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Preço médio da gasolina cai 7,34% para os consumidores em Minas

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As vendas de combustíveis nos postos registram queda acima de 50% em MG | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

O preço médio da gasolina para o consumidor em Minas Gerais chegou a R$ 4,291 o litro na última semana, no período de 12 a 18 de abril, e a R$ 3,708 para as distribuidoras, de acordo com os dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As informações da entidade mostram que, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os preços do produto só vêm caindo.

Para se ter uma ideia, na semana anterior, de 05 a 11 de abril, a gasolina estava sendo comercializada para os consumidores no Estado por R$ 4,349 e para as distribuidoras a R$ 3,726. Já na última semana do mês passado, de 22 a 28 de março, os valores eram R$ 4,631 e R$ 4,073, respectivamente, mostrando uma queda de 7,34% no preço da gasolina para o consumidor na comparação entre a semana passada e a última semana de março.

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Porém, quando se trata da demanda por combustíveis, a baixa nos números é ainda maior. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Carlos Guimarães Jr., está sobrando muito produto, e as vendas caíram mais de 50% em média nos postos. “Em algumas regiões, como a Centro-Sul de Belo Horizonte, as vendas chegaram a cair 75%”, afirma.

Mais dados – O etanol também vem mostrando queda em Minas Gerais. De 12 a 18 de abril, o produto foi vendido a R$ 2,839, em média, para os consumidores e a R$ 2,332 para as distribuidoras.

Na semana anterior, de 05 a 11 de abril, os valores eram, respectivamente, R$ 2,917 e R$ 2,362. Isto representa queda de 2,6% no valor do biocombustível na bomba e de 1,2% na rede de distribuição.

O diesel, por sua vez, foi comercializado em média a R$ 3,378 em Minas Gerais na última semana, de 12 a 18 de abril, para os consumidores, e a R$ 2,896 para as distribuidoras. Na semana anterior, de 05 a 11 de abril, os valores eram R$ 3,401 (-0,6%) e R$ 2,905 (-0,3%), respectivamente.

Belo Horizonte – Na capital mineira, a gasolina foi comercializada, em média, a R$ 4,211 na semana passada, entre 12 e 18 de abril, para os consumidores. A ANS não disponibilizou os dados em relação às distribuidoras do mês de abril. Na semana anterior, de 05 a 11 de abril, a gasolina foi vendida a R$ 4,261 para o consumidor, queda de 1,1%.

O etanol, por sua vez, foi vendido a R$ 2,742 na capital mineira entre os dias 12 e 18 de abril para os consumidores. Na semana anterior, o preço médio era R$ 2,851, o que representa retração de 3,8% na base de comparação.

Já o valor do diesel, nos dois períodos, foi de R$ 3,478 e R$ 3,404, respectivamente. Isto representa um incremento de 2,1% no intervalo.

Crise – O presidente do Minaspetro ressalta que o setor vem atravessando uma crise muito grave. Além da queda de vendas, diz ele, os postos, como são considerados essenciais, são obrigados a funcionar, no mínimo de 7h às 19h, de segunda a sábado.

“A grande maioria dos estabelecimentos hoje está funcionando com prejuízo operacional. Uma característica dos postos de combustíveis é trabalhar com margens baixas e volume de vendas muito elevado. Com essa queda significativa de vendas, a margem operacional do posto não consegue ser coberta pelas vendas atuais”, diz.

Petróleo tem valor negativo nos EUA

Nova York – Os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos foram negociados em valores negativos pela primeira vez na história na segunda-feira (20), com o primeiro vencimento terminando o dia a impressionantes US$ 37,63 negativos por barril, após operadores liquidarem posições de forma massiva em meio ao rápido preenchimento das reservas no centro de distribuição de Cushing, em Oklahoma.

O petróleo Brent, valor de referência internacional, também recuou, mas a fraqueza não foi nem de longe tão grande quanto à do WTI, uma vez que globalmente há mais espaço disponível para armazenamento.

O contrato maio do petróleo dos EUA fechou em queda de US$ 55,90, ou 306%, a –US$ 37,63 por barril, depois de tocar uma mínima histórica de –US$ 40,32. O Brent cedeu US$ 2,51, ou 9%, para US$ 25,57 o barril.

“O armazenamento está cheio demais para que especuladores comprem esse contrato, e as refinarias estão operando a níveis baixos porque não flexibilizamos as ordens de isolamento na maior parte dos Estados”, disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group em Chicago. “Não há muita esperança de que as coisas possam mudar em 24 horas.”

A demanda física por petróleo secou, criando um excesso de oferta global em um momento em que bilhões de pessoas ficam em casa para frear a disseminação do novo coronavírus.

As refinarias estão processando muito menos petróleo que o normal, o que faz com que milhões de barris fiquem “presos” em instalações de armazenamento em todo o mundo. Tradings contrataram navios apenas para ancorá-los e enchê-los de petróleo. Um recorde de 160 milhões de barris está estocado em navios-tanque no mundo.

Já os estoques em Cushing avançaram em 9% na semana até 17 de abril, totalizando cerca de 61 milhões de barris, disseram operadores, citando um relatório da Genscape.
O contrato junho do WTI, mais ativo, terminou a sessão em nível muito superior ao maio, cotado a US$ 20,43 o barril. O spread entre os dois vencimentos chegou a bater US$ 60,76, o maior da história para dois contratos próximos.

Os preços negativos do petróleo nos EUA significam que, pela primeira vez na história, vendedores têm de pagar aos compradores para que estes recebam os contratos futuros. Não está claro, porém, se isso chegará aos consumidores, que geralmente observam os preços mais baixos sendo traduzidos em valores mais baixos da gasolina nas bombas. (Reuters)

Petrobras anuncia novos cortes

Rio – A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina em 8% e o do diesel em 4% nas refinarias a partir de terça-feira (21), com a petroleira brasileira reagindo aos baixos preços do petróleo e aos impactos do coronavírus na demanda por combustíveis.

No acumulado do ano, a petroleira já reduziu em mais de 50% o valor médio da gasolina nas refinarias, para cerca de R$ 0,91 por litro. O diesel, por sua vez, acumula queda de quase 40%.

Os novos cortes ocorrem diante de uma persistente queda nos preços do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, por impactos do novo coronavírus sobre a economia global.

Na segunda-feira (20), as cotações do barril nos Estados Unidos atingiram o menor valor da história.

A decisão da Petrobras por novos cortes ocorre ainda após uma queda neste ano de cerca de 60% do preço do petróleo Brent, referência internacional, que era negociado a US$ 26,40, no início da tarde no Brasil.

Acordo recente entre grandes países produtores para um corte histórico de oferta ainda é visto como insuficiente para eliminar preocupações relacionadas à destruição de demanda causada pela pandemia.

Enquanto isso, nos postos de combustíveis, a gasolina havia acumulado queda de 10,16% neste ano até a semana passada, enquanto o diesel caído 12,2%, segundo os dados mais recentes publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Vale lembrar que o repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis. (Reuters)

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