas Gerais já estão positivos e, com isso, pelo menos no que tange ao emprego formal, vamos estar com resultados melhores ou iguais aos apurados no período pré-pandemia”, completou.

Ações – Neste sentido, o industrial reforçou que a Fiemg atuou, proativamente, no diálogo com os governos federal e estadual, sugerindo diversas ações nas áreas trabalhista, tributária, ambiental, econômica, de acesso ao crédito e de energia. Ele enfatizou as Medidas Provisórias 927 e 936, que preservaram, somente em Minas Gerais, mais de 300 mil empregos – com atuação direta da entidade na negociação com os sindicatos dos trabalhadores.

Roscoe destacou o diálogo para propor ações ao poder público | Crédito: Sebastião Jacinto Júnior / Fiemg

Desempenho pode ser o pior desde 2016

A gerente de Economia da Fiemg, Daniela Britto, detalhou o desempenho por setores em Minas Gerais e ressaltou que, no ano marcado pela pandemia, a indústria mineira apresentou um desempenho negativo sem precedentes em termos de produção. Já no que se refere ao PIB Industrial, caso se confirme, o recuo de 3,8% será o maior desde 2016, quando chegou a -5,8%.

Em relação à recuperação do parque industrial, Daniela Britto disse que já está em curso, porém, de maneira desigual entre os setores. Segundo ela, varejo e indústria recuperaram o nível pré-pandemia no terceiro trimestre de 2020, já a retomada do setor de serviços tem ocorrido de forma mais lenta.

“O segmento de serviços prestados às famílias, serviços profissionais e complementares ainda estão em nível muito abaixo do observado em fevereiro. E o problema é que o setor tem participação muito elevada no Brasil e em Minas, de 70% e 68%, respectivamente”, ressaltou.

Especificamente sobre a indústria, a economista explicou que a maioria das atividades no Estado tem se recuperado das perdas do período mais crítico da pandemia e vem acumulando alta na comparação com 2019.

A indústria extrativa foi prejudicada pelas chuvas no primeiro trimestre, mas apresenta recuperação gradativa, beneficiada pelo avanço das exportações. Já o setor de metalurgia foi impactado pela queda nas vendas ao exterior, pela redução de vendas de insumos para a linha branca, inclusive com desligamento de altos-fornos, que já estão sendo religados. E os derivados de petróleo, com a redução de mobilidade e consequente queda nas vendas de combustíveis, também já começam a subir.

Sul de Minas ganha plano de desenvolvimento

O governador Romeu Zema sancionou ontem, na Cidade Administrativa, o projeto de lei que cria uma política de desenvolvimento industrial do Sul de Minas. A ação busca a atração de indústrias e a melhoria da infraestrutura, como as estradas da região, para incentivar a geração de negócios e empregos. A lei, de número 1.140/2019 e de autoria do deputado Dalmo Ribeiro, foi aprovada em novembro pela Assembleia Legislativa.

Um exemplo é a produção expressiva de café na região, que pode ser usada como uma forma de fortalecer outros tipos de indústrias no Sul do Estado. Em 2020, a região reuniu mais de 50% de toda a produção de café de Minas Gerais, sendo o principal produto da pauta de exportações do agronegócio estadual.

Na avaliação do governador, essa lei reforça a política estadual de atração de empresas e criação de empregos.

“Em dois anos, conseguimos atrair para o nosso Estado R$ 88 bilhões em investimentos, enquanto o último governo atraiu em quatro anos R$ 26 bilhões. Fica claro que mudamos de patamar. O que queremos é atrair mais empresas e os prefeitos podem contar com nosso apoio”, afirmou Romeu Zema.

O deputado Dalmo Ribeiro falou sobre a projeção que a medida trará para a região. “Traremos mais investimentos, mais empregos com parcerias com o BDMG, com o Indi, secretarias, prefeituras. É o nosso propósito com esse projeto”, destacou. A legislação considera a região Sul sendo composta pelas regiões intermediárias de Varginha e Pouso Alegre, que somam mais de 160 municípios.

Também participaram da reunião o secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, o diretor-presidente do Indi, Thiago Toscano, o assessor especial da Secretaria de Estado de Governo, Rodrigo Freitas. Virtualmente, participaram prefeitos do Sul de Minas e representantes de entidades e associações da região. (Agência Minas)

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