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Produção do parque industrial mineiro cai pelo 3º mês seguido

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Crédito: Alisson J. Silva / ARQUIVO DC

A produção industrial em Minas recuou pelo terceiro mês consecutivo em fevereiro. De acordo com Sondagem Industrial realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o indicador de evolução da produção registrado no segundo mês deste ano foi de 47,4 pontos, queda de 1,2 ponto em relação a janeiro (48,6 pontos), e acréscimo de 0,6 ponto quando comparado a fevereiro de 2020 (46,8 pontos).

“Trata-se de uma queda já esperada, pois é um mês com menos dias trabalhados. No entanto, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, fronteira entre queda e aumento”, explicou a economista da Fiemg, Daniela Muniz.

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Em relação ao emprego, o índice que mostra evolução do número de empregados nas indústrias ficou em 50,9 pontos no mês passado, queda de 0,5 pontos ante janeiro (51,4 pontos). O recuo foi de 0,9 ponto ante fevereiro de 2020. Apesar da baixa, o índice ficou acima dos 50 pontos e mostrou um aumento do emprego na indústria pelo oitavo mês consecutivo.

“Há uma recuperação gradual do emprego no setor, motivada por estímulos fiscais e monetários para combater os efeitos da crise. É uma retomada após uma queda enorme no período mais crítico da pandemia. A desvalorização cambial também favorece o emprego nas indústrias, de duas formas. As exportações aumentam e, ao mesmo tempo, cresce a preferência do consumidor pelo produto nacional, uma vez que os importados estão mais caros”, avaliou a economista.

Maquinário e estoque

O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual das indústrias mineiras caiu pelo terceiro mês seguido. O indicador do uso dos maquinários nas empresas ficou em 46 pontos em fevereiro ante 49,7 pontos em janeiro, recuo de 3,7 pontos. Em relação a fevereiro do ano passado (45,4 pontos), o índice aumentou 0,6 ponto.

“O resultado mostrou que a indústria operou abaixo do habitual para o mês, mas foi o maior índice para fevereiro em dez anos. Então, também confirma retomada”, ponderou Daniela.

Já os estoques de produtos finais nas indústrias caíram pelo décimo mês seguido, marcando 48,7 pontos em fevereiro. O índice de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 43,7 pontos (queda de 3,3 pontos ante janeiro), mostrando que os níveis de estoques ficaram abaixo dos esperados pelos empresários. “Isso evidencia que as empresas estão com dificuldade de recompor seus estoques e tem muito a ver com a paralisação da produção, inclusive de suprimentos, em alguns locais em função da pandemia”, disse.

Empresários continuam otimistas

A sondagem também fez o levantamento da expectativa dos industriais no mês de março. O indicador de expectativa de demanda ficou em 56,8 pontos neste mês, queda de 2 pontos ante fevereiro (58,8). Na comparação com março do ano passado (60,2 pontos), o índice de expectativa demanda recuou 3,4 pontos. Foi o menor para o mês em quatro anos.

“Ao permanecer acima dos 50 pontos neste mês, o índice revela que os empresários continuam otimistas, e esperam um aumento de demanda no curto prazo. Porém, estão menos otimistas do que antes”, explicou Daniela Muniz.

A sondagem da Fiemg mostra ainda que a expectativa sobre o número de empregados recuou em março (51,9 pontos) ante fevereiro (54,6). “Essas quedas no otimismo em relação à demanda e ao emprego podem ser explicadas pelo fim dos auxílios governamentais às empresas, pela intensificação dos efeitos da Covid e pelo aumento das pressões inflacionárias”, disse.

Sobre a intenção de investimento, o indicador marcou 57,1 pontos em março, recuo de 3,8 pontos ante fevereiro (60,9 pontos). O resultado foi o menor registrado desde setembro de 2020 (56,7). Frente a março do ano passado (63 pontos), o índice caiu 5,9 pontos.

Em relação à compra de matérias-primas, a expectativa caiu 3,7 pontos em março (53,6) em comparação com o mês anterior (57,3). Em relação ao terceiro mês do ano passado (58,6 pontos), o indicador recuou 5 pontos e foi o mais baixo para o mês em quatro anos. “Mesmo com o recuo, o índice continua apontando, pelo nono mês seguido, uma perspectiva de crescimento nas compras de matérias-primas”, finalizou.

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