Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

Com o impacto da redução da circulação de veículos em razão das medidas de distanciamento social em combate ao novo coronavírus (Covid-19), o preço médio da gasolina tanto para o consumidor quanto para as distribuidoras caiu cerca de 6% entre abril e maio em Minas Gerais.

Agora, com a flexibilização da quarentena na maior parte dos municípios mineiros e os aumentos sucessivos dos preços anunciados pela Petrobras, nas refinarias, é provável que os valores voltem a subir na ponta.

De acordo com os dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em maio, o preço médio do litro da gasolina para o consumidor em Minas chegou a R$ 4,016 e a R$ 3,524 para as distribuidoras. Em abril, os valores médios praticados no Estado foram de R$ 4,273 e R$ 3,735, respectivamente.

Em âmbito nacional, o valor do combustível nas bombas no mês passado foi de R$ 4,01 contra R$ 4,23 em abril – queda de 5,15% de um mês para outro. Em Minas Gerais, a queda nos preços ao consumidor foi de 6% e nas distribuidoras de 5,64%, no mesmo tipo de comparação.

Os preços vêm oscilando desde o início do ano não apenas pela relação entre oferta e demanda impactada pela pandemia, mas também pela cotação do petróleo no mercado internacional e a disparada do câmbio. Apenas em maio a Petrobras elevou os preços nas refinarias por quatro vezes. O último reajuste, de 5%, entrou em vigor no dia 26, elevando o valor do combustível a R$ 1,31 o litro, em média, e alta acumulada de 45% em maio.

O movimento, porém, ainda não foi suficiente para eliminar completamente os efeitos da série de cortes promovidos desde o início da pandemia. Antes de sequência de altas, enquanto as cotações do petróleo caiam fortemente no mercado internacional, a estatal havia cortado os preços do combustível 11 vezes, em uma queda acumulada de 55%.

Apenas em Minas Gerais, o litro da gasolina começou 2020 a R$ 4,809 nas bombas e a R$ 4,398 nas distribuidoras. Já em fevereiro, os preços caíram para R$ 4,776 e R$ 4,336, respectivamente. E em março, os valores médios do mês foram de R$ 4,683 e R$ 4,238, na mesma ordem.

Procurado, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) informou, por meio de nota, que se trata de um movimento natural do mercado em relação aos eventos externos do setor e que não comenta preço de bomba por diversos motivos, entre os quais o de não existir tabelamento no setor.

“Portanto o mercado de combustíveis é livre. Cada empresário define seu preço de venda, que varia de acordo com inúmeros fatores, tais como estratégias comerciais, localização, concorrência, entre outros”, disse no documento.

Capital – Em Belo Horizonte, o preço médio da gasolina em maio para o consumidor foi de R$ 3,931, enquanto em abril ficou em R$ 4,198. Em março havia sido de R$ 4,559, em fevereiro 4,667 e em janeiro, R$ 4,680.

Os preços dos demais combustíveis também vêm oscilando nos últimos meses, segundo os dados da ANP. O valor médio do etanol, por exemplo, chegou a R$ 2,625 nos postos no mês passado e a R$ 2,205 nas distribuidoras, contra R$ 2,857 e R$ 2,389, respectivamente, em abril. Já em março os valores eram de R$ 3,297 e R$ 2,959 (consumidor e distribuidoras), em fevereiro: R$ 3,339 e R$ 3,008 e em janeiro: 3,291 2,963.

O diesel, por sua vez, foi comercializado em Minas Gerais durante o mês de maio pelo valor médio de R$ 3,087 junto ao consumidor e de R$ 2,599 nas distribuidoras. No mês anterior, o valor nas bombas era de R$ 3,345 e nas distribuidoras de R$ 2,892. Em março os preços médios do diesel foram: R$ 3,627 e R$ 3,176, respectivamente. Em fevereiro, R$ 3,778 e R$ 3,344 e em janeiro, R$ 3,856 e R$ 3,516.