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Economia

Produção do setor de eletroeletrônicos tem retomada em Minas

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC
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O empresariado da indústria de eletroeletrônicos segue otimista  com a produção no segundo semestre. Em Minas Gerais, o setor comemora a retomada da produção aos níveis de 2019, antes da pandemia de coronavírus, e estima um crescimento de 4,5% na comparação com o ano passado.

Pesquisa divulgada nesta semana pelo Conselho Nacional da Indústria (CNI) mostra que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) está em 63,6%, levando em consideração somente o setor de eletroeletrônicos  o índice alcança 65,1%, o que demonstra o otimismo do empresariado.

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O presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de Minas Gerais (Sinaees) e diretor da Associação Brasileira das Indústrias Nacionais de Eletroeletrônicos (Abinee), em Minas Gerais, Alexandre Magno Assunção Freitas, o empresariado está esperançoso com o mercado de eletroeletrônicos. “Apesar da crise pandêmica, o setor tem alcançado bons resultados e as estimativas são que haja crescimento nas vendas ao longo do ano”, explica.

Porém, o otimismo do setor esbarra em alguns pontos que dificultam a produção, como a falta de insumos. Embora a produção não esteja sendo comprometida, isso gera certa preocupação.

De acordo com Freitas, cerca de 70% da matéria-prima vem da Ásia e da China e o setor vem sofrendo, pelo menos até meados deste ano, com a dificuldade de adquirir insumos fundamentais para a montagem de alguns eletroeletrônicos. “Além disso, tivemos o aumento do aço, que o setor fabril teve que absorver os custos para não repassar para o consumidor final, fazendo assim diminuir a margem de lucro”, afirma.

O presidente do sindicato afirma que mesmo com as dificuldades enfrentadas por causa dos picos da crise sanitária, a demanda pelos eletroeletrônicos está aquecida. “Exemplo disso foi o aumento considerável para exportação (de equipamentos) na geração, transmissão e distribuição de energia, que em 2020 – de janeiro a julho – movimentou a nível nacional U$$ 12,8 milhões. E em 2021, no mesmo período, movimentou U$$ 21,9 milhões”, acrescenta Freitas.

Ritmo de produção

Ainda de acordo com o presidente do Sinaees, a maioria dos empresários conseguiu retomar o ritmo pré-pandemia. “Já alcançamos o ritmo de produção aos patamares pré-pandemia. Isso é ótimo, principalmente porque estamos conseguindo superar as dificuldades da falta de matéria-prima, insumos e o alto custo da produção”, avalia Alexandre Freitas.

Com a disponibilidade de crédito concedida pelos governos estadual e federal, a indústria de eletroeletrônicos acabou investindo na planta industrial e maquinário. Freitas esclarece que muitas empresas estão colhendo os ‘frutos’ agora, com as reformas das fábricas, porém há alguns empresários que ainda estão planejando os investimentos para o próximo ano.

De acordo com o sindicato, a indústria do setor não registrou demissões e, agora, começa a contratar outro benefício da concessão do crédito conquistado durante a crise sanitária.

Expectativas positivas

A expectativa do setor é de um crescimento em torno de 4,5% para o fim deste ano. Para Alexandre Freitas, o índice resulta em um crescimento excelente, levando em consideração toda a dificuldade que o setor passou devido à crise sanitária.

Os grandes desafios para a indústria de eletroeletrônicos, segundo Alexandre Freitas, estão nas mãos do governo federal. “Precisamos de tranquilidade política e econômica para produzir. Nosso grande desafio está nas reformas tributária e administrativa. Nós precisamos de uma reforma decente e profunda. A inflação nos preocupa com o aumento do aço, diminui a margem de lucro, diminui o poder de compra do consumidor e pode afetar a nossa produção”, opina.

Freitas finaliza dizendo que “o setor industrial precisa de tranquilidade e estabilidade jurídica, financeira e tributária para trabalhar para poder crescer e ficar mais competitiva e equilibrada no mercado. Tudo isso reflete na produção na indústria, o Brasil tem potencial para crescimento, mas o empresariado precisa de estabilidade para trabalhar”, complementa. 

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