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Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

Daniel Vilela*

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou, na segunda-feira (30), a reativação do sistema de bandeiras tarifárias. Desde ontem, os consumidores terão que arcar com um custo adicional de R$ 6,24 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. O aumento na tarifa veio durante um momento de retomada da indústria e se tornou mais um desafio a ser enfrentado pelos empresários em um ano de pandemia e crise econômica.

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“É difícil para a indústria. É mais um custo que chega em um momento difícil. Mas o empresário vive de desafio”, afirma o presidente da Câmara da Indústria da Energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Márcio Danilo Costa.

Para o presidente, a decisão da Aneel foi necessária. “Com os reservatórios baixos, foi preciso entrar com as usinas termoelétricas, o que traz um custo adicional ao sistema, e esse custo precisa ser repassado”, pondera.

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível dos reservatórios dos sistemas está abaixo de 50% em praticamente todas as regiões do País. No subsistema Sudeste-Centro-Oeste, o nível médio atual dos reservatórios está em 18,11%.

Através de nota, a Aneel informou que, em maio deste ano, em virtude da pandemia do novo coronavírus, havia decidido manter a bandeira verde acionada até 31 de dezembro, mas a queda no nível de armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas e a retomada do consumo de energia  levaram à revisão da decisão.




O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, lembra do caráter educativo do sistema de bandeiras. “Com o anúncio da bandeira vermelha patamar 2, é importante que os consumidores busquem evitar o desperdício de água e energia”, alerta.

Desemprego é palavra proibida – Para o presidente da Câmara da Indústria da Energia da Fiemg, o empresário terá que ser criativo nesse momento. “Para absorver esses novos custos, o empresário vai precisar rever processos, negociar matéria-prima. Desemprego é uma palavra proibida neste segmento nosso, não existe essa possibilidade”, diz.

Márcio Danilo explica que os empresários não podem pensar em demissão no momento atual, no qual a demanda e a produção estão aumentando. Para o especialista, repassar os custos de produção não seria uma decisão sábia. “Será preciso absorver esse custo, se reinventar”.

O dirigente da Fiemg lembra que a federação possui um programa voltado para Geração Distribuída, que concede descontos para os empresários que investem em energia sustentável. “O desconto que o empresário recebe é certamente maior do que o aumento previsto na conta para o próximo ano”, comenta.

Apesar de não haver previsão de repasse de custos por parte dos empresários, o professor de economia do Ibmec-BH Luiz Carlos Gama chama atenção para a pressão inflacionária gerada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Na composição do IPCA, a energia elétrica entra no grupo da habitação, portanto, haverá um impacto nesse índice”, prevê.

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