Especificamente sobre o projeto da planta de amônia, o prefeito de Uberaba, Paulo Piau, lembrou que estudo de viabilidade econômica realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) foi concluído e entregue no fim do ano passado e que os resultados foram melhores do que o esperado.
Segundo ele, contam a favor do projeto os já elevados níveis de importação de fertilizantes pelo agronegócio brasileiro (75%); a desativação das plantas da Petrobras em Laranjeiras (SE) e Camaçari (BA), anunciada em outubro do ano passado; e a sobreoferta prevista a partir do gás do pré-sal.

“Neste ano deveremos concentrar os esforços na parte de estudos e tratativas do novo projeto, que vai ter o modelo de negócio todo construído pela própria FGV. Nós não desistimos do empreendimento e o governador já sinalizou que dará o apoio necessário. Diante disso, acredito que em 2020 teremos a unidade realmente saindo do papel”, argumentou o prefeito.

A instalação da planta de amônia em Minas Gerais, até então, único grande projeto da Petrobras no Estado, foi iniciada em 2014 e abandonada pela estatal em 2015, com a paralisação das obras do empreendimento em julho daquele exercício. Os trabalhos foram suspensos com cerca de 30% de execução mediante custo de R$ 1,2 bilhão. O projeto total previa inversões de mais de R$ 2 bilhões e a previsão inicial era que a conclusão das obras ocorresse em 2017. (MB)