Economia

Produção de aço em Minas cai 2,2% no acumulado até abril

Foram comercializadas 3,2 milhões de toneladas contra 3,3 milhões no mesmo período do ano passado
Produção de aço em Minas cai 2,2% no acumulado até abril
Segundo Instituto Aço Brasil, de janeiro a abril deste ano foram negociadas 3,2 milhões de toneladas | Foto: Divulgação / INDA

A produção de aço bruto em Minas Gerais caiu 2,2% de janeiro a abril de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme dados divulgados na sexta-feira (22) pelo Instituto Aço Brasil, este ano foram comercializadas 3,2 milhões de toneladas contra 3,3 milhões no mesmo período em 2025.

Com 30,6% de participação no volume produzido no País, o Estado segue liderando a produção nacional apesar do resultado negativo. O Rio de Janeiro, que ocupa a segunda posição no ranking, respondeu por 23,9% da produção, amargando queda ainda maior: 9,3%, ao passar de 3,04 milhões de toneladas produzidas ano passado no período analisado, para 2,75 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses deste ano.

O desempenho dos principais estados produtores do Brasil acabaram influenciando o resultado negativo do País, que ficou 2,9% menor e somou 10,6 milhões de toneladas de aço produzidas.

Entretanto, a produção das siderúrgicas mineiras em abril deste ano, em relação ao igual período do ano passado, aumentou 5,4%, somando 845 mil toneladas, e quebrou uma sequência de quedas mensais percebidas nos três primeiros meses do ano. Desempenho que contribuiu para que a produção nacional não apresentasse resultado negativo no mês.

Em abril, as siderúrgicas brasileiras produziram 2,67 milhões de toneladas de aço bruto, aumentando a produção em apenas 1,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram produzidas 2,64 milhões/t.

Semiacabados e laminados

Quando analisados os números da quantidade de semiacabados para venda e laminados produzidos em Minas Gerais, houve diminuição na comparação entre abril deste ano e o mesmo mês de 2025 quanto no confronto entre o acumulado de cada ano. As quedas foram, respectivamente, de 5,5%, passando para 744 mil/t, e 4,2%, passando para 2,2 milhões/t.

No Brasil, a produção de laminados foi de 1,9 milhão de toneladas, 7,1% inferior à registrada em abril de 2025. A produção de semiacabados para vendas foi de 595 mil toneladas, uma elevação de 16,8% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2025.

No acumulado do ano, a produção de laminados no mesmo período foi de 7,5 milhões de toneladas, redução de 4,8% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2025. A produção de semiacabados para vendas totalizou 2,7 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2026, um aumento de 3,5% na mesma base de comparação.

Importações caem e exportações crescem

O Instituto Aço Brasil não disponibiliza dados regionais das negociações externas, mas vale pontuar que nacionalmente, as importações caíram 33,3% em volume em abril e 5% frente ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, as exportações subiram 62,4% em abril, e 23,3% no acumulado do ano.

Responsável por mais de 50% da produção, A China, acusada de realizar negociações desleais, registrou queda na produção do aço bruto, evidenciando que as medidas impostas em janeiro no Brasil e em outros momentos por diversos países do mundo começaram a surtir efeito. Na comparação do acumulado do ano até março, a produção das siderúrgicas chinesas recuaram 8,3% na comparação mensal (mar25xmar26) e na comparação do trimestre em 4,6%

Consumo e vendas

Ainda segundo o Instituto, as vendas internas no País avançaram 7,1% frente ao apurado em abril de 2025 e atingiram 1,8 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos de aço foi de 2,1 milhões de toneladas, 2,7% inferior ao apurado no mesmo período de 2025.

Já no acumulado do ano, as vendas internas foram de 6,9 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2026, o que representa uma expansão de 0,8% quando comparadas com igual período do ano anterior. O consumo aparente, no entanto, apresentou queda de 1,4% frente ao registrado em 2025.

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